Alea Jacta Est
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30.8.05

Boa tarde

Calorão no meio do inverno? Eu vou ligar pro PROCON.


Gira, gira Mondo

Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!


Vitória!

Pelo menos parcial: consegui acertar a formatação. Agora é só acertar os arquivos e eu ganho a guerra.


29.8.05

Enquanto isso, na Sala da Justiça...

São criaturas estranhas, os super-heróis. É admirável o desprendimento que eles mostram ao arriscar seus pescoços para salvar a vida de meros mortais, como nós, toda vez que um meteoro gigante ameaça destruir a Terra ou quando um trem descarrila e ruma para a borda de um abismo ou quando algum supervilão inventa algum raio maligno e ameaça transformar toda a raça humana em poodles amestrados se não receber n milhões de dólares até o meio-dia. Sim, é admirável, mas acho um tanto estranho o modus operanti dos super-heróis. Tomemos por exemplo o Super-Homem: é realmente necessário trocar de roupa em uma cabine telefônica? E ainda por cima salvar os passageiros de um avião com uma das asas danificada, por exemplo, com a cueca por cima da calça? Aliás, a pergunta pode ser melhorada: é realmente necessário trocar de roupa para salvar o mundo? O mundo não pode ser salvo com a roupa do dia a dia? Ou pelo menos com uma roupa que não pareça desenhada pelo Clóvis Bornay? Capa, botas, colant... o mundo não pode ser salvo vestindo jeans e camiseta?

E os transportes? São ainda mais estranhos que as roupas! Ok, é pedir demais que um super-herói pegue um ônibus ou um trem para resgatar os cidadãos de bem, mas é realmente necessário um jato invisível ou um avião em forma de morcego? Não podia ser um carrinho popular, talvez um com motor 1.8 ou 2.0? Ou se for o caso precisar mesmo deslocar-se por ar, será que o herói não podia apenas fretar um helicóptero, desses que cobram em torno de R$ 70,00 para nos levar até o centro da cidade? Até mesmo alugar um avião! Mas aviões invisíveis? Avião invisível é demais! Se o avião invisível cair, como vão achar a caixa-preta? Não vão, já que a caixa-preta é invisível! E tem a questão da segurança, a mais importante de todas! Quando vemos que um avião está caindo, corremos para longe ou pulamos no mar, ou nos abrigamos em construções à prova de quedas de avião, mas como faremos isso, como nos protegeremos se não podemos ver a aeronave? Quem se esconderia ao ouvir uma criança dizer "Mamãe, olhe no céu! Tem uma senhora, aparentemente com artrite crônica, voando em nossa direção!"? Ninguém, eu vos digo, ninguém!

São criaturas muito estranhas esses super-heróis.


26.8.05

Drops

1. Todo dia eu ligo a TV e aparece mais um escândalo envolvendo o PT. Sinceramente eu não duvido que, em algumas semanas, vão ligar o PT ao assassinato de Odete Roittman;
2. E o Robinho foi mesmo pro Real Madri. Acho que ele não vai ter problemas com o idoma por lá. Ninguém fala espanhol naquele time mesmo;
3. Depois do texto que escrevi no dia 22, muitas pessoas têm me perguntado que escritor teria a missão de escrever suas vidas. Sinceramente eu não sei responder, mas eu tenho a resposta pra pergunta do Marcos: eu não tenho certeza, mas desconfio que minha vida não é escrita e sim desenhada em quadrinhos pelo Don Martin.


Cena de cinema

Márcio Silva resgata as falas que foram retiradas dos filmes de sucesso


- Então o senhor acredita mesmo ter visto o general Geisel e o general Figueiredo dançando tango ali atrás do paiol, coronel?


AJE Awards - edição especial

Chegou aqui na redação do AJE um Putz de emergência. Clique aqui e confira, cortesia da Paola.


23.8.05

Vídeo mostra bispo em relação íntima com jovem

Eu sempre soube que misturar sexo e xadrez ia revolucionar a indústria pornográfica...


