Todo ano é a mesma coisa: o calor chega e eu faço um post declarando o meu amor pelo inverno, que o inverno isso, que o inverno aquilo, que o inverno aquilo outro. Pois bom (como diria Pantaleão Pereira Peixoto) Eu decidi que neste ano eu não farei um post falando mal do calor. Ao contrário: eu vou falar bem do calor.
Tá certo que é o maior suadouro, que todo mundo fica grudento, mas no calor o sol brilha mais forte, fica aquele céu de brigadeiro, azulzão. E o pôr-do-sol? Lindo, lindo... parece que pintaram o céu de vermelho! E a cerveja? Putz... como a cerveja desce mais gostosa! E as meninas de biquini microscópico? Jesus, as meninas de biquini microscópico...
Hmmm... pensando bem, se o meu ventilador não estivesse quebrado eu mandava o inverno prá casa do chapéu....
Sucesso, s. m. Acontecimento. Caso, facto. Êxito, resultado feliz.
Com certeza sucesso é uma das coisas mais almejadas pelo homem, afinal está ligado diretamente à felicidade: quem não seria feliz tendo, por exemplo, sucesso no trabalho ou no amor? Acho que, depois da liberdade, a sensação do sucesso é a das melhores coisas que pode-se sentir. Saca aquela coisa de colocar sua bandeira no alto de uma montanha? É mais ou menos por aí.
O grande problema do sucesso é que, assim como ele está ligado à felicidade, também está ligado a uma penca de sentimentos bons e maus. Há quem excite sua cobiça sonhando que o sucesso era nadar em rios de dinheiro americano, morar em castelos escoceses e dirigir carros alemães; a luxúria, enxergando o sucesso no interior das roupas íntimas do sexo desejado. Há os que vomitam vingança gargalhando o sucesso sentados em um trono feito dos crânios de seus desafetos. Mas há também quem transpire humildade acreditando que o sucesso reside em uma casinha sossegada com árvores e crianças brincando, quem suspire amor saboreando o sucesso nos beijos da pessoa amada e há também que nem pensam no sucesso: são os que abraçam a simplicidade e que pedem apenas que o vento sustente suas asas.
Começamos a colher os frutos: ontem uma das músicas da Tsunami foi tocada no programa Nas Ondas do Rádio, da estação cabofriense de rádio Ondas FM (graças ao Gilnei Hervano).
Ah, clique aqui e escute de graça as nossas músicas. Quando o CD for lançado, a moleza vai acabar.
Não, a União a qual me refiro não faz nem a força nem açúcar: faz samba. Até a noite de ontem, fazia quase seis anos que eu não ia a uma escolha de samba. Seis anos sem ouvir a bateria do União da Ilha trovejar, seis anos sem ver o requebrado das mulatas, seis anos sem ver a guerra colorida das diferentes chapas, cada uma com seu samba.
Guerra bonita? Guerra bonita, sim senhor! Não era guerra de socos, pontapés e xingamentos: era guerra de tremular de bandeiras, guerra de cantar mais alto, guerra de dizer melhor no pé.
Seis anos sem ir ao samba. Acho que andei doente do pé.
Acordar de manhã cedo, pular da cama e nem calçar os chinelos: correr 10km no barro batido da estrada, ao som dos grilos e guiado pelos vaga-lumes e ver, à direita, o sol nascendo preguiçoso. Voltar prá casa e tomar um banho gelo e te encontrar ainda deitada na cama, corpo banhado pela luz que entra furtiva pela fresta das cortinas.
Largar o jornal e levantar da cadeira sentindo o cheiro do feijão e te roubar um beijo na cozinha. Deitar abraçado contigo na rede da varanda e acordar com as crianças brincando com o cachorro no gramado, enquanto o sol vai dormir atrás das montanhas.
Voltar à varanda e tocar violão sob as estrelas, sabendo que nenhuma delas tem um brilho tão intenso quando o brilho dos teus olhos.
As minhas queridas leitoras devem estar se perguntando agora: "o Márcio Silva resolveu ressuscitar a Jubrinanca?". Sim, a Jubrinanca está de volta!!!
(grilos)
Er... tudo bem: eu estou tentando expulsar a preguiça da minha casa e, como fazia muito tempo que eu não escrevia uma Jubrinanca, decidi tirar a poeira da máquina de escrever e descobrir se ainda sou capaz. Ah, prá quem quer matar saudades dos outros: aqui está o Jubrinanca I, aqui está o Jubrinanca II, aqui o Jubrinanca III e aqui o Jubrinanca IV. O texto de hoje? Ah, chama-se Galinheiro das Paixões.
