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Boa tarde
Arrastão na areia e manchas escuras na água da praia do Leblon: acho que são sinais de que Manoel Carlos está escrevendo outra novela...
29.9.04
Drops
1. A apresentação de Sandro Vales e Marcelo Faria foi excelente: mandaram bem no repertório e na performance. Resumindo: foram ótimos. Não são tão bonitos quanto eu, mas foram ótimos; 2. Estou fazendo uso do meu novo coçaador de costas, que nada mais é do que uma haste comprida de plástico, com uma mãozinha na ponta - que é bem trabalhada, os dedos têm unhas e nós nas articulações. Supertosco, mas muito prático. Eu recomendo; 3. Como a visitante nº 18.000 foi alguém que entrou aqui procurando por tchutchucas no cio, o prêmio vai para o visitante seguinte, que veio do blog do Ândi. Bom, como eu não sei quem foi o visitante, o kit AJE vai para o dono do blog. Use-o com sabedoria, Ândi; 4. Falando em blogs: o Canalha está de volta, cada vez mais politicamente incorreto; 5. Nada mais do que Pink Floyd no violão hoje. Oba!
28.9.04
18.000
Aleanos e aleanas: estamos chegando à incrível marca de 18.000 visitas e, como de costume, um leitor sortudo levará prá casa o incrível kit AJE, que contém:
1. O que Luzia ganhou atrás da horta;
2. Uma lata de Marrom Glacê;
3. Um LP Pirlimpimpim;
4. Uma pizza de jiló cozido com chantilly;
5. A cueca que Luis Gonzaga usou quando compôs Asa Branca;
6. Uma viagem Madureira-Bananal-Madureira à bordo do luxuoso ônibus 910, da Paranapuã;
7. Uma fita de vídeo com os melhores momentos de Tião Macalé no programa Os Trapalhões;
8. Um pôster da bunda do Gerald Thomas;
9. Um ano grátis de supositórios de glicerina tamanho XL;
10. 10.000 rolhas de Möet & Chandon;
11. O caderno de caligrafia do Maguila;
12. Um DVD sobre a vida e a obra de Tiririca;
13. Duas entradas para uma exposição de murais feitos com cheques sustados;
14. Um disquete de 5¹/4 contendo o maravilhoso jogo Campo Minado;
15. Quinze dias de férias no hotel Rocinha Palace;
16. Um CD com músicas do Abba, interpretadas por Odair José;
17. Vinte minutos de prazer no estabelecimento de família da Madame Suzette, na Vila Mimosa.
Pois bom: o sortudão da vez ganhará uma estátua (em tamanho natural) do Pedro de Lara. Boa sorte a todos!
Theatro Jacta Est
Mais uma vez, você é convidado(a) a imaginar que sua cadeira é a poltrona de um teatro, a do Theatro Jacta Est. Pegue sua pipoca e o guaraná, pois a peça de hoje começa agora.
Cenário: A mesa nº5 do restaurante Le Cygne Bleu. Personagens: Nogueira, o pacato garçom e Lauro Coimbra e sua esposa, Solange.
***
As longas velas brancas adornam a mesa nº 5 do Le Cygne Bleu, o restaurante mais refinado da serra fluminense, onde Lauro Coimbra e sua linda esposa Solange decidiram comemorar suas bodas de prata. O maître os conduz pelo grande salão à mesa reservada, próxima a uma grande janela, de onde pode-se ver a lua cheia.
L: (puxando a cadeira para Solange) Espero que você goste daqui, meu amor. (sentando-se em frente a Solange e segurando sua mão) Pedi para que uma mesa próxima à janela porque eu sei o quanto você gosta de olhar a lua, (sorrindo para Solange) que está linda hoje, mas não tão linda quanto você. S: (fascinada) Meu Deus, Lauro... está tudo tão lindo! (sorrindo para Lauro) Mas você não devia... L: (colocando o indicador em frente aos lábios de Solange) Devia sim. Hoje completamos 25 anos de casados e você merece que tudo esteja perfeito. N: (aproximando-se da mesa) Bem-vindos os Le Cygne Bleu, meu nome é Nogueira e hoje serei seu garçom. (sorrindo para o casal) Os senhores desejam fazer o pedido? L: (acariciando a mão de Solange) Nogueira, faça o favor de nos trazer uma garrafa do melhor vinho que a casa tiver e gostaríamos de pedir uma salada de mangas como entrada, coq-au-vin como prato principal e de sobremesa bavaroise de chocolate com amêndoas. N: (anotando o pedido) Claro, senhor. Dentro em breve a comida será servida. Com licença (sai de cena). S: (com a voz embargada) Ah, Lauro... que romântico! Mas você não devia... L: (interrompendo e sorrindo para Solange) Sim, devia: hoje é uma data importante e eu quero que tudo seja perfeito. Você merece que tudo esteja perfeito.
