Alea Jacta Est
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29.5.03

Jubrinanca III

Senhoras, vocês estão de parabéns: graça a seu apoio, todas as editoras do país estão interessadas em publicar a revista Jubrinanca e em forrar meus bolsos com grossos maços de notas bem verdinhas. Em agradecimento mostro a vocês um trecho do novo romance, Você não passa de um dromedário otário.

“Assim que saiu do conforto do lar decidida a ganhar o mundo, Elizabeth Glowdown sabia que perigos cruzariam seu caminho, mas não imaginaria que seria a escolhida do sultão do Alfajorquistão, Ali Al Kaput; e que o perigo teria olhos mais negros que as profundezas do espaço e se chamaria Enfi Balahaus, o vizir. Elizabeth nunca pensara que, na véspera de seu casamento com Al Kaput, seria acordada tarde da noite por Balahaus, completamente bêbado, abrindo a porta de seu quarto.
- O que queres aqui? – perguntou Elizabeth, cobrindo-se com o leçol
- Quero vinho. Sei guardas bebidas aqui, mulher – disse Balahaus.
- Achas que meu quarto é botequim, sr. Balahaus? – perguntou Elizabeth.
- Chame-me Enfi. Somos amigos, não? – sorriu Balahaus.

À medida que Balahaus se aproximava, Elizabeth Glowdown sentia seu coração bater mais forte. Ela sabia que, se fosse pega com outro homem que não o sultão em seus aposentos, teria sua língua arrancada, os olhos furados, os dedos apertados por um alicate de pressão, o pé direito enfiado no liqüidificador e o pé esquerdo seria devorado por formigas. Isso porque o sultão era um boa-praça. Mas mesmo sabendo da punição ela queria a presença de Enfi Balahaus, desejava aquele corpo queimado do sol do deserto, desejava passar horas passando Kerastasé na longa barba negra de Balahaus... mas não podia. Ela deveria permanecer intacta, virgem.
- Não, não somos amigos. E saia do meu quarto – disse Elizabeth, decidida.
- Ninguém me escorraça e sai vivo – grunhiu Balahaus, sacando sua cemitarra.

Elizabeth tentou lutar, mas Balahaus cobriu-lhe a boca com as mãos. A ponta da cimitarra abriu suas vestes, revelando aos olhos de Balahaus a alva nudez de Elizabeth. Nunca Enfi Balahaus havia contemplado beleza maior. E Elizabeth sentia arrepios de prazer nos pontos tocados pelo aço gelado da cimitarra de Balahaus.
- Der-me-ás teu vinho, mulher? – perguntou Balahaus.
- Já disse que não tenho vinho algum, vizir – respondeu Elizabeth.

Mas estas palavras enfureceram Balahaus: ele tirou suas vestes e encaixou-se entre as pernas de Elizabeth e encostou a lâmina da cimitarra no pescoço da donzela. Apertou o punho da arma enquanto ajeitava seu sexo contra o sexo de Elizabeth.
- Vais morrer sem a castidade por mentir para mim, cadela – rosnou Balahaus.
- Tudo menos isso, tudo menos isso – choramingou Elizabeth.
- Então responda-me: acabou o vinho ou ainda há mais?
- Enfi, há mais. Enfi, há mais! – desesperou-se Elizabeth.
- Rameira!!! – gritou Balahaus, esbofeteando Elizabeth”.


Admirem!



Será minha próxima aquisição.


Ser ou não ser música? Eis a questão

A música é composta de ritmo, harmonia e melodia.

A frase acima foi uma das coisas que aprendi no tempo que estudei na Escola de Música Villa-Lobos. Eu adorava aquele lugar: havia solfejos, ditados rítmicos, arpejos e mais um monte de exercícios que eram instrutivos, porém maçantes; mas também havia muita beleza nas harpas, violinos e bombardões que davam vida às semínimas e colcheias impressas nas partituras e coloriam a tarde, enchendo de música os ouvidos de quem passa onde a Ramalho Urtigão encontra a Carioca. No fim das aulas eu gostava de ir à cantina, no 4º andar e beber um café ouvindo os alunos que praticavam antes das aulas. Era meio zoneado, mas eu separava cada som em meus ouvidos e bebia um pouco de café. Então eu me perguntava: como pode ser possível que essas pessoas estudem, que entreguem anos de suas vidas ao estudo de seus instrumentos sem direito a vaga no mercado musical enquanto tanta gente sem talento musical entope a programação das rádios?