"A veterinária Sally Mae Parker sabia que não devia ter aceitado trabalhar para o seu tio, o milionário avicultor Samuel J. Parker: assim que seus olhos se cruzaram com os olhos verdes do capataz, o ruivo Bubba Bob Bo Smith, Sally Mae soube que se meteria em confusão. Por mais que tentasse, Sally Mae não conseguia desviar seu olhar daqueles músculos definidos pelo trabalho duro da fazenda, daquela pele queimada do sol. Ainda mais quando encontrou Bubba Bob Bo sentado no fundo do galinheiro, segurando o pinto com as duas mãos.
- Boa tarde, srta. Sally Mae! Este acabou de chocar! - disse o caipirão.
Sally Mae não conseguiu se controlar e jogou-se no colo de Bubba Bob Bo. O caipira espantou-se de início, mas logo começou a corresponder às carícias ousadas da veterinária, que mordeu o lóbulo da orelha do capaz e sussurrou:
- Você não sabe o que é ficar o dia inteiro rodeada por pintos e perus, Bubba - disse a moça.
- Bem, eu passo o dia com as galinhas e nunca pulei no colo de ninguém - respondeu o caipira.
- Ah, Bubba Bob Bo... nunca pensei que um dia fosse beijar a sua boca e segurar estes ovos - gemeu Sally Mae.
- Eu acho melhor a srta. largar os ovos ... a carijó está olhando de cara feia - disse o rapaz.
Sally Mae já não sabia o seu nome, onde morava e o que estava fazendo. O calor subia pelas suas pernas, a envolvia de forma que Sally Mae sentia-se envolta em veludo e era tão bom, tão grande, tão irresistível que ela sentia algo vindo, vindo, vindo, vindo...
- Bubba Bob Bo?! O que você está fazendo com essa... horrosa??? - gritou Samuel J. Parker.
- Nada... nada... não era nada, patrão - disse o caipira enquanto se cobria.
- Era só o que me faltava: um avicultor que solta a franga - suspirou a veterinária".
Acabei de receber uma carta da Giannini (um dos maiores fabricantes de instrumentos musicais do Brasil). Todo bobo, abri o envelope esperando encontrar palhetas, encordoamentos, um pedido de autorização prá construção de um modelo guitarra custom com o meu nome – essas coisas triviais. Dei de cara com um calendário 2004 que também é imã de geladeira e uma carta de agradecimento (em xerox!!!) por ter participado de uma promoção realizada em mil-novescentos-e-vovó-pulando-amarelinha.
É por essas e outras que eu gosto mais da Di Giorgio.
Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo
Superpiruetas
Ultrapiruetas
Bravo, bravo
Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis
Que a moçada
Vai pedir bis
(Piruetas - Enriquez/Bardotti/Chico Buarque)
Tarde de chuva, tarde preguiçosa. Eu sempre entro em um túnel do tempo em tardes assim e acabo parando na minha infância. Por quê a infância? Oras, aonde mais você iria se pudesse voltar no tempo? Você voltaria à adolescência, espinhas, hormônios descontrolados e provas finais? Eu volto prá infância, onde tudo tem cheiro de pipoca e som de desenho animado.
Em tardes chuvosas não se pode jogar bola ou soltar pipa ou jogar bolinha de gude: o lance era ficar em casa e tentar matar o tédio com a TV, um jogo ou um livro. Minha mãe costumava alugar filmes em dias chuvosos, o que ajudava bastante a não ficar sob as cobertas como um pequeno parasita. Numa dessas tardes chuvosas ela alugou Os Saltimbancos Trapalhões (na época, um filmaço na minha concepção de crítico-mirim de cinema): não me lembro bem do filme - talvez das pernas da Xuxa - mas lembro muito bem da letra de Pirueta e de ter batido muito com a cabeça tentando repetir as acrobacias do Renato Aragão.
Hoje em dia, quando chove, eu costumo deitar na cama e colocar a trilha do filme na minha vitrola. Já que eu não jogo mais bolinha de gude, alguma coisa tem que me levar de volta à infância.
Assim que acordei, caí dentro de uma música que venho tentando terminar faz algumas semanas. Lá prás 14h, já muito puto por não ter conseguido fazer a música, resolvi descansar um pouco. Na hora pensei: "acho que vou colocar um Pink Floyd no CD-Player e dar uma relaxada" Caminhei até o meu porta-CDs e quando fui agarrar o Animals pelo rabo (desculpem o trocadilho infame)... minha coleção de Pink Floyd havia desaparecido.
