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Deputado esquece a pauta e narra exame de próstata
Finalmente um político tomando na bunda, pra variar um pouco.
Flash
*Foto tirada pelo meu grande amigo Fernando Bretas.
Soprando velas
Comemorei meus 27 anos almoçando com meus pais, ontem. Foram duas horas agradáveis de brindes, sorrisos e muitos votos de felicidade. Enquanto eu os observava rindo e brindando, comecei a pensar: quando um filho nosso aniversaria, o que realmente comemoramos? Mais um ano de vida do nosso rebento ou o aniversário da nossa paternidade?
30.3.05
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu lá no Mondo Redondo. Confiram!
29.3.05
Conjetcturas
Tenho pensado muito, acerca de tudo que me cerca. Pensado sobre o que se pensa, sobre o que se pensou, sobre o que se pensará. Pensando até sobre pensar. Penso eu: se pensássemos mais sobre o que pensar, talvez não pensássemos no que é indevido, no que é impensável! Talvez se pensássemos duas vezes antes de pensar em pensar em fazer o impensável, pensaríamos menos no que não deveria, nem em pensamento, passar por nossa cabeça. Sim, deveríamos pensar mais em pensar. Sem pensar.
Bom dia
Isto aqui anda meio largado, não? Bom, vamos à faxina.
23.3.05
Drops
1. Enfim, foi-se o verão. Em seis meses serei um homem termicamente feliz; 2. A páscoa está chegando. Pressinto que o coelhinho vai me trazer um chute nos ovos. Tamanho 23; 3. Responda-me que puder: o deputado Severino Cavalcante é mais parecido com qual das Tartarugas Ninjas? Rafael, Michelangelo, Donatelo ou Leonardo?
21.3.05
AJE Awards
Chegou o Putz de Março/05. Clique aqui e erga as sobrancelhas.
20.3.05
Na hora de dormir
- Papai? - Sim, filho? - Canta uma música pra eu dormir? - Claro, filhão. Quer que eu cante Cai, cai balão? - Ah, não. - Tudo bem... que tal Nana neném? - Ah, pai... fala sério. - Ok, ok... que tal uma música da Xuxa? - Pai, eu não sou tão criança assim. - Hmmm... que tal algo do Cole Porter? - Quem? - Bem, meu repertório está encurtando... - Estou vendo. - Faz o seguinte, filho: que música você quer ouvir? - Eu quero ouvir a música do velho maconheiro. - É o quê? - A música do velho maconheiro. - Que música é essa, moleque? - Ah, pai... você sempre canta ela na páscoa. - Eu nunca cantei música de velho maconheiro! - Cantou sim! - Cantei nada! - Cantou sim! - Cantei nada! - Cantou, cantou e cantou! - Pára com isso! Eu nunca cantaria uma música que fizesse apologia às drogas pro meu filho. - Mas cantou. Cantou na páscoa passada. - Que raio de música é essa, então? - Ah, é aquela que começa assim: de olhos vermeeeeelhos, de pêlo branquiiiiiiiiiiiiiiiiinho...
18.3.05
Camiseta com suástica é souvenir na Argentina
Bombardeiem-os! Bombardeiem-os antes que eles façam do Maradonna o novo füherr.
Espera
Os dedos tamborilavam por sobre o tampo da mesa. Quantos minutos haviam se passado? Quinze? Vinte? Trinta? Não importava quantos, já havia o atraso. Os olhos vasculhavam cada centímetro da sala imutável, nervosos, seguindo o ritmo dos dedos. E agora, o que fazer? Havia o atraso, o telefone não tinha se manifestado. Restava apenas esperar.
Tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac.
Ergueu-se da cadeira e caminhou lentamente em direção da janela aberta. Com os cotovelos apoiados no parapeito, olhou para um lado e depois para o outro lado da rua deserta. Nada. Ninguém. Nem mesmo um cachorro sem dono procurando por restos de comida em uma lixeira ou um viciado procurando saciar-se no abrigo das sombras. Nada. Nem um carro. Nem um casal apaixonado. Nada se movia. Voltou a cabeça para o relógio e suspirou, pois os ponteiros, estes sim, se movimentavam. Uma hora de atraso, acusavam os ponteiros.
Tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac.
Afastou-se da janela, com as mãos na cabeça. Por que tanta demora? Será que alguma coisa havia acontecido? Por que o telefone não tocava? Puxou uma cadeira e sentou-se com os braços cruzados por sobre o encosto, cabeça apoiada neles, olhando fixamente para o aparelho. "Toque. Por favor, toque. Toque logo, maldito!", pensou, mas o telefone não obedeceu. Tirou o fone do gancho e encostou-o no ouvido. Estava funcionando. Por que o telefone não tocava? Será que alguma coisa teria acontecido? O relógio trabalhava sem parar. Duas horas de atraso.
Tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac.