Revoltava-me ouvir a garotada cantando funk nas ruas. As letras mal escritas, atropelando a língua portuguesa e as batidas repetitivas não tinham o direito de tirar o espaço de tantas horas de trabalho. Horas sim, pois sou compositor e sei o trabalho que dá parir uma música! Existe planejamento, existe entrega; existem sentimentos transportados para o papel, seja em versos ou notas em partituras, que orbitam a composição. Isso sem contar os solfejos e os exercícios de mão esquerda e mão direita do violão, piano, fagote ou oboé ou qualquer que seja o instrumento que a música peça que a acompanhe. Sim, São horas, dias, meses e anos! E como pode chegar alguém que rima céu com morro do Borel e canta fora do tom ganhar um Disco de Platina enquanto um maestro morre de fome? E como ainda tem a cara de pau de bater no peito e dizer que é compositor e a cara de pau de chamar sua obra de música se a música tem ritmo, harmonia e melodia e o que se ouve nas rádios só tem ritmo? Não pode ser música, se só tem um dos três ingredientes da receita! Mas nada me revoltava mais do que saber que qualquer garoto de hoje sabe tudo sobre a biografia do traficante-tema do funk proibido e conhece a discografia completa do funkeiro que rabiscou os versos do pancadão, mas não conhece nada sobre Chico Buarque, sobre Cartola, sobre Pixinguinha. E quando pensava nisso, mais raiva eu tinha do funk e da indústria fonográfica, que fecha todas as portas do mercado – que sempre teve espaço para todos – e abre apenas uma fresta para uma categoria.

Então um dia pensei: o que seria de cada um desses “artistas” se não fosse o seu estilo musical? Não pense só no funk, pense no geral: a maioria das funkeiros estaria trabalhando em empregos mal remunerados, se não tivessem sido absorvidos pela mão branca do tráfico de drogas – oras, dinheiro fácil tenta qualquer um que não o tenha no bolso. As dançarinas de axé hoje seriam secretárias ou garçonetes ou até prostitutas. Ou até o contrário: poderiam estar muito melhores do que isso, não se sabe – quem sabe? Mas a realidade é que foi a cria deles – que está anos luz de Chico, Cartola e Pixinguinha – que os tirou de uma possível vida difícil e os colocou em bons apartamentos e em roupas desenhadas sob encomenda e em posição de fazer alguma coisa pelas pessoas menos afortunadas, assim como eles nos tempos do anonimato. É fácil reclamar que hoje eles tomam o espaço de Cazuza e de Renato Russo sem saber que, diferente de Cazuza e Renato Russo que tinham famílias com boa situação financeira, sem o mercado fonográfico (que tem menos caprichos que o mercado de trabalho e sua grande ânsia de diplomas), não seriam ninguém na vida. E admito: muitos deles ajudam mais do que muitos medalhões da MPB, que têm a visão limitada a seus respectivos umbigos.

Hoje não tenho mais raiva deles: apenas não os ouço. Tenho raiva ainda, sim, da indústria fonográfica: por desprezar tanto talento, tanta gente boa e capaz, com sua mania de pequenos focos de luz. Mas um dia eles se tocam – espero – que o palco da MPB é tão grande que apenas um spotlight não pode iluminá-lo.


28.5.03

Ódio

Definitivamente o Word devia possuir a opção ignorar a ignonância do corretor ortográfico.


Papo de mãe e filho

- Márcio: o Ataque é publicado no Extra ou no O Dia?
- Não sei, mãe. Nem sabia que o Bush tinha virado colunista...

Essa gripe tem que acabar logo...


Álbum de recordações

Coisas que caem das prateleiras empoeiradas em cima da minha cabeça

Lembro-me que, aos 20 anos sentei-me sob uma grande árvore que tinha no jardim da faculdade. Era meu aniversário. Olhei para o céu, olhei para minhas mãos e sorri. Peguei minha mochila e nunca mais voltei àquele lugar.