Cinco minutos se passam e Lauro e Solange conversam sobre os bons momentos de seu casamento, como a cerimônia, a lua-de-mel e o nascimento de seus filhos. Nogueira volta à cena, trazendo em uma das mãos uma grande travessa.
N: (inclinando-se sobre a mesa) Com licença, com licença: eis a salada de mangas. (servindo o casal, com um sorriso no rosto) Espero que esteja ao gosto dos senhores. L: (provando a salada e sorrindo) Ah, está deliciosa, Nogueira. Realmente o cozinheiro está de parabéns e... (olhando com cuidado para o prato) epa! Tem um cabelo na minha comida! (irritado) Tem um cabelo na minha comida, Nogueira! S: (segurando a mão de Lauro) Lauro, você não devia... L: (olhando para Solange com severidade) Solange, eu exijo que tudo esteja perfeito hoje. (virando-se para Nogueira) Você vai trocar esta salada, não vai? N: (perplexo) Perfeitamente, senhor. Perfeitamente. (sai de cena) L: (visivelmente irritado) É um absurdo que em um restaurante como o Le Cygne Bleu possa se encontrar um cabelo na comida. (gesticulando, com a faca em riste) Um absurdo, um absurdo! N: (colocando outra travessa à mesa e servindo o casal) Aqui está, senhor. Em nome da casa, peço desculpas pelo incidente. S: (sorrindo para o garçom) Sem problemas, Nogueira. O Lauro não devia... L: (irritadíssimo) Devia e faço de novo: eis outro cabelo na minha salada. (olhando para Nogueira) Como você explica isso? N: (espantado) Não sei, senhor. O cozinheiro é careca e... L: (falando com os dentes trincados) Leve esta imundice daqui, agora. Eu quero ir embora daqui. S: (segurando a mão de Lauro) Lauro, querido... você não devia... L: (aos berros) Olha a quantidade de cabelos que tem nesta salada! (mostrando o prato a Solange) Olha aqui! (virando-se para Nogueira) Pois bom, eu vou ficar. Não quero saber da entrada: sirva logo o coq-au-vin. (com o dedo em riste) Mas se eu vir um só cabelo na comida... N: (assustado) Sim, senhor. Vou buscar o coq-au-vin. (correndo em direção à cozinha) Só um minuto! L: (tentando acalmar-se e olhando para o teto) Juro que se eu vir um único cabelo no coq-au-vin, mando fechar esta espelunca. (esmurrando a mesa) E ganharam cinco estrelas naquele guia de restaurantes... que absurdo! N: (empurrando um carrinho com a comida) Eis o coq-au-vin, senhores! (sorrindo nervoso para Lauro) Eu inspecionei pessoalmente o prato, senhor. (servindo o casal) Podem comer com gosto, que não tem cabelo nenhum na comida. L: (esmurrando a mesa ao olhar para o prato) Você é um excelente inspetor, Nogueira! (levantando-se e colocando o prato na altura do rosto do garçom) Conte: quantos cabelos têm neste prato? N: (perplexo) Não é possível! Não havia cabelos! S: (tentando acalmar Lauro) Amor, você não devia... L: (impacientando-se com a esposa) O que eu não devia, Solange? Não devia reclamar? No meu aniversário de 25 anos de casado eu devia comer comida com cabelo? Devia pagar uma fortuna para comer mal? (virando-se para Nogueira) Fique você sabendo que eu tenho amigos na Vigilância Sanitária e amanhã mesmo esta espelunca vai ser fechada. (rindo maliciosamente) Você pode apostar a sua carreira miserável que amanhã esta pocilga estará lacrada e... S: (aos berros) Cale a boca, Lauro! L: (estupefato) S-Solange? S: (arfando) Pare de gritar com o pobre do rapaz, que faz mais de uma hora que eu estou tentando lhe dizer que você não devia ter saído de casa sem tomar seu remédio para calvície!
Cai o pano.
27.9.04
Piada interna
Boa tarde
Hoje é dia de São Cosme e São Damião. Quem vai me dar doce?