Pânico, medo, horror! Comecei a ouvir a voz do Raul Seixas na minha cabeça cantando Tu És o MDC Da Minha Vida, mas depois lembrei que nenhuma ex-namorada minha estava de bode. "Onde estará o meu tesouro" pensei eu, já quase aos prantos. O que eu faria da minha vida sem a minha coleção de Pink Floyd? O que seria de mim sem o meu Dark Side Of The Moon? Sem o meu The Wall? Sem o meu Meddle? Não sobrou nem o piratinha de um show de 1970 que eu comprei no camelô! Eu já estava com a cabeça dentro do forno quando ouvi uma voz que cantava bem baixinho, em inglês:
Remember when you were young, you shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes, like black holes in the sky.
Shine on you crazy diamond.
Por um momento pensei que estava indo em direção ao Paraíso ao som da música de abertura do Wish You Where Here, mas lembrei-me que o David Gilmour ainda está vivo. Bem, de onde viria a música, então? Comecei a seguir o som pela casa, abri a porta e atravessei o corredor: o som vinha do apartamento dos meus pais (é, meus pais moram do outro lado do corredor). Abri a porta e dei de cara com meus pais sentados no sofá, cachorro no colo da minha mãe, cerveja aberta e olhos fechados, curtindo o sol que entrava pela janela entreaberta.
1. A liberação do nudismo na praia do Abricó;
2. O exame em que constatou-se o câncer de próstata de Robert De Niro;
3. A confirmação de que o Fluminense é um time lutador.
Com certeza você já viu esta cena: os amigos reunidos, em casa ou em um bar, ouvindo música. Bem no início da música alguém - até mesmo você - comenta "Esta música é um clássico". A menos que vocês estejam ouvindo Fuga em Ré Menor de Johan Sebastian Bach, o "clássico" significa uma música que marcou uma época ou geração, como Alegria, Alegria de Caetano Veloso ou Smoke On The Water do Deep Purple. Se você não entendeu, eu explico de forma mastigada: é toda música que encheu o saco de tanto tocar em rádio e ser cantada em boca de moleque quando você ainda usava fraldas ou não era nascido.
Mas o que será que leva as pessoas a rotularem uma música como um clássico? A popularidade ou a qualidade da composição? Será que dentro de 10 ou 20 anos nós vamos ligar o rádio e ouvir alguma coisa do porte de Construção e de Águas De Março? Músicas bonitas como Toada ou Sunshine On My Shoulders? Músicas complexas como The Rain Song ou Tico-Tico No Fubá? Será que vamos ligar o rádio e ouvir músicas?
Fagulhas voam quando as espadas se chocam: é um duelo de morte. Sinto em minha carne cada golpe do meu oponente, apesar de minha armadura permanecer intacta. Olhamo-nos nos olhos cheios de sangue e fúria e, girando meu pulso, desarmo meu oponente. Minha espada, sedenta de sangue, parte na direção da jugular de meu oponente, mas ele consegue se esquivar e me empurrar, mas seguro firme o seu braço. Rolamos escadaria abaixo e, vendo que meu oponente beira a inconsciência, retiro seu elmo e encosto a ponta de minha lâmina em seu pescoço nu. Minhas gargalhadas ecoam por todo o vale. Olho nos olhos o inimigo derrotado e disparo:
- Mande lembranças minhas à todos no inferno, Sandy.
Ainda não achei no dicionário palavra mais bonita e mais sonora que liberdade. Não sou ninguém prá discordar de Aurélio Buarque de Holanda, mas eu acho que, por mais bonita e mais sonora que seja, não existe uma definição exata da liberdade. Eu acredito que a liberdade seja indescritível.
Existe coisa melhor que ser livre? Nada é melhor que afrouxar a gravata, tirar um sapato apertado, confessar amor a alguém, meter o pé na estrada, sair com os amigos sem preocupação de hora ou de dinheiro. Então liberte-se! Cante alto e fora do tom, saia de casa sem um destino certo, mande aquele seu colega de trabalho chato às favas! É prá isso que servem as noites de sábado.
Ontem, ao fazer a minha assepsia, notei que havia um pêlo pubiano agarrado na parede do box, a mais ou menos 1,60m do chão. Depois de passar horas imaginando como o bendito havia ido parar lá, joguei um pouco d'água na direção dele e desliguei a água, encerrando o banho.