22.8.05

Coisas do outro mundo

- Ah, como eu queria que o meu filho fosse mais sossegado - Gabriela suspirou, enquanto jogava na máquina de lavar roupas o macacão que seu filho usava para praticar motocross. - Por que ele não gosta de coisas mais tranqüilas, como jogar cartas ou damas?
- Não se pode frear o impulso aventureiro dos jovens, madame - disse uma voz grave vinda da cozinha, com um sotaque britânico carregado.
- Quem é você? Saia já da minha cozinha ou eu grito! - Gabriela disse aos berros, com o dedo indicador apontado para o simpático senhor que estava sentado à mesa da cozinha, pitando placidamente seu cachimbo.
- Não é necessário que a senhora grite, madame. Não vou lhe fazer mal algum, posso garantir. Aceita um pouco de chá? Acabei de fazê-lo - ele disse, estendendo à ela uma xícara fumegante.
- Quem é o senhor e como entrou aqui? - ela perguntou, atônita, enquanto mexia lentamente o chá.
- Ora, bolas! Onde foi que deixei os meus modos? Perdoe-me, madame - ele levantou-se e estendeu a mão à Gabriela, com a cabeça levemente inclinada. - Eu sou J. R. R. Tolkien. É um prazer conhecê-la.
- O senhor é J. R. R. Tolkien? O escritor de O senhor dos anéis? - Gabriela perguntou, espantada. A xícara se espatifou no chão quadriculado da cozinha.
- Precisamente, madame - ele respondeu, após sorver uma boa quantidade de chá.
- Mas... mas o senhor está morto! - Gabriela disse, quase sussurrando, enquanto limpava o chão.
- Por decerto não estou mais entre os vivos. Bem, não como ser vivente, já que estamos aqui no meio de um diálogo - ele replicou, rindo enquanto soltava lentamente a fumaça do cachimbo. - Como eu dizia, não se pode frear o impulso aventureiro dos jovens e o seu filho é um jovem formidavelmente ativo, sim, ele é formidavelmente ativo.
- Mas... mas como o senhor sabe da vida do meu filho? - ela perguntou, sentando-se no chão e ajeitando os óculos.
- E como eu não saberia, madame? Sou eu quem escreve o destino do seu menino - ele disse e estendeu a mão para que Gabriela se levantasse, então a conduziu a uma das cadeiras e rumou para o armário da cozinha. - Deixe-me servi outra xícara de chá à senhora. Este é indiano, Duncan Brothers. Muito bom, muito bom. Mas como eu dizia, quem escreve a história da vida do seu filho sou eu, madame.
- O senhor escreve a vida do meu filho? - ela disse, com a colher de açúcar pousada sobre o chá quente.
- Bom, é a minha missão, tarefa dada pelo nosso Criador. Todos nós temos um propósito, acredito que a senhora saiba disso. O meu, desde que desencarnei, é escrever o destino de alguns jovens com espírito aventureiro. Eu queria tentar uma coisa diferente, não sei, algo como escrever a vida de um criminoso ou escrever algo para um cirurgião, mas não me permitiram sair da aventura. Acho que meus livros me condenaram a viver... perdão, permanecer escrevendo aventuras - ele suspirou e sorveu um gole do chá.
- Desculpe-me, mas o senhor está me dizendo que escritores desencarnados escrevem o destino dos que estão vivos? - Gabriela disse, enchendo de chá a xícara do espírito.
- Precisamente, madame. Ah, obrigado - ele sorriu e pegou um biscoito do prato oferecido por Gabriela. - Na verdade a engrenagem se move da seguinte forma: escritores infantis escrevem a vida dos encarnados desde o parto até os 13 anos de idade, depois os infanto-juvenis seguem até os 19 anos e o resto fica conosco, os escritores adultos. Bom, não exatamente "adultos", já que alguns de nós nunca nos enveredamos pelo erotismo, mas "adultos" no sentido de não escrevermos para crianças e adolescentes. Compreendeu, madame?
- Mas eu pensei que O Hobbit fosse um livro infantil - ela disse, mastigando um biscoito.
- E é. Eu também escrevo para as crianças. Acompanhe meu raciocínio, madame: os escritores são selecionados para escrever o destino das pessoas que têm características similares às suas obras. Pessoas depressivas têm suas vidas escritas por lorde Byron, pessoas misteriosas têm o destino traçado por Agatha Christie, poetas vivem sob a ponta da caneta de Manuel Bandeira e a vida dos baianos é coisa do Jorge Amado. É tudo muito simples e bem definido, a não ser pelos políticos. Veja bem, eles têm suas vidas escritas por Nicolau Maquiavel, mas por alguma interferência espiritual, alguns acabam agindo de acordo com o que o Groucho Marx escreve. Embaraçoso, mas estamos trabalhando nisso - ele sorriu, enquanto colocava mais fumo no cachimbo.
- Inacreditável! Então o senhor escreve o destino do meu filho por ele gostar de motocross, acampamento e essas coisas de gente ligada em aventura? - ela disse, com uma ponta de orgulho no sorriso.
- Por decerto, madame. E também porque, como um dos personagens que criei, o anel do seu menino também já rodou meio mundo, se a senhora me permite comentar. Mais chá? - ele perguntou, estendo à mãe atônita o bule fumegante.