Laços

Pés e mãos
Atados por laços
Fortes como o aço

Olhos cegos
Vendados com escuros laços
Como as profundezas do espaço

Corpo e espírito
Cobertos por finos laços
Que não ocultam todo traço

Coração e mente
Amarrados por laços
Que vigiam meus passos.


See ya

Deitar-me-ei. Quando eu melhorar, escrevo mais.


Atchim

Alguém interessado em um pouco de gripe? Tem prá todo mundo!


Prá quem gosta de boa música

Chivas Jazz Festival. Com esse nome bonito, quem não vai querer ir?


27.5.03

Matrix

0110E001
1001U110
10101101
1001O110
0110D001
0010E111
1100I010
0011O101
00101101
1010H000
1100T101
1010M101
0100L011


26.5.03

Hemp

Eu não sei o nome daquele ruivo que trabalha na novela das 20h (aquele que não sabe o que é lâmina de barbear), mas que esse garoto parece estar chapado o tempo inteiro, parece.


Oscar anuncia nova aposentadoria

Ótimo! Agora só falta o Zagalo se aposentar do futebol e o ACM da política.


A maravilhosa cozinha de Márcio Silva

Boa tarde, pessoas sem tempo e paciência que como eu têm que se alimentar mas, como eu, são pessoas sem tempo e sem paciência e não são muito chegadas ao fogão. Hoje ensinarei a vocês uma de minhas receitas favoritas: o bife com fritas sel noir. Anotem:

Ingredientes:

2 bifes de filé mignon;
4 batatas;
1 naco de manteiga;
1 dente de alho;
1 telefone sem fio;
1 Band-Aid;
1 extintor de incêndio;
Sal a gosto.

Modo de preparar:

Pegue o telefone e ligue para aquela menina que você está interessado e convide-a para almoçar, dizendo que você está preparando algo que ela vai adorar. Corte as batatas em palitos e corra para pegar o Band-Aid no armário do banheiro e faça os curativos. Enquanto você pergunta à moça o que ela está vestindo, coloque as batatinhas em uma frigideira e acenda o fogão. Assim que a moça descrever a pinta que possui na nádega esquerda, amasse bem o dente de alho e coloque-o junto com a manteiga na outra frigideira. Coloque o bife na frigideira, junto com o alho e a manteiga e deixe a carne dourar enquanto você diz à moça no telefone que adoraria cobri-la com chantilly. Quando a carne começar a dourar e a moça começar a dizer o quanto está excitada, comece a salgar a carne: algo entre 15 e 20 pitadas de sal. Deite-se em sua cama quando a moça começar a se tocar e levante apenas quando sentir o cheiro das batatas quase torradas. Corra do quarto para a cozinha com o extintor de incêndio e, após apagar o fogo das panelas, cubra-se com a toalha da mesa e vá à janela desculpar-se com as senhoras e criancinhas da vizinhança que você assustou ao passar pelado em frente à janela. Coloque as batatas e o bife em um saco plástico e enterre-o no quintal, rezando para que o solo não fique estéril pelo excesso de sal da comida. Aproveite que a moça ainda está na linha e a convide para comer um sanduíche. Bon apetit.


Ressaca

Hoje a ressaca não é minha: foi o mar quem encheu a cara ontem.


24.5.03

Boate

Não me chamem de Justo Veríssimo, até porque eu não tenho horror a pobre: apenas não gosto de boate de pobre. Não que eu goste de boate de rico, porque é público e notório que eu não gosto de boates. Som alto, gente se esbarrando, prefiro ir a um bar. Mas o grande lance das boates de pobre... são os pobres. Vocês podem estar pensando: Márcio Silva é metido a rico. Não sou, gente. Vou explicar:

Prá você não ser visto como um alien em uma boate de pobre, vista-se como os freqüentadores: Nike Air, camiseta justinha e cabelo raspado. Cantar uma mulher? Só valem variações de “tu é mó gostosa, mina”. Música? Qualquer uma que tenha “pau no cu do mudo” no refrão.

Vão dizer que o bar não é melhor?


Excuse me

Bolinha embaixo da pele é o cacete. Prá que eu vou querer mais do que a natureza me deu?