25.9.04
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de texto meu no Mondo Redondo. Confiram!
Alea Jacta Est IV
Hoje: esta foi a primeira palavra escrita neste blog, exatamente 3 anos atrás. Acho engraçado olhar hoje aquele hoje de três anos atrás, pois acho-o verdadeiro demais; foi um hoje que não estava nem aí para o que vem pela frente, foi um hoje onde apenas o presente importava.
Que muitos sejam os dias que eu acorde com vontade de escrever, como acordei 3 anos atrás: poucas são as coisas que me dão prazer maior que escrever.
23.9.04
Semínimas
Hoje tem texto meu no Submondo. Confiram!
Futebol de Rua (Luiz Fernando Veríssimo)
Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.
Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:
DA BOLA - A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de ser usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez de bola, recomendando-se neste casos a laranja, a maçã o chuchu e a pêra. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém que ficar no gol.
DAS TRAVES - As traves podem ser feitas com literalmente o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para agüentarem o impacto. A distância regulamentar entre um trave e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio gol.
DO CAMPO - O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e - nos clássicos - o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.
DA DURAÇÃO DO JOGO - Até a mãe chamar ou escurecer, o que vir primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.
DA FORMAÇÃO DOS TIMES - O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 pra cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, a esquerda ou a direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo e beque.
DO JUIZ - Não tem juiz.
DAS INTERRUPÇÕES - No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:
a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la. Mande o seu irmão menor.
b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.
c) Quando passarem pela calçada:
1. Pessoas idosas ou com defeitos físicos. 2. Senhoras grávidas ou com crianças de colo. 3. Aquele mulherão dos 701 que nunca usa sutiã.
Se o jogo estiver empate em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.
d) Quando passarem veículos pesados pela rua. Bicicleta e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.
DAS SUBSTITUIÇÕES - Só são permitidas substituições:
a) No caso de um jogador ser carregado pra casa pela orelha para fazer a lição.
b) Em caso de atropelamento.
DO INTERVALO PRA DESCANSO - Você deve estar brincando.
DA TÁTICA - Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é escanteio.
DAS PENALIDADES - A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.
DA JUSTIÇA ESPORTIVA - Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.
Invasão 2
Eis a carta do sujeito:
Estimado amigo (a)
Nesta oportunidade, em que estamos vivenciando momentos de postulantes aos cargos de representantes e governante de nossa cidade do Rio de Janeiro, desejo dirigir-me aos amigos mais próximos.
Certamente já nos conhecemos do ambiente de trabalho como advogado. (...) Já estou alguns anos com outros demais voluntários trabalhando com a população de rua (...). Assim, senti-me impelido a fazer algo mais para que todos tenham oportunidade de crescimento.
Neste sentir, vislumbrei a Política como um meio eficaz de fazer ressoar a caridade cristã. Sou candidato à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro (...), pedindo o seu voto (...).
Cordialmente,
Fulano*
E eis a minha resposta:
Sr. Fulano:
Acabei de receber sua carta. Após lê-la cuidadosamente, decidi responder-lhe.
1. O senhor abre a carta dizendo que deseja dirigir-se aos amigos mais próximos. Desculpe discordar, mas não tenho nenhum amigo que tenha se enveredado pela política, pelo menos não no Rio de Janeiro. 2. Tenho outra discordância, referente ao segundo parágrafo: certamente não nos conhecemos, pois eu nunca cursei (e não pretendo cursar) uma faculdade de direito e os poucos advogados que conheço foram os que estudaram junto comigo nos tempos do 2º grau - e acredito que não tenhamos estudado juntos, tendo em vista que tenho 26 anos e na foto que o senhor me enviou junto com a sua carta (aliás, bela gravata) o senhor aparenta ser mais velho do que eu. 3. Fico feliz que o senhor pratique a caridade - coisa que poucos praticam hoje em dia. Infelizmente não poderei votar no senhor: ao visitar seu site (muito bonito, por sinal) deparei-me com sua explicação da Doutrina Social da Igreja e mais uma vez discordei do senhor: conceitos como amor e solidariedade não vêm do apenas do catolicismo, mas de outras religiões também. Mas não é por isso que não posso dar-lhe meu voto: além de já ter candidatos, eu acredito que política e religião não devem se misturar - vide o reinado de Henrique VIII, na Inglaterra (uma tragédia, uma tragédia).