Hoje, ao fazer a minha higiene pessoal, dei de cara mais uma vez com o mesmo pêlo pubiano, ainda agarrado no mesmo local, balançando imponente ao sabor da brisa que entrava pelo básculo aberto. Joguei água, tentando livrar-me dele: onde já se viu um pentelho na parede? Já que ele não quis juntar-se a seus pares no sabonete, ia encontrar seus ancestrais no ralo. Joguei mais água, mas nada dele se mover. Então parti para a ignorância e puxei-o com a mão e, enfim, ele saiu. Fitei-o por um instante e depois joguei-o no ralo: confesso que admirei sua resistência, mas eu odeio pentelhação.
Antes de subir em um palco, eu sempre sigo um pequeno ritual: com a guitarra no colo, coloco minhas mãos em meus ombros e peço prá que a banda faça uma boa apresentação e prá que ninguém se deixe dominar pelo nervosismo.
Não ficamos nervosos além do normal. Aliás, subimos no palco do Canecão com uma certa tranqüilidade, maior até do que a das outras bandas: já que fomos a banda de abertura, tivemos 15 minutos prá montar o nosso set - as outras tiveram que se virar com os 5 minutos de intervalo entre as apresentações. Não estávamos preocupados em levar prá casa um troféu, apenas em mostrar o nosso trabalho e em nos divertirmos. Afinal, estávamos pisando no palco do Canecão, onde todos nós sonhamos em pisar um dia, vendo e ouvindo da platéia nossos ídolos cantarem. E, quando as cortinas subiram, sorrimos por ver os rostos das pessoas na platéia gritando nossos nomes e o nome da banda e sorrimos quando os refletores que viram tantas estrelas brilharem derramaram sua luz sobre nós.
E então parte do áudio falhou no meio da nossa apresentação.
Claro que não fomos a banda vencedora. Mas não é isso que me chateia: eu já disse e repito que não queria o título, queria uma boa apresentação. Agradeço muito a chance que tive e os aplausos, mas não foi bom prá mim. Foi como se as músicas fossem tocadas pela metade, não sei explicar direito.
Coisas que caem das prateleiras empoeiradas em cima da minha cabeça
Lembro-me que, aos 4 anos eu não conseguia subir direito nas cadeiras aqui de casa. Então meus avós compraram uma cadeira do meu tamanho, uma armação ovalada de ferro coberta com tiras grossas de nylon azul. Era muito bonita... pena que as tiras de nylon eram tão mal amarradas que logo a cadeira virou suporte de plantas.
1. Novela é o ópio do povo;
2. Algumas coisas que somem devem permanecer desaparecidas;
3. Nem sempre a boa intenção resulta em uma boa ação;
4. As melhores coisas acontecem quando menos se espera;
5. Às vezes acha-se veneno em frascos de perfume;
6. Algumas pessoas acham que eu sou feito de pelúcia.
Ontem vi no Jornal do SBT que haveria um congresso de prostitutas aqui no Rio de Janeiro e que a temática seria o futuro rumo da profissão mais antiga do mundo. Oras, quem não sabe que esse rumo vai e volta?
Carlos Vidigal, anunciou que vai ser pai. Ué? Você não saber quem é o Carlos Vidigal? Oras, se você lesse o Mondo Redondo saberia! Pois bem, eu parabenizei o futuro papai, mas fiquei com a idéia da paternidade na cabeça: sempre quis ter filhos, mas ao contrário de alguns amigos meus e de grande parte da garotada de hoje, não me acho pronto prá ser pai agora, já que eu não tenho uma casa, eu não tenho um emprego e eu não tenho dinheiro. Aliás, eu não tenho nem uma namorada, como poderia eu ser pai agora?
Vez em quando eu peço a uma amiga minha que jogue tarô prá mim. Na última vez que ela tirou as cartas, disse-me que serei pai de dois ou três, não me recordo agora. Um pouco mais do que sempre pensei, já que sempre me vi acordando de madrugada prá trocar fralda de uma criança só. Sabem, acho que todo mundo pensa em ter só apenas filho ou filha; no máximo dois - um menino e uma menina. Mas todas aquelas lembranças de ver um filho único aprendendo a andar, a falar e a saber quem é a mãe e o pai, voltam à tona e fazem com que um apartamento de dois quartos fique pequeno demais ou que valha à pena deixar um pouco de lado sonho do carro zero ou do manequim 38. E aí vem o terceiro, o quarto, o quinto e quantos mais puderem vir.
