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Alea Jacta Est
Olá, pessoas! Hoje a casa está em festa: 5 anos de Alea Jacta Est. Não tem bolo ou vela, mas temos as boas recordações das amizades feitas à partir deste cantinho de idéias, poesia e bobagens. Muitas, muitas bobagens!
Deixem seus presentes caros na prateleira à esquerda. E vamos que vamos!
Restaurante chinês se especializa em servir pênis de animais
Enfim pessoas que se empenham em servir uma refeição do caralho...
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!
24.9.06
Cicarelli passou dos limites com vídeo, diz Bruna Surfistinha
Muitas... piadas... cabeça... doendo... argh!
20.9.06
E isto é o que o seu gato entende:
Blá blá blá blá blá blá blá blá propaganda idiota blá blá blá blá blá blá blá blá blá propaganda imbecil blá blá blá blá blá blá blá.
Olha o jabá aí, gente!
Eu podia estar matando, eu podia estar roubando e podia até esta dando uns amassos na sua senhora, mas eu estou aqui divulgando o meu trabalho: vai rolar Márcio Silva & Perfeita Desordem em formato acústico na Casa de Cultura Elbe de Holanda (que fica na Rua Engenheiro Rozauro Zambrano nº 302, Jardim Guanabara - Ilha do Governador) , às 20h do dia 29/09 e vocês estão todos convidados! No repertório, além de músicas do álbum que estamos gravando, releituras de sucessos nacionais e internacionais. O ingresso está tão barato que dá vontade de rir: só R$ 5,00! O último a chegar é mulher do padre!
14.9.06
Bom dia?
Se parente fosse bom, não começava com "pare".
13.9.06
Nonsense
Menos conhecida que a famosa Atlântida, Pacífica foi uma das mais importantes cidades que já desapareceu do mapa. Localizada cerca de 2.000 km da costa da Califórnia, Pacífica era uma ilha repleta de maravilhas naturais, como acres repletos de pés de picanha, fontes de cerveja natural e belas mulheres que corriam nuas em bando pelas longas praias de ouro em pó. Os pacíficos eram um povo muito evoluído para seu tempo, já tendo descoberto a cura do câncer, a solução para a fome mundial e o sexo casual muito antes de qualquer civilização européia sonhar em usar roupas. Sua arquitetura era inigualável e temos como exemplo disso o palácio de Glababoo, construído após 50 anos de lapidação de um diamante de 2000m². Infelizmente o legado dessa bela civilização se perdeu para sempre após uma terrível guerra que resultou na destruição de Pacífica, Atlântida e todos os unicórnios voadores mágicos do mundo.
Rótulos
Adjetivo: [Do lat. adjectivu.] Sm. 1. Palavra que modifica o substantivo, indicando qualidade, caráter, modo de ser ou estado. (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira - Novo Dicionário Aurélio)
Às vezes eu me pergunto se é possível mesurar a importância que os adjetivos têm na vida de nós, pessoas comuns. Temos algo em nosso imo, um desejo incontrolável de qualificar as coisas, de colocar rótulos em tudo ao nosso redor para que saibamos, bem explicadinho em seus mínimos detalhes, exatamente o que cada coisa é. Calçado, por exemplo, é termo vago; pode se referir a uma sandália, uma bota ou um tênis, de qualquer modelo, tonalidade ou material. Já um coturno preto de cromo alemão... a mesma diferença entre um copo e uma taça alta e estreita para espumante em cristal Baccarat: é específico, é exato, é perfeito, pronto para ser isolado de todo o resto e posto em um vidro com um pequeno rótulo, no alto de uma prateleira.
Gostamos tanto de classificar que classificamos a nós mesmo: nativos, estrangeiros, nortista, sulistas, altos, baixos, gordos, magros, brancos, negros, amarelos, heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transexuais, inteligentes, burros, pobres, ricos, bons e maus. O problema disso tudo é que às vezes nos preocupamos tanto em aumentar a resolução do microscópio para analisar corretamente tudo e todos que às vezes deixamos de enxergar o todo: um coturno preto de cromo alemão é apenas algo para se cobrir os pés, que uma taça alta e estreita para espumante em cristal Baccarat é apenas um recipiente para não bebermos o espumante no gargalo e que qualquer ser humano, independente de cor, credo, religião, sexo, sexualidade, posição social ou geografia nada mais é do que alguém como nós, nem melhor nem pior.