Desejo-lhe sorte em sua candidatura e gostaria de fechar minha carta com um pedido: o senhor poderia fazer o favor de retirar o meu nome e meu endereço do seu cadastro (e se puder, de qualquer outro cadastro do seu partido)? Afinal, já que não somos amigos próximos, não somos colegas de trabalho e não compartilhamos da mesma visão política, por que continuarmos a nos corresponder - não é verdade?
Cordialmente,
Márcio Silva.
Os canhões estão carregados...
* Eu me recuso a fazer propaganda desses vermes.
Invasão
Uma das coisas que mais me deixa puto da vida é invasão de espaço - e é uma das coisas que mais rola em época de eleição. E-mails, telefonemas, carros de som berrando a todo volume o nome de algum candidato: a cada minuto alguém invade o meu espaço tentando me empurrar algo que eu não pedi. Hoje a gota d'água caiu: um candidato a vereador (que eu não vou citar o nome, porque me recuso a fazer propaganda) mandou para a minha casa uma carta pedindo votos. Minha casa! Meu endereço, que eu não forneci e não autorizei ninguém a fornecer. Meu espaço foi invadido e cansei de tolerar isso.
Agora é guerra: mandou carta, também vai receber uma - com um foda-se em letras garrafais. Mandou e-mail? Vai receber um monte também. Quer invadir o meu território? Então ature os meus canhões.
Aviso:
Atenção aleanos e aleanas cariocas: no dia 28 (terça que vem) vai rolar uma apresentação acústica do Sandro e do Marcelinho, lá na praça de alimentação do Shopping Grande Rio - fica no km 4 da Via Dutra, em São João de Meriti. O repertório tem muita MPB e pop/rock e vai agradar gregos, troianos e quem mais aparecer por lá: podem ir sem medo que eles são muito bons (bem, não são bonitos como eu, mas são realmente muito bons. Hehehe.). Confiram!
E é isso aí
Agora eu sei porque os mamutes foram extintos...
20.9.04
Drops
1. Marília Pêra fazendo papel de hippie: não está dando onda, bicho; 2. Acho que as emissoras de TV deveriam substituir suas programações humorísticas pela Propaganda Eleitoral Gratuita. É riso garantido; 3. Homem não chora: homem lava os olhos de dentro para fora.
Boa tarde
Atenção pessoas: é com muita alegria que eu comunico a vocês que Jubrinanca está deixando o Alea Jacta Est. Explico: do mês que vem em diante, Jubrinanca será publicada em um blog só seu, pois Jubrinanca já é mocinha. Quem quiser conhecer o novo blog e ler os antigos textos, basta clicar aqui.
Atenção!
Mais um pronunciamento do manda-chuva do Alea Jacta Est, Márcio Silva
Aleanos e aleanas: estou namorando. Sim, estou. Moças, não desmaiem.
Obrigado.
17.9.04
Jubrinanca XIV
Toneladas de cartas de minhas leitoras chegam todos os dias à redação do Alea Jacta Est, pedindo um novo capítulo de Jubrinanca. Pois bom: vai aqui um trecho do mais novo livro, Preenchendo o espaço.
"Desde menina, observar as estrelas era o passatempo favorito de Clair Bontouir. Clair era tão fascinada pelas estrelas que não pensou duas vezes quando assistiu, em sua televisão 3D, uma propaganda de uma empresa que fazia excursões pelo espaço sideral: acessou seu banco virtual em seu computador de pulso e mandou retirar metade dos créditos que ela poupava desde que seus pais mudaram-se para Sedna, em 2142. Clair ia ver as estrelas de perto, mas outro brilho chamou sua atenção: o brilho dos olhos castanhos de Ace Northbolt, o intrépido piloto da Skywalker VI, a nave mais rápida da Via Láctea. E não eram apenas os olhos de Ace que atraíam Clair... os longos cabelos ruivos, a barba por fazer e o sorriso também a fascinavam. Ah, o sorriso de Ace fazia com que a jovem se desintegrasse.
- Onde você quer ir, boneca? Quer ver os anéis de Saturno ou o sol nascer em Vênus? - perguntou o piloto, ajudando Clair a subir no foguete. - Quero que você me leve à lua, Ace - sorriu Clair para o piloto. - À lua? Não era mais fácil pegar um táxi lunar, lá na Beira-Mar? - indagou o piloto. - Esquece, Ace. Leve-me até Urano. - desconversou a moça.