Precisa-se de bispo, não é necessária experiência

Arrependei-vos, pecadores! Esta era a teta que eu procurava!


Boa tarde

I got my mojo .


23.5.03

AJE Awards

A AJE Academy orgulhosamente apresenta o vencedor do Putz de Maio/2003: eis o vencedor.


Sexta-feira

Hoje eu tô no mood: alguma moça a fim de dar beijo na boca hoje? Hahaha.


Prá economizar...

[ironia mode off]


Contra os advogados, eu?

Chamo de mentirosa qualquer pessoa que disser que eu tenho pinimba com advogados. Você jamais escutaram Márcio Silva dizer que os advogados são desonestos, pilantras ou interesseiros. Assim como nunca lerão aqui no Alea Jacta Est piadas como “sabe por que as cobras não picam os advogado? Ética profissional”. Nunca! Eu respeito essa nobre profissão.


Pesadelo Lisérgico

Caminho, pés descalços no calor do chão batido, sob o sol do meio-dia. Sobre o ombro esquerdo um saco de estopa cheio de côcos verdes fazia com que eu andasse curvado, mas as bocas de esposa e filhos faziam com que eu superasse o cansaço e a dor. Assim que cruzo a cerca de casa e um homem todo vestido de preto sai de trás de um espinheiro, cumprimentando-me. Ele estende-me um papel dizendo que se eu assinar, minha vida vai melhorar e que tudo vai ser diferente. Cada vez que eu recuso, ele surge com outro argumento tentando me convencer a assinar o contrato. Entro correndo e bato a porta, feliz da vida por não ter feito o pacto com o advogado.


Álbum de recordações

Coisas que caem das prateleiras empoeiradas em cima da minha cabeça

Lembro-me de um aniversário de um primo meu onde eu havia chegado junto com um amigo dele, talvez da mesma rua, não sei. Assim que entrei e o cumprimentei, ele virou-se pro outro convidado e o dispensou. Quando vi o garoto com aquela cara de bunda, segurando o presente fiquei com pena: disse ao meu primo que se ele não pedisse desculpas ao amigo dele, eu ia embora; e assim ele o fez. Detalhe: eu tinha 5 anos e não tinha como ir embora.


22.5.03

Esqueci de avisar!!!

Hoje tem texto meu no Mondo Redondo!


Peixe? Tô fora!

Crocodilos, tubarões, escorpiões, senadores: na natureza não existe criatura mais vil e cruel do que o temível peixe-agulha. Este peixe, temido em todo litoral brasileiro é de pequeno porte e aparentemente indefeso, pelo menos até se sentir ameaçado. O peixe-agulha possui escamas muito oleosas e, quando perseguido ou acuado, tende a procurar tocas. Por causa de seu tamanho, força e oleosidade, eles podem facilmente se esconder no interior de um pepino do mar. E, para que os predadores não consigam removê-lo de seu abrigo, o peixe-agulha pode inflar-se e abrir as guelras, tornando sua remoção uma tarefa quase impossível.

No Brasil, milhares de banhistas incautos são vítimas de tão pérfida criatura. Alguns sofreram cirurgia, mas todos fazem tratamento psíquico e proctológico até hoje. Proteja seu corpo: obedeça a sinalização. Não deixe o peixe-agulha pegar você.


21.5.03

Jubrinanca II

O sucesso de Jubrinanca foi tão grande que resolvi lançar mais um volume: em Junho será lançada a revista nas bancas de jornal, mas como eu sou um cara legal vou adiantar prá vocês, senhoras, um trecho do novo romance, Aplica tudo.

