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Reflexão do dia:
O mundo seria muito melhor se algum desses grandes laboratórios que ganham milhões patenteando no exterior coisas apenas vistas em terras tupiniquins, inventasse um comprimido contra bizarrices subconscientes. Sim, bizarrices subconscientes! Aquelas coisas tétricas que a gente só percebe que está fazendo quando já está na metade do lance, como colocar sal no café, colocar uma caneta no apontador de lápis ou ouvir Take my breath away.
26.10.06
Bom dia!
Olá, ressaca! Quanto tempo!
21.10.06
What porra is this?
Mais um programa da séria série meu Orkut usa drogas:
Sorte de hoje: a sociedade prepara o crime, o criminoso o comete.
Vocês, que são pessoas mais esclarecidas do que eu, façam o favor de me explicar o que significa isso, porque eu não entendi lhufas! Ou me ajudem a levar meu Orkut no NA.
Nonsense
O maior acidente aéreo que se tem notícia ocorreu nos Estados Unidos em 1987, quando um Boing 747 que ia de San Francisco com destino a Detroit transportando 429 pessoas entre passageiros e tripulantes, caiu em cima da maior fábrica de caixas-pretas da América. Hoje, 19 anos após essa tragédia que não deixou sobreviventes, ainda não é sabida a verdadeira causa da queda do avião. Fala-se na possibilidade de pane geral ou colisão com uma garrafa de Coca-Light cheia de Menthos, mas nada ainda é concreto.
20.10.06
Bom dia
Hoje, em um programa infantil, tivemos um pequeno vislumbre de como seria o mundo se os nazistas vencessem a Segunda Guerra Mundial: perguntada qual era o animal sagrado na Índia, a criança respondeu, sem pestanejar, "Dog Alemão". Tremei frente ao cão do füherr, infiéis...
18.10.06
Boa tarde
Espelho, espelho meu: existe alguém odeie o MSN mais do que eu?
12.10.06
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!
11.10.06
Drops oculares
1. Olhos verdes: seriam 91 anos se estivesse aqui, chefe. Saudades; 2. Olhos azuis: já ouviram Sinatra cantando Killing me softly? Podem procurar sem medo de se decepcionar; 3. Olhos castanhos: alguém tem um pouco de inspiração pra me vender? Pago bem; 4. Olhos vermelhos: li hoje em um site que policiais americanos passaram mal após comer sanduíches com maconha no Burguer King. Aposto que isso não aconteceria no McDonald's; 5. Olhos puxados: alguém sabe onde eu consigo o telefone daquela japonesinha que aparece na chamada de The Rub, aquela que diz gostar de fazer sexo 5 vezes ao dia?
Karina Bacchi é vista aos beijos com "Baixinho"
É... de repente a Kaiser é uma grande... cerveja.
Urbana Legio Omnia Vincit
4.10.06
A varanda da casa amarela
Para a sra. Queiroz, por me ajudar a dar forma a um sonho.
Era comum vê-lo sentado à pequena mesa circular da varanda, fazendo palavras-cruzadas. Era um ritual diário, o único vício que ele ainda cultivava. Muito tempo atrás havia o cigarro, a bebida e a madrugada, mas apenas as palavras-cruzadas conseguiram acompanhá-lo até que seus cabelos tornaram-se grisalhos, as rugas riscaram seu rosto e a vista precisou da ajuda dos óculos que ele tanto detestava na juventude. Por mais voltas que os ponteiros do relógio pudessem dar, ele permanecia, de certa forma, inalterável; talvez com as arestas um pouco gastas, mas ainda o mesmo. Morava em uma grande casa amarela no campo, a muito havia se cansado do jeito corrido e impessoal da cidade e decidiu colocar o pé na estrada para não voltar mais. Nos vinte anos que haviam se passado desde que trouxera seus livros, discos e quadros para a casa amarela, traço algum de arrependimento surgiu em seu rosto. Aquela casa era tudo que ele sempre desejara: um grande gramado na entrada, cortado por uma escadaria de pedra ladeada por flores que perfumavam o ar quando a chuva caía, quartos de sobra para hospedar os amigos que vinham da cidade nos feriados e uma área coberta nos fundos, com uma churrasqueira, perto da piscina. E tinha também a varanda, o seu lugar preferido da casa. Era lá que ele passava a maior parte do tempo, lendo e escrevendo quando a luz do sol beijava o assoalho ou dedilhando um velho violão quando a lua aparecia em noites de pouco frio.
Os corredores da casa eram cobertos de quadros e fotografias, recordações que ele gostava de admirar vez em quando. Às vezes fechava os olhos e sentia que podia ouvir suas vozes, sentir seus cheiros, tocar seus ombros. Sua foto preferida no meio de tantas recordações era uma de seu filho, deitado sobre seu peito, no gramado na frente da casa. Costumava dizer que, se um dia pudesse ir à Terra do Nunca, esse seria esse o pensamento feliz que o faria voar, mesmo depois de perder as contas de quantas vezes lera a história de Peter Pan para seu filho dormir e quanto tempo havia se passado desde que seu menino começara a contar a história e cantar as canções de ninar para seus próprios filhos. E sempre que as recordações faziam seus olhos marejarem, ela segurava sua mão e dizia, certa de fazê-lo sorrir:
- Por que não vamos à varanda e cantamos aquela música que você fez quando me achava a mulher mais bonita do mundo?
E assim iam, sorrindo de mãos dadas, à varanda. Como quando saíram da igreja na juventude, como juraram fazer até o fim da vida.
Drops
1. Acabei de descobrir que o vidro não é um sólido, mas sim um líquido de alta viscosidade. Da próxima vez que sua mãe ralhar consigo por jogar bola dentro de casa, corrija-a dizendo que você não vai quebrar a janela, mas sim entorná-la; 2. Fernando Collor no senado: agora estamos um passo mais próximos de ser o país do futuro. Ainda bem que eu comprei um suprimento de sarcasmo que deve durar até 2010; 3. Você conhece alguma rádio que divulga novos talentos? Conhece alguém que precisa de músicos pra shows? Tá esperando o quê pra divulgar o meu trabalho? Convite formal?
Ainda em citologia...
Por que a célula eucariótica foi ao psicólogo? Porque ela tinha complexo de Golgi.
Nonsense
Estava no sangue: Hemácia estava sempre em movimento, como o resto de sua família. Quando mal havia saído da medula óssea, conheceu um jovem vírus que se dizia jogador de futebol; moça nova e sem núcleo, caiu na lábia do tal de Ebola e, num capilar deserto e mal-iluminado, sentiu pela primeira e única vez um capsídeo abrir caminho por sua membrana celular. Desde então conseguia ficar muito tempo no mesmo lugar, tinha urgência de circular. Esse era o seu oxigênio, mas vez em quando ela sonhava em criar raízes em algum lugar tranqüilo nos arredores do umbigo, onde ela pudesse amarrar um balanço em galho forte de alguma célula-tronco e brincar, despreocupada, até que sua hora de ir para o baço chegasse.
3.10.06
Gira, gira Mondo!
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!
1.10.06
Olás!
Sufrágio universal... eu voto no Yoda!
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