Mal posso esperar pela estabilidade financeira e afetiva. Que venham meus dois ou três ou quantos tenham que vir: serão muito bem-vindos! Quero muito ensiná-los desde o berço a falar, a nadar, a respeitar uns aos outros e a saber que um par de meias não é presente que se dê no Dia dos Pais.
- Está nervoso?
- Um pouco. Sabe, é a minha primeira vez.
- Eu percebi, logo que você entrou. Você é tímido.
- Sim, sou. Por isso eu... nunca fiz isso antes.
- Relaxa, menino: deixa que eu faço tudo.
- Mas eu não vou ter que fazer nada?
- Bem, se você não quiser... não, precisa.
- Mas eu quero fazer!
- Você mesmo falou que estava com medo de fazer...
- E ainda estou. Mas já que eu vim aqui prá fazer, eu vou fazer.
- Tudo bem, tudo bem.
- Er... você podia ir me orientando?
- Sem problemas.
- Então vamos começar?
- Vamos. Pode vir.
- Posso mesmo?
- Bem, já devia ter vindo. Sabe que tem tempo, né?
- É, eu sei.
- Então vamos começar logo. Começa abrindo.
- É assim?
- Isso... isso mesmo.
- Jura que estou fazendo direito?
- Juro... é isso mesmo. Sua mão é firme...
- Puxa... obrigado.
- Isso... agora que você abriu, coloca a lingüiça.
- Não está entrando direito.
- Calma... deixa que eu ajeito. Prontinho. Viu?
- Nossa... entrou certinho.
- Eu trabalho com isso desde moleca... agora agita.
- Assim?
- Isso mesmo. Agita forte, senão não sai nada.
- Agitar mais forte?
- Isso... agita mais forte. Mais forte.
- Já tá quase saindo...
- Deixa sair...
- Tá quase saindo...
- Deixa sair sem medo...
- Tá saindo... ai, desculpa.
- Não tem, problema: você não é o primeiro que me suja assim.
- Sério?
- Pelo menos uma vez por dia alguém faz isso. Uma vez até no meu cabelo caiu.
- Nossa!
- É eu já estou acostumada. Está satisfeito?
- Hmmm... bastante! Vou voltar sempre.
- Então eu posso atender o próximo cliente?
- Pode sim, eu já vou indo.
- E não se esqueça: seja sempre bem-vindo ao "Monte O Seu Próprio Cachorro-Quente".
Confirmado: Arnold Schwarzenegger foi eleito governador da Califórnia. Já imaginaram se essa moda pega aqui no Brasil? Onde será que o Alexandre Frota seria eleito?
Eu tinha uma página no hpG, onde eu pretendia hospedar a home page da Tsunami (ah, aproveita e vota na gente, ok?). Mas hoje descobri que minha página foi retirada do ar por desrespeitar os termos do hpG. Eu gostaria que vocês, que são gênios, explicassem como uma página com uma foto da capa do CD por ter desrespeitado os termos do hpG. Mas, se eles tão dizendo...
Chove hoje como chovia na última vez que nos vimos: eu apenas via seus olhos brilhando à luz do poste naquela noite chuvosa de primavera. Dançávamos cheek to cheek, ao som das ondas quebrando no cais, enquanto a chuva caía por entre as árvores da praça deserta e molhava nossos corpos trêmulos de frio e desejo, desejo de calor, desejo de contato, desejo de fusão. Entre mãos, sussurros e lábios, o céu cessou seu pranto e a noite nos sorriu a lua crescente. Então sorrimos de volta e ficamos de mãos dadas, inebriados com o cheiro da chuva e o ruído do mar.
Hoje chove como chovia na última vez que nos vimos, mas hoje o céu parece chorar de saudades.
Como sou um cara legal e agora estou aprendendo a fazer selos (com a ajuda do Marcelo, o Pitanguy dos blogs), resolvi criar um selo do Alea Jacta Est. Senhoras: fartem-se... hahahaha. ;o)
Você sempre quis colocar um selo da Tsunami em seu blog, home page ou seja lá o que você tem na internet, mas nunca soube como fazer isso? Pois seus problemas são coisa do passado: aqui está o código do selo!