“Eram 18h, mas ainda havia gente na agência bancária: Marie Kate Oller-Smith e Chester Dimblegeyer davam asas à libido encostados à porta do cofre. Marie Kate não conseguia resistir às carícias daquele homem de olhos azuis e cabelos negros, que imprensava seu corpo contra a porta de 60cm de aço-titânio do cofre-forte. As mãos másculas do gerente apertavam as coxas torneadas de Marie Kate, fazendo-a morder os lábios de desejo, enquanto subiam para dentro do vestido.
- E se alguém aparecer por aqui? – disse Marie Kate, entre gemidos.
- Digo que estou no meio de uma aplicação – balbuciou Chester.
Chester acariciava os mamilos intumescidos de Marie Kate, com a habilidade com a qual contava as notas de £50,00. Marie Kate sabia que o que estava fazendo era errado mas não conseguia parar: quanto mais pensava que não podia se entregar a Chester Dimblegeyer, o homem que havia tomado o emprego de seu pai e atirado seu nome na lama, mais se agarrava ao corpo musculoso daquele homem que a fazia subir às nuvens com sua língua áspera. De repente, Chester a jogou em cima de uma mesa e, enquanto a fazia sentir sua virilidade, Marie Kate só pensava: “como esse bancário entende de poupança”.
- Não pare, por favor não pare –gemeu Marie Kate.
- Isso... movimenta, movimenta – balbuciou Chester.
- Oh, Chester: como você pode ser tão bom de cama? – perguntou Mary Kate.
- É que sexo prá mim é como um cálculo de lucro – disse Chester.
- Oh, Chester: como assim? – disse Marie Kate, em êxtase.
- Trata-se de tirar o líquido do bruto – disse Chester, sorrindo”.


Rumo ao Canecão II

Só prá constar: a votação no blog do Marcelo não é de mentirinha. Hahahaha


Rumo ao Canecão!

Aleanos e aleanas:

Obrigado a todos vocês que votaram na minha banda, a Tsunami. Conseguimos virar o placar e estamos um pouco na frente e rumo ao show o vivo no Canecão. A votação está apertada e só termina no dia 9/6. Será que vamos vencer? Será que vamos chupar o dedo? Segundo o jeito que meu amigo Marcelo Faria arrumou, acho que vamos ganhar. Clique e descubra!


AM

Uma das coisas que mais me irrita no mundo são os programas de rádio AM. Tem coisa mais deprimente do que ligar o rádio e sentir seu ouvido sendo acariciado por um “minhas queridas ouvintes”? Prá mim, a rádio AM é como Cuba: todo mundo sabe que estamos em 2003 e vive como se estivesse em 1955. Ora: os jingles, a impostação vocal, tudo é jurássico. E os anúncios? “Meu senhor, minha senhora: pensou sofás, pensou Casa Carapatuás; Minha amiga dona de casa: seu filho está com piolho? Use Solho, feito a base de extrato de repolho. Solho: o fim da coceirinha do seu pimpolho”. Socorro!

Não estou afirmando que a rádio FM esteja uma maravilha: com as músicas da atualidade, maravilha deixar é rádio desligado. Mas que rádio AM é dose, isso é.


20.5.03

Isto sim é importante

A coisa mais inteligente que já li nos últimos tempo.



* Roubado daqui.


Frio

Que eu sou fã de frio, todo mundo sabe. E admito: estou adorando o outono: não está sendo como o outono dos últimos 3 anos, aquele calorão de verão prolongado. Aos que adoram sair de casa em trajes de banho: não desgosto do calor, não. Mas prefiro os cobertores ao ventilador ligado. E continuo afirmando, come-se, bebe-se, veste-se e furunfa-se melhor no frio.

Mal posso esperar pelo inverno!


19.5.03

Malocando

Descubra se você sabe se livrar de flagrantes clicando aqui.


E é isso aí


Chupa-cabras volta a atacar animais no Chile

Ah, o ciclo da moda... tão previsível.


Na enfermaria...

- Está na hora do medicamento.
- Eu não quero tomar remédio! Não adianta que eu não vou tomar remédio.
- Mas se o senhor não tomar remédios, como vai ficar bom?
- Pelo esforço dos meus leucócitos!
- Mas o medicamento vai ajudar os seus leucócitos...
- Meus leucócitos não precisam de ajuda!
- Olha, o papo está bom mas o senhor vai ter que tomar o remédio.
- Eu não vou deixar! Você não tem o direito de violentar o meu corpo com esse comprimido!
- Meu amigo... toma o comprimido, por favor?
- Nunca! Comprimidos, eu? Jamais farei isso com o meu corpo!
- Maldita hora que eu resolvi ser médico dessa maldita fábrica de armas biológicas: só tem gente chata por aqui...


Ah...