Faltavam 2 horas para chegar a Urano e nada de Ace notá-la. Clair jeitava o cabelo, mexia no decote e nada: o piloto estava completamente concentrado nos medidores e gráficos que apareciam no painel da nave. O desejo a consumia e, como Ace não tomava uma atitude, ela decidiu agir.
- Ace, você sabe falar inglês? - perguntou Clair, dengosa. - Claro! Eu falo fluentemente cinco idiomas terrestres e mais 2 dialetos marcianos - gabou-se o piloto. - Então como se diz "eu quero Urano" em inglês? - perguntou Clair, chegando perto do piloto. - Hmmm... I want Uranus. - respondeu o ruivo. - Então vem, vem... - Clair beijou-o com aflição.
Ace colocou a nave em piloto automático e enlaçou Clair pela cintura. Seus corpos se uniram e suas bocas se encontraram mais uma vez. O desejo tomava conta de seus corpos que se espremiam e se apertavam, em louco frenesi. Suas mãos agiam guiadas pela libido e, em um momento que o desejo falou mais alto, Ace puxou Clair pelos quadris e puxou-a na direção de seu rosto, ávido por sentir em sua boca o sabor da jovem, que ao apoiar as mãos no painel da nave, desligou o piloto automático. Clair gemia e apertava as pernas de Ace, mas não era a língua ousada do ruivo que a fez arregalar os olhos, mas sim o perigo iminente mostrado no painel da nave.
- Rápido, Ace: o buraco negro! O buraco negro! - gritou Clair, desesperada. - Uau! Você é mesmo moderna! - sorriu o piloto".
Turista alemão é baleado no Recife
Com certeza o atirador é um fã do Rubinho...
16.9.04
Sobre o festival
Gostaria de dizer que descemos do palco como vencedores, mas infelizmente não foi o que aconteceu. Fizemos uma boa apresentação (pelo menos eu achei que foi boa), mas teve gente melhor. Mas foi uma pena que as pessoas que foram melhores também não ganharam, mas isso é outro papo: o lance é que foi muito bom tocar.
Obrigado aos que foram e cantaram e obrigado aos que cruzaram os dedos e mandaram energia positiva de longe. E vamos nessa que é bom à beça!
Post hermético
Sim, é cansaço. Mas é cansaço do bom.
15.9.04
10 conselhos para se viver melhor
1. Dirija com atenção; 2. Sorria o máximo possível; 3. Saiba a hora de falar e a hora de ouvir; 4. Tente aprender uma coisa nova todo dia; 5. Não limite o amor; 6. Evite ao máximo comer frituras; 7. Cante sempre que tiver vontade; 8. Faça exercícios todos os dias; 9. Use roupas confortáveis; 10. Nunca espirre quando estiver com diarréia.
13.9.04
Álbum de recordações
Coisas que caem das prateleiras empoeiradas em cima da minha cabeça
Lembro-me que aos 12 anos meu pai me disse que eu já estava na idade de aprender a arte de barbear. Apesar de não ter um pêlo sequer no rosto, ouvi atentamente todas as explicações: como segurar o barbeador, como a temperatura da água influencia no barbear, o porquê de se raspar sempre no sentido dos fios. Assim que a parte teórica foi concluída, meu pai mandou que eu praticasse tudo que aprendi fazendo sua barba. Como bom filho e bom discípulo, obedeci imediatamente e aprendi mais uma valiosa lição: em mãos erradas, um barbeador pode ser uma arma mortal.
Cartoon Cartoons
- Ouvi dizer que Tony Bigamonni dormiu com os peixes... - Mesmo? Esse fetiche eu não conhecia...
12.9.04
Turco tenta o recorde de esguichar leite do olho
É, o mundo está mesmo ficando liberal...
10.9.04
Café requentado
Este texto foi publicado no Mondo Redondo, no dia 13/11/2003 e chama-se Amour d'adolescent.
Arthur não era nem um pouco diferente de nenhum adolescente comum: usava jeans esfarrapadas, ouvia músicas que seus pais não suportavam, adorava esportes, bebia escondido e era apaixonado pela menina mais bonita da escola. Na verdade, todos os meninos do colégio de Arthur eram apaixonados por Débora e com razão, já que a menina parecia a personagem principal daquele livro do Nabokov. Não, Débora não era ousada como Lolita (aliás, ela não era nada ousada) , mas virava a cabeça dos homens. Era alta, bonita e já tinha corpo de mulher aos 15 anos. E que mulherão! Débora tinha o porte daquelas mulheres que param o trânsito, que fazem as mulheres casadas segurarem o braço de seus maridos com mais força, que fazem os padres se benzerem três vezes. E como todo adolescente - afinal Arthur não era diferente de nenhum outro adolescente - Arthur tinha um pequeno problema: morria de medo de declarar para Débora os sentimentos que nutria por ela.