Olhou-se no espelho: seus olhos estavam vermelhos. Os cabelos, desgrenhados, olheiras fundas como cânions haviam se instalado em seu rosto. O telefone não tocava, a campainha não tocava, o interfone não gritava na cozinha. Tudo estava estático, imóvel, imutável. Aquela espera, aquela espera sem fim era sufocante. Tinha que fazer alguma coisa. Olhou para o relógio: cinco horas de atraso. Maldito! Sim, o relógio era um maldito, que apontava impiedosamente seus ponteiros, como se risse de sua espera. "Você não vai rir mais de mim, maldito", pensou. A duros passos, rumou em direção ao relógio. "Ninguém mais vai rir de mim. Nem você e nem mais ninguém", pensou e abraçou-se com o relógio. Precisava fazê-lo se calar, fazer seus ponteiros pararem de apontar. Precisava que aquele tic-tac cessasse, que parasse de mangar de sua espera, jogando-lhe na cara o tempo preciso do atraso. E precisava também fazer com que a angústia da espera terminasse. Acabaria ali, naquele momento. Às 3h da manhã. Então atirou-se, junto com o relógio de parede, pela janela aberta. E foi naquele momento, quando o carro estacionou sob sua janela, que a rua despertou de sua inércia.
Tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac.
16.3.05
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!
15.3.05
Preciso dizer alguma coisa?
12.3.05
Sábado
Está uma tarde bonita: nem fria, nem quente. O vento que sopra crispa o mar de branco e impulsiona as velas coloridas dos barcos que se aventuram pela Guanabara e despenteia os cabelos salgados das crianças que correm de um lado para o outro da faixa de areia. O sol já não está mais no ápice, lentamente encaminha-se para o horizonte. Está uma tarde agradável, boa de se entrar no carro e pegar a estrada ouvindo de Day Tripper ou Paperback Writer, com os vidros abaixados, sentindo o vento no rosto e olhando as pessoas por cima dos óculos escuros. É o tipo de tarde que promete uma noite boa, fresca e cheia de risos, brindes e diversão. Sabe aquelas noites de céu aberto que os casais adoram para contar estrelas? Pois é, uma noite bonita assim.
Adoro as tardes de sábado.
10.3.05
Drops
1. Hoje tem show da Vertigem, banda do Sandro e do Marcelinho, lá no Café Etílico. O último a chegar é mulher do padre; 2. Preciso comprar em DVD o Acústico do Eric Clapton. E também o Music For Montserrat. E o Concert For George. Bem, acho que vou precisar de um porta DVDs bem grande; 3. Eu já falei aqui o quanto eu odeio o Vídeo Show? Não? Bem, eu odeio muito. Alguém aí gostaria de me ajudar a jogar o André Marques em um panelão de óleo fervente?
Morre a atriz Zilka Salaberry
Vou ali pegar um lenço para a minha criança interior e já volto.
9.3.05
Considerações desconsideráveis
Não é muito fácil criar piadas: é preciso ter uma idéia muito cretina e cara-de-pau suficiente para passar adiante a tal idéia cretina. Uma boa piada é difícil de se elaborar, envolve uma boa trama e uma boa condução desta trama, é quase como escrever uma novela. Mas as pessoas que aspiram ao humor podem começar criando piadas do tipo "sabe por quê?", que são bem fáceis - são apenas pergunta e resposta - e são ótimas para se praticar. Basta respirar fundo, concentrar-se em sua cretinice interior e dizer algo como "Sabe por que o vocalista do Rappa não usa KY? Porque ele gosta de comer a Deborah à Secco". Em 20 anos, surgirá um novo Mário Tupinambá.
8.3.05
Estudo mostra que bom humor é tão saudável quanto fazer exercícios
Alguém aí precisa de um personal trainner?
7.3.05
Com colarinho
Existem momentos na vida onde é fundamente abrir uma cerveja: quando alguém querido casa, quando mais uma criança vem ao mundo, quando alguém querido parte deste mundo, quando nosso time ganha ou perde ou simplesmente quando decidimos celebrar a beleza de um dia.
Brindemos a isto.
3.3.05
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!
2.3.05
Zeus!!!
Quando vão acabar esses posts com títulos mitológicos?
Morfeus
Tive um sonho estranho, noite passada: sonhei que viajava em um monotrilho, carregando apenas uma mala não muito grande. Havia muitas pessoas no monotrilho, todas viajando em pé, segurando suas malas. Viajávamos devagar e em silêncio. Lembro-me de abaixar a cabeça para olhar a paisagem pela janela, mas não consegui ver nada além de névoa. Um senhor que estava ao meu lado colocou sua mala no chão e tocou meu ombro, então me disse com um sorriso nos lábios: "aqui sempre tem neblina, nunca dá para ver a paisagem. Mas ainda podemos imaginar como seja, não é?". Retribui o sorriso e assenti com a cabeça, olhando mais uma vez para a janela. Nesse momento, o monotrilho parou e as portas se abriram. Lentamente as pessoas caminharam para fora do veículo e, uma a uma, tinham a bagagem revistada. Um policial alto e com cara de poucos amigos abriu minha mala e, para meu espanto, não havia roupas ou sapatos, apenas memórias. "Sua vida foi meio bagunçada, mas você pode passar", ele disse e mandou seguir em direção a um túnel claro e cheio de névoa.
Nunca mais como cream cracker com cheddar antes de dormir.
Cronos II - a missão
Amigos morrendo, amigos crescendo, amigos casando. Ontem um casal de amigos meus recebeu da cegonha um menino lindo, chamado Bruno. Decididamente hoje eu durmo abraçado com o meu Atari.
Boa tarde
Hoje é aniversário de Jon Bon Jovi e de Nelson Ned. Pessoas muito diferentes, mas com uma coisa em comum: ambos me fazem mudar de estação quando estão cantando.
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