Alea Jacta Est
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26.6.08

Nonsense

A banda alemã Dunkle Macht (1980-1982) é considerada, por muitos estudiosos do rock 'n'roll, uma das mais revolucionárias de todos os tempos. O quarteto, formado por Andreas Kuttner, Karl Göbber, Maik Üller e Sven Klauswassen, surpreendeu o cenário underground de Berlim Ocidental com seu som ultrapesado e sua formação, completamente fora dos padrões do heavy metal oitentista: Andreas no bombardão, Karl no trombone de vara, Maik nos saxofones alto e soprano e Sven no vocal e no flautim. O som do Dunkle Macht foi batizado pela mídia como schlag metall (metal de sopro) e tinha tudo para dar certo, mas infelizmente a carreira promissora do grupo foi interrompida por um grupo de skinheads, que espancou o quarteto até a morte no camarim da boite Große Wurst, logo após sua primeira e única apresentação. Os poucos fãs do Dunkle Macht ainda visitam o pequeno monumento erguido em homenagem à banda na Potsdamer Platz e lá depositam flores e instrumentos de sopro, no aniversário da tragédia.


Bom dia

Li esses dias que alguém quebrou o recorde mundial de tocar violão, 52 horas consecutivas, acho eu. Esse povo não conhece mesmo Felipe Barão.


20.6.08

AJE Awards

Eu me declaro espantado em perceber que, mesmo com o blog ligado em aparelhos, ultrapassamos a marca de 50.000 visitas. É um número que faz a gente pensar: quantas pessoas perderam precioso tempo de suas vidas lendo as besteiras que eu aqui publico, podendo estar absorvendo cultura de verdade; e quantas pessoas procurando um pouco de pornografia pra alegrar seu (bizarro) cotidiano acabaram, literalmente, na mão dando de cara com este blog? Mas deixemos de lado as conjecturas, vamos à premiação! E segundo conta no registro, o último kit AJE continha:

1. O que Luzia ganhou atrás da horta;
2. Uma lata de Marrom Glacê;
3. Um LP Pirlimpimpim;
4. Uma pizza de jiló cozido com chantilly;
5. A cueca que Luis Gonzaga usou quando compôs Asa Branca;
6. Uma viagem Madureira-Bananal-Madureira à bordo do luxuoso ônibus 910, da Paranapuã;
7. Uma fita de vídeo com os melhores momentos de Tião Macalé no programa Os Trapalhões;
8. Um pôster da bunda do Gerald Thomas;
9. Um ano grátis de supositórios de glicerina tamanho XL;
10. Dez mil rolhas de Möet & Chandon;
11. O caderno de caligrafia do Maguila;
12. Um DVD sobre a vida e a obra de Tiririca;
13. Duas entradas para uma exposição de murais feitos com cheques sustados;
14. Um disquete de 5¹/4 contendo o maravilhoso jogo Campo Minado;
15. Quinze dias de férias no hotel Rocinha Palace;
16. Um CD com músicas do Abba, interpretadas por Odair José;
17. Vinte minutos de prazer no estabelecimento de família da Madame Suzette, na Vila Mimosa;
18. Um estátua (em tamanho natural) do Pedro de Lara;
19. Dezenove embalagens de Escorregol®, o novo lubrificante íntimo produzido pelas indústrias Moreira-Furtado;
20. Um porta-retratos 3x4 em latão, com querubins e detalhes em latão;
21. Vinte e um litros de óleo de rícino com limão;
22. Vinte e dois negativos com a verdade sobre a morte de Tancredo Neves;
23. A Playboy da Dercy Gonçaves;
24. Vinte e quatro pêlos do bigode do Freddie Mercury;
25. Uma fita com 6 horas de duração, exibindo o Galvão Bueno repetindo o nome do Ronadinho;
26. Vinte e sete litros da água da praia de Copacabana;
27. Um CD de marchinhas de carnaval na voz de Gil Gomes;
28. Meia moeda de 5 centavos;
29. 40 toneladas de sorvete de azeitona preta.

E quem levou pra casa todas essas maravilhas, além do bônus da vez, foi a Sil, porque foi ela a última pessoa a deixar um comentário por aqui. Além do kit AJE, Sil vai ganhar 100% de graça um abada do show Waldick Soriano in Micareta, que vai rolar às 23:30h do dia 25/12, no Ibirapuera. Infelizmente a birita vai ser por sua conta, mas mesmo assim, meus parabéns! E vamos que vamos, que kit AJE agora só quando o marcador mostrar 100.000 visitas.


Considerações matrimoniais

Só se conhece alguém de verdade depois que se casa, e se eu tivesse um pouco mais de fé nessa afirmação, não teria me casado com o meu trabalho nem sob a mira de pistola. Aí alguém no fundo, possivelmente com meio copo de cerveja quente e um cinzeiro sujo em cima da mesa, diz: "é, mas eu sempre vejo você em bares". E sem perder a calma, mas com a mão se alojando no soco-inglês guardado no meu bolso esquerdo, eu respondo com ternura "claro, porque é lá que eu trabalho, animal de rabo!". Não me levem a mal, eu adoro o meu trabalho (na grande maioria das vezes) e desde que me casei com ele minha vida sexual anda movimentadíssima: nunca estive tão fodido. Isso foi uma piada, claro. Se fosse foda, estaria uma maravilha.

Meu casamento com o trabalho é um casamento como outro qualquer, desses que a gente vê por aí: todo mundo diz que as duas partes nasceram uma pra outra, inclusive as partes, e todo mundo aparece sorrindo nas fotos; mas no fim do dia uma das partes ameaça se jogar do sexto andar, gritando que não agüenta mais e que é muita, muita pressão. Geralmente quem faz isso é o trabalho, porque desde que meu médico me receitou Jack Daniels pra controlar o meu stress, eu nunca mais cheguei menos de dois passos de uma janela.

Seria injusto mostrar apenas os espinhos do meu casamento, também há flores. A música nunca me esperou chegar em casa com um drink na mão, vestindo uma langerie sexy, mas existem flores. E um dia eu garanto que encontro esse jardim.


Bom dia

O pulso ainda pulsa.