A bateria trovejando, o baixo rugindo, as guitarras berrando: ah, como tocar é relaxante...


18.5.03

Dubai condena casal por beijar em público

Ainda bem que essa moda não pega no Brasil: eu pegaria pena perpétua.


17.5.03

Preguiça

É... no sétimo dia eu descanso também.


Boa tarde

É nóis na fita e os preiboi no DVD.


16.5.03

Álbum de recordações

Coisas que caem das prateleiras empoeiradas em cima da minha cabeça

Lembro-me que, quando era pequeno, costumava esperar meus pais chegarem do trabalho sentado no tapete em frente à porta da sala. Quase sempre eu sentia sono e adormecia no tapete e meu pai me colocava na cama.


Enfim!

Eu sabia que ela ia se render: eis o blog da minha sogra!


Eclipse Oculto
(Caetano Veloso)

Nosso amor não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan
Demasiadas palavras
Fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia
Como se o coração tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida
Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa qualquer em você
O que será?
Como nunca se mostra
O outro lado da lua
Eu desejo viajar
Pro outro lado da sua
Meu coração galinha de leão
Não quer mais amarrar frustação
O eclipse oculto na luz do verão
Mas bem que nós fomos muito felizes
Só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas
Até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama
Nada tem que dar certo
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar?
Não quero que você
Fique fera comigo
Quero ser seu amor
Quero ser seu amigo
Quero que tudo saia
Como o som de Tim Maia
Sem grilos de mim
Sem desespero, sem tédio, sem fim


15.5.03

Jubrinanca

Pensando em minhas leitoras – e no meu bolso, resolvi me lançar como escritor de romance de bancas de jornal. Concordo que não é um dos respeitáveis estilos literários (até mesmo porque tudo que se lê nos romances de bancas de jornal e o que se vê nas revistas de sacanagem), mas é o que dá dinheiro: essas Julias, Sabrinas e Biancas da vida são mais lidas que a bíblia! Pensando nisso resolvi lançar o meu romance de bancas de jornal: Jubrinanca, que reúne o melhor do erotismo da literatura feminina. Moças, deleitem seus olhos com um trecho do primeiro volume da série Jubrinanca, Moço, encha o meu tanque.

“ As grandes mãos de Phöd Sigporson, o frentista alemão do posto de gasolina, corriam pelas costas de Suzette O’ Brief, a filha mais velha do patriarca da família mais rica que o sul da Europa já viu, provocando arrepios nos pontos mais inesperados de sua anatomia. Suzette enlouquecia deitada sobre o capô de seu Porsche 913 GT Turbo, pernas enlaçando a cintura de Sigporson. Seu corpo esguio parecia argila sendo moldada pelas mãos fortes daquele deus louro. A boca, entregue aos beijos daquele homem que a fazia sentir calor e umidade em suas partes íntimas.
- Traurig, Suzette... Phöd Sigporson bebeu muita cerveja hoje! Sabe como é, nein?
A carne de Suzette tremia enquanto Sigporson beijava seus lábios e bolinava seus seios com as mãos cheirando a gasolina. Espasmos de prazer seguiam de sua nuca à ponta de seus pés em uma velocidade tão grande que Suzette pensava que ia ser incinerada pelo calor do alemão. Mas ela não podia continuar: estava noiva de Stevie Johnson, o campeão mundial de snooker, e o casamento seria naquela noite. Por mais que quisesse, Suzette estava prometida e não poderia se entregar aos afagos de Phöd Sigporson.
- Oh, Phöd... pare... Phöd... pare... por favor, Phöd, pare...
- Uma coisa ou outra, fräunlein... uma coisa ou outra....".


Como eu ainda não disse isso em 2003...

EU ODEIO HTML!!!


Falando em gripe...

Quer um lenço, Anita? Só prá limpar o Catarro... ;o)


Boa tarde!

Sol, mar, vento, gripe... ah, que dia feliz!


14.5.03

Era uma vez...

Era uma vez um sapo e um coelho, ambos cegos. Apesar de um não saber como o outro era – assim como não sabiam o que eles mesmos eram - eles eram muito amigos e moravam juntos, próximo a um rio desabitado e superavam a deficiência visual com o trabalho em conjunto. Um belo dia, estavam os dois sentados à beira do rio, pensando na vida.