Não era culpa de Arthur ser tímido (aliás, se fossemos a fundo na árvore genealógica de Arthur, descobriríamos que ele descendia de uma longa linhagem de tímidos crônicos, daqueles que não conseguem comprar pão em uma padaria vazia, mas isto é outra história). Por mais que ele tentasse, não conseguia criar coragem para falar com Débora. Ainda mais depois da festa em que seus amigos o aconselharam a beber para criar coragem e ele acabou vomitando no vestido novo de sua paixão. Daquele dia em diante, Arthur só se aproximava de Débora em seus sonhos, que eram mais constantes do que os banhos demorados que o rapaz tomava. Era só colocar a cabeça no travesseiro para o rosto sorridente da bela menina se materializar diante de Arthur. Mas não eram apenas os sonhos onde Débora pedia que Arthur a livrasse do incômodo do soutien 46 que a deixava sem ar: o rapaz também sonhava em deitar na relva abraçado com ela e recitar poemas, olhando no fundo dos olhos verdes de Débora e beijando-a em uma noite enluarada e de céu estrelado de beleza ímpar, nunca vista em um filme de Sessão da Tarde. Mas quando a manhã chegava e ele percebia que aquele corpo macio que ele abraçava com tanta paixão era apenas um travesseiro, a tristeza o consumia e ele chorava ouvindo seus CDs do Radiohead. E, de tanto chorar e ouvir Radiohead, Arthur chegou a conclusão que não ia mais sofrer por causa de Débora. Jogou fora tudo que o fazia pensar nela, menos a Playboy da Scheila Carvalho, que era sagrada. Duas semanas após a decisão de esquecer Débora, Arthur recebeu um convite para uma festa do pessoal do colégio, na casa de um colega cujos pais estavam viajando. Primeiro ele recusou, mas depois pensou bem e decidiu que ia fazer bem divertir-se um pouco. Afinal, o que seria melhor de uma festa de adolescentes sem a supervisão de adultos responsáveis para ajudar um rapaz da idade de Arthur a esquecer um amor platônico? Então ele vestiu sua melhor calça rasgada, montou em sua bicicleta e foi à tal festa, afogar a tristeza em cerveja mexicana.
A casa onde a festa rolava era grande, não como as que aparecem nas comédias para adolescentes, mas era grande. Tinha dois andares, um gramado grande e tinha uma piscina, onde cadeiras quebradas e adolescentes bêbados se misturavam aos balões coloridos que flutuavam na água clorada, ao som da batida techno que ecoava pela noite. Após encostar a bicicleta em uma parede da garagem, Arthur dirigiu-se à escada que conduzia à piscina da casa. Mas, quando estava começando a subir a escada, tomou um susto com algo que caiu em sua frente e pulou para trás. O barulho de vidro estilhaçando fez com que o cão da casa vizinha latisse, mas ninguém pareceu se importar com o ruído. Chegando perto, Arthur percebeu que o que tinha caído do parapeito de pedra que ficava no topo da escada era uma garrafa de vinho. "Bela recepção", pensou o rapaz. Mal recomeçou a subir a escada, ouviu os passos de alguém que descia a escada com pressa. Era Débora.
- Você se machucou? - perguntou a menina, preocupada. - Não. Estou bem... a garrafa passou longe - Arthur respondeu, rindo timidamente. - Por favor, desculpe. Eu esbarrei na garrafa quando tentava matar uma barata e... - disse Débora. - ... e quase desempatou aquela vez em que vomitei no seu vestido novo - Arthur sorriu amarelo. - Era uma boa chance mesmo: eu adorava aquele vestido, Arthur - Débora disse, sorrindo. - Você... sabe o meu nome? - espantou-se o rapaz. - Claro que sei, ué. A gente estuda junto faz tanto tempo... - disse Débora, rindo da cara de bobo de Arthur.