Às vezes acho que devíamos desmontar a prateleira, queimar os rótulos e deixar os vidros se espatifarem no chão. Talvez assim consigamos enxergar um dia o óbvio: somos apenas o que somos, simples assim.
9.9.06
Parágrafo
Hoje é dia de texto meu no Parágrafo Único. Confiram!
8.9.06
Tiro livre direto
Uma gota de suor correu pela testa de dona Idalina e perdeu-se no xale amarelo de lã que abraçava seu pescoço. Era uma tarde comum de domingo e o sol brando brilhava sobre o Rio de Janeiro. Ela olhou para o céu e franziu a testa, enquanto ajeitava seus grandes óculos de aro grosso: não lembrava se havia tomado ou não seu remédio para pressão alta antes de sair de casa. Ajeitou o xale ao sentir a brisa que começou a soprar e voltou a apoiar-se na bengala de peroba. Temia que o tempo mudasse, porque toda vez que o tempo mudava seus joelhos doíam. Voltou então a se concentrar em seu tricô. Queria terminar os sapatinhos da filha da vizinha de baixo antes do fim da semana.
- A senhora está pronta, dona Idalina? - perguntou o árbitro, estendendo a mão para ajudá-la a levantar-se do banco.
Ela agradeceu a ajuda e levantou-se, deixando as agulhas de tricô em cima do banco. Sob os gritos das torcidas, dona Idalina caminhou lentamente pelo gramado do Maracanã em direção à meta. Quando chegou à entrada da grande área, o goleiro titular a entregou seu par de luvas e gentilmente beijou-lhe a testa, desejando boa sorte. Em seus lábios brotou um sorriso que apenas os octogenários sabem sorrir e agradeceu ao rapaz por cima dos bifocais. Calçou as luvas e colocou-se em cima da linha, apoiada na bengala de peroba. Desejou ter uma bala de tamarindo, mas mesmo que tivesse alguma em sua bolsa, seria difícil pegá-la com aquelas luvas desajeitadas. Enquanto dona Idalina pensava em onde poderia comprar balas de tamarindo nas redondezas, a bola foi colocada a dois metros da grande área e o juiz aproximou-se da idosa, pousando gentilmente a mão em seu ombro.
- Posso autorizar a cobrança, dona Idalina? - ele perguntou, em voz baixa.
Ela balançou a cabeça de forma afirmativa, sorrindo. Ajeitou os óculos mais uma vez e soltou a bengala, abrindo os braços e flexionando os joelhos. E então soou o apito e a bola subiu em arco por sobre a barreira, indo em direção ao canto superior esquerdo. As varizes de dona Idalina pareciam querer estourar a pele de suas frágeis pernas quando ela tomou impulso e saltou. Em pleno ar ela esticou braço esquerdo ao máximo que pôde, mais do que quando ela conseguiu vencer a multidão de mulheres que cercavam Lupicínio Rodrigues e tocar seu rosto, na saída de um show na década de 50. Nos dois lados da arquibancada o silêncio imperava, até que veio a comemoração: dona Idalina havia conseguido tocar a bola com a ponta dos dedos, mas não conseguiu impedir o gol. O placar mostrava 3x1, resultado que sagrava o time adversário campeão. Sob aplausos, fogos e vaias, ela pegou sua bengala e caminhou lentamente para fora do campo, sentando-se no banco de reservas, ao lado do goleiro titular, visivelmente transtornado. Com um gesto ela chamou o técnico, que se aproximou dos dois com a cabeça baixa.
- O senhor tem alguma coisa a dizer a ele? - ela disse, voltando a tricotar os sapatinhos da filha da vizinha. - Você estava certo e eu peço desculpas - disse o técnico, envergonhado. - Nem mesmo a sua avó conseguiria defender aquela bola.
5.9.06
Pensamento cretino do dia:
Depois da morte trágica de Steve Irwin, acho que Edson Celulari devia ter mais cuidado...
4.9.06
Eleições 2006
As eleições estão chegando e eu ainda sem candidatos. Não que eu não esteja procurando, mas é que tá foda mesmo. Saudades do macaco Tião...
Olá!
Os kardecistas que me perdoem, mas toda vez que alguém me diz que está fazendo escola de médium eu faço um esforço sobre-humano pra não perguntar quando eles fazer o Exame Nacional do Ensino Médium...
2.9.06
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confira!
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