I have climbed highest mountain
I have run through the fields
Only to be with you
Only to be with you
I have run
I have crawled
I have scaled these city walls
These city walls
Only to be with you
But I still haven't found what I'm looking for
But I still haven't found what I'm looking for
I have kissed honey lips
Felt the healing in her fingertips
It burned like fire
This burning desire
I have spoke with the tongue of angels
I have held the hand of a devil
It was warm in the night
I was cold as a stone
But I still haven't found what I'm looking for
But I still haven't found what I'm looking for
I believe in the kingdom come
Then all the colors will bleed into one
Bleed into one
Well yes I'm still running
You broke the bonds and you
Loosed the chains
Carried the cross
Of my shame
Of my shame
You know I believed it
But I still haven't found what I'm looking for
But I still haven't found what I'm looking for
But I still haven't found what I'm looking for
But I still haven't found what I'm looking for...
Bem, estamos chegando à marca de 8.000 visitas e, prá variar um pouco, o ilustre visitante ganhará o kit AJE e mais um pôster da bunda do Gerald Thomas. Boa sorte!
Tem uns dois dias, saí prá tomar um chopp com um amigo - também músico - e rolou o seguinte diálogo:
- Faz muito tempo que você comprou aquela guitarra? - perguntou meu amigo.
- Não, tem uns 6 meses - respondi.
- É uma boa guitarra. Quanto você quer por ela? - perguntou meu amigo.
Juro que alguma coisa dentro de mim quase mandou que ele enfiasse o talão de cheques lá onde o sol não bate. Eu confesso: sou possessivo em relação aos meus instrumentos. Não, não sou o tipo que cara que negaria emprestar uma guitarra a um amigo ou deixar alguém dar uma canja com o meu violão, mas a idéia de vender um instrumento me parece absurda.
Sigo a linha dos músicos que acham que o instrumento é uma extensão do corpo do músico e exijo dos meus instrumentos o mesmo que um corredor exige de suas pernas ou um jóquei exige de seu cavalo: o máximo. Se eu sofro, elas sofrem. É através das minhas guitarras que eu expresso raiva, alegria, paixão e mais um monte de sentimentos e é por isso que (prá mim) vender um instrumento é vender uma parte de si.
- Muito mais do que você pode vir a ter - encerrei a conversa.
03 e 04 de Outubro às 20hs e 30 min
Teatro Municipal Pedro Salomão José - Sorocaba
1 kg de alimento não perecível
Show de mágicas "Pega no meu e diz que é meu mesmo" da dupla Doug e Xandy (vencedores do prêmio Mágico do Ano de 2002, categoria cômica) + Expo Dani Libardi no saguão do teatro.
Boa tarde, pessoas sem tempo e paciência que como eu têm que se alimentar mas, como eu, são pessoas sem tempo e sem paciência e não são muito chegadas ao fogão. Hoje ensinarei a vocês uma de minhas receitas favoritas: o espaguete crocante à moda celular. Anotem:
Ingredientes:
1 pacote de macarrão (não vale Miojo);
600g de carne moída;
1 maço de Marlboro;
1 telefone celular (qualquer modelo);
1 caixa de massa de tomate;
Sal a gosto.
Modo de preparar:
Coloque 4 dedos de água em uma panela e um pouco de óleo, depois coloque a panela no fogão e deixe a água ferver. Assim que a água ferver, coloque o macarrão na panela e acenda um cigarro na boca que estiver acesa. Assim que você conseguir apagar o pequeno incêndio na sua sobrancelha, mexa bem devagar o macarrão. Coloque a carne moída em uma outra panela, junto com a massa de tomate e, com muito cuidado, remova o cigarro que caiu na carne moída quando o celular vibrou no seu bolso. Assim que você acender outro cigarro, mexa bastante o macarrão enquanto você discute ao telefone os resultados do Brasileirão. Mexa com mais força quando o assunto mudar para o cano que você levou daquela morena espetacular na noite anterior. Peça para a pessoa que está com você na linha aguardar enquanto você se desespera com o macarrão que esturricou, já que a toda água evaporou enquanto você conversava sobre o barulho estranho que seu carro está fazendo. Jogue a massa queimada em um recipiente e, bem devagar, jogue a carne moída pro cima. Vai ter que ser bem devagar, pois como você ficou entretido descrevendo a bunda da garçonete que você viu quando levou o bolo da morena espetacular, o molho se tornou algo com consistência de graxa. Quando colocar tudo no recipiente, tampe muito bem tampado e jogue tudo no mar, rezando para não ser castigado por Yemanjá. Peça ao seu amigo que ligue mais tarde e peça uma pizza. Bon apetit.
A idéia foi da Juliana: fazer um selo prá divulgar a Tsunami. Depois de muito pensar como seria este bendito deste selo, consegui (pelo menos eu acho que consegui) fazê-lo. Então lá vai o selo: o último a colocar no seu blog é feio, bobo e cara de mamão.