18.8.05

Gira, gira Mondo

Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!


16.8.05

O asilo de garotos-propaganda e mascotes esquecidos

É logo ali, entre o Leme e Copacabana (sim, na Av. Princesa Isabel, bem em cima de um estabelecimento comercial nada familiar), que fica o asilo de garotos-propaganda e mascote esquecidos e é lá que todas as pessoas e animais, animados ou não, vão quando suas propagandas saem do ar ou quando os produtos os quais eles se tornaram símbolos saem do mercado. Quem passa por lá de manhã bem cedinho pode ver os militares da propaganda de Malt 90 fazendo sua corrida matinal ou um dos funcionários da casa levando o simpático cãozinho da propaganda de amortecedores da Cofap para fazer suas necessidades em um canteiro próximo à portaria do prédio, enquanto uma alegre voz infantil (um tanto irritante, diga-se de passagem) canta o jingle do Café Seleto, convidando todos ao desjejum. Mas nem tudo é alegria no asilo: é na madrugada, quando as luzes se apagam e apenas os gemidos das prostitutas apanhando de seus cafetões e dos garotos de rua apanhando da polícia quebram o silêncio, que a tristeza toma de assalto os pobres-diabos que habitam o asilo. E se você não acredita, apure bem seus ouvidos quando estiver caminhando bêbado em direção ao Barbarella às 3:15 da matina, pois é quando pode-se ouvir bem de mansinho o Baixinho ao piano, tocando aos prantos A Kaiser é uma grande cerveja, em blues.


12.8.05

Lula diz que se sente traído e pede desculpas

Já rolava a fama de pau d'água, agora começa a fama de corno. Sei não, sei não...


11.8.05

Drops

1. Sandro Vales voltou a escrever! Oremos;
2. Patrocínio: eu quero um pra viver! Se você conhece o meu som e pode investir em mim pelo menos R$ 5,00 pra uma cerveja e a passagem de ônibus, mande-me um e-mail! A casa agradece;
3. Ontem, voltando pra casa, peguei o ônibus com um calouro devidamente pintado de presidiário e com a inscrição "Arquitetura UFF". Perdi-me em minhas memórias, lembrando de como era bom dar trote, mas despertei do meu transe após ler nas costas do coitado "senta na régua T!!!". Era a minha assinatura! Foi bom saber que, após 6 anos fora da faculdade, as pessoas se lembram de como eu torturava os calouros! Amanhã eu vou dar um pulo em Niterói e torcer pra ver pelas ruas algum calouro carregando uma caveira de boi acima da cabeça.


Bom dia

Sou pista vazia esperando aviões.


9.8.05

Olá!

Como estão todos? Estão bem? Nutridos? Alimentados? Assistindo com regularidade seus programas de TV preferidos? Bom, isso é muito bom. Também vou bem, obrigado. Meu computador não anda nada bem, mas eu não me estresso. Aliás, entrou um rapaz aqui que me chamou de chato no post anterior, mas eu também não ligo (não gosto de música eletrônica, não vejo graça no Pânico e não compro balas de hortelã no sinal de trânsito. Eu tenho consciência de que sou chato). A vida é bela! A vida é boa e não estou nem aí pra quem pensa o contrário.


4.8.05

Gira, gira Mondo

Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!


AJE Awards

Eis aqui o Putz de Agosto/05. No melhor estilo kung fu.


3.8.05

Mulher diz que teve traseiro queimado em banheiro

Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos. Não farei trocadilhos.


Drops

1. Enfim, estou de volta a minha casa e poderei dormir, embora não haja graça nenhuma nisso;
2. Template provisório sim, senhores. Descobri que o lance era com o template código do Blogger, então até eu resolver o curto-circuito, fica este mesmo. Oremos;
3. O inverno resolveu tirar férias: faz calor desde sexta-feira passada aqui no Rio. Quero meu dinheiro de volta!