Por um instante Arthur ficou sem fala: estava frente a frente com a menina mais bonita do colégio, em um local sem iluminação e ela estava conversando animadamente com ele. Quando ele ia começar a pensar em toda tristeza e sofrimentos desnecessários, Débora interrompeu seus pensamentos:
- Já que você está inteiro e eu estou sem meu vinho... você quer ir comigo buscar uma outra garrafa e beber comigo aqui no gramado? Odeio muvuca... - disse Débora, olhando nos olhos de Arthur. - Tinto ou branco? - respondeu Arthur, olhando no fundo dos olhos verdes de Débora.
Então eles subiram a escada juntos e Arthur olhou para o firmamento e sorriu quando notou que aquela era uma noite de céu estrelado, com uma lua cheia de beleza ímpar, nunca vista em um filme da Sessão da Tarde.
9.9.04
Atenção!
Mais um pronunciamento do manda-chuva do Alea Jacta Est, Márcio Silva
Aleanos e aleanas: é com orgulho que anuncio a vocês que a minha banda, a Tsunami, foi selecionada para participar de um festival de bandas e vamos nos apresentar na próxima quarta-feira (à partir das 20:00h) na boate La Playa, que fica na Praia da Bica - Ilha do Governador. Ingressos serão vendidos no local.
O que vamos tocar? Cliquem aqui, descubram e decorem, para cantar no dia. Contamos com a presença de quem pode vir e com os dedos cruzados de quem não pode.
Obrigado.
Cena inédita
É que geralmente a gente bebe do outro lado do bar...
Gira, gira Mondo
Hoje é dia de poesia no Mondo Redondo. Confiram!
Enquanto isso, no consultório...
- E então, doutor? O que eu tenho? - Acalme-se, sr. Lopes. Não é nada grave. - Ufa! - Não é grave, mas é bastante incomum. - Incomum? Como assim incomum? Não é um cisto? - Não, sr. Lopes, não é um cisto. - Então o que eu tenho? - Bem, isso que o senhor acha que é um cisto é na verdade... - Ah, meu Deus. É o que doutor? - É um berne. - Um berne? - Sim, um berne. E dos grandes. - Mas o que é berne, doutor? - Berne é uma larva de mosca, que se desenvolve sob a pele de alguns animais, como os cães. - Ah, graças a Deus. - Graças a Deus? Eu acho um parasita de cachorro das suas costas e o senhor ainda dá graças a Deus? - Ah, doutor... é que eu pensei que estava ficando maluco. - Como assim "ficando maluco"? - É que desde que esse negócio começou a crescer nas minhas costas eu coço a orelha com o pé, o carteiro foge quando me vê e já cai seis vezes do sofá tentando lamber meu saco...
8.9.04
AJE Awards
Quer saber quem foi o vencedor do Putz de Setembro/2004? Clique aqui.
Boas idéias surgem na cama, diz estudo
Até hoje eu acho que a langerie comestível foi criada por preguiça de levantar para ir à cozinha...
Novas letras
Anuncio aos senhores e às senhoras que estou escrevendo em mais um blog: o Submondo, que é um espaço onde eu e mais três companheiros do Mondo Redondo (Andy, Dudu e Arq) falamos sobre música. Bem, hoje é dia de texto meu lá. Confiram!
7.9.04
Drops
1. Saias curtas são como filmes de suspense: você começa a assistir querendo ver logo o final; 2. Em ambientes com pouca luz, objetos transparentes tornam-se invisíveis. Em ambientes com pouca luz e muita cerveja, objetos transparentes tornam-se inexistentes; 3. Suco de capim-limão é bom, acreditem. Mas pode-se fazer caipirinha de capim-limão? Eis um bom mistério.
Boa tarde
Dia 7 de setembro é sempre assim: sempre rola uma parada.
4.9.04
Eis que meu amor me chama
Bom feriado a todos.
3.9.04
Bezerra da Silva está em coma induzido
Força, malandro! Até o mané saiu dessa...
2.9.04
2.000
Pois bem, este é o post nº 2.000 do Alea Jacta Est. Não é lá grandes coisas, não?
Pesadelo lisérgico
"Da proa do barco, contemplo o mar: os domínios de Posêidon parecem infinitos, tanto em extensão como em beleza. Sorrio quando vejo um grupo de golfinhos acompanhando o barco a bombordo e quando ouço o guincho das gaivotas famintas, mergulhando atrás de peixes a estibordo. Olho para frente e vejo o sol beijando o mar, enquanto navego rumo ao horizonte".
Boa tarde
Vende-se ressaca 0km.
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