- Posso lhe pedir um favor, velho amigo? – disse o coelho.
- Claro que pode, meu amigo – disse o sapo.
- Nasci cego e por isso meus pais me rejeitaram, então gostaria que pedir-lhe um favor: não sei como sou e gostaria que você, com seu tato, descrevesse minhas feições – pediu o coelho.
- Concordo, mas com uma condição: como também fui enjeitado por meus pais, gostaria que depois você fizesse o mesmo – decretou o sapo.

O coelho concordou e o sapo começou a apalpá-lo.

- Hmmm... você tem orelhas compridas, pêlo macio, dentes proeminentes e rabo de pompom. Velho amigo: você é um coelho! – disse o sapo, cheio de alegria.

E então o coelho chorou de emoção: enfim soube como ele era e o que ele era. Então, conforme o prometido, o coelho começou a apalpar o sapo.

- Hmmm... você é grande, tem a pele enrugada, não tem orelhas. Velho amigo! Você é o Nick Lauda!!! – disse o coelho.


A maravilhosa cozinha de Márcio Silva

Boa tarde, pessoas sem tempo e paciência que como eu têm que se alimentar mas, como eu, são pessoas sem tempo e sem paciência e não são muito chegadas ao fogão. Hoje ensinarei a vocês uma de minhas receitas favoritas: o ovo preto. Anotem:

Ingredientes:

1 ovo;
1 naco de manteiga;
12 latas de cerveja;
1 bisnaga de Paraqueimol;
Sal a gosto.

Modo de preparar:

Jogue o naco de manteiga na frigideira e acenda o fogão. Fogo brando, não esqueça! Quebre o ovo - ah, deixe de ser pão duro! Quebre dois ovos e coloque-os na frigideira. Abra uma das cervejas e sente-se no sofá para assistir o Fla x Flu. Comece a xingar o árbitro e beba mais duas latas, só abrindo a terceira quando estiver prestes a xingar o Léo Feldman. Levante a perna esquerda e dê asas à flatulência. Quando sentir um cheiro estranho, ao abrir a sétima lata, nem pense na fuafa do flato: corra para a cozinha. Corra pela fumaceira da cozinha e esbarre na frigideira, que vai jogar o ovo preto e a manteiga quentes em cima da sua barriga. Após contorcer-se de dor, coloque o Paraqueimol sobre a pele da sua barriga e o ovo no prato. Adicione o sal e bon apetit.


Pots hermético

Il était bon pour parler avec vous, mon ami


Britânicos inauguram 1ª igreja inflável do mundo

Enfim a Igreja Católica arranjou um jeito de manter as igrejas cheias.


13.5.03

Beber muito álcool aumenta risco de câncer retal

Bem... tudo tem seus riscos.


Álbum de recordações

Coisas que caem das prateleiras empoeiradas em cima da minha cabeça

Lembro-me que, quando tinha meus 4 ou 5 anos, minha avó costumava me benzer: ela me colocava em seu colo e pedia que eu fechasse meus olhos e pensasse em coisas boas. Então fazia uma pequena prece e colocava-me, adormecido, na cama e apagava a luz do quarto.


Explicando:

Aparentemente alguns membros do meu sistema digestivo resolveram se rebelar, mas eu consegui controlar a situação a tempo. Ah: viva o Plazil.


Boa tarde.

Agora sim. Já estou de pé.


12.5.03

Boa noite?

Noite terrível. Em claro. Dor. Vômito.
Quando eu conseguir ficar de pé volto a escrever.


11.5.03

Feliz dia das mães!

Farei minha mãe feliz: ficarei fora de casa hoje.


10.5.03

Coisa de moleque

Nasci e me criei em um bairro de classe média, mas como todos na minha rua, fui criança de pés descalços, jogando bola no asfalto e jogando amêndoas em quem passava na rua. Claro, depois correndo que nem um maluco prá não tomar um cascudo.

Uma vez estávamos jogando bola, deviam ser uns 12 ou 14 garotos no total e tinham alguns fazendo a “de fora”. Eis que um dos mais habilidosos foi chutar a bola e acabou arrebentando a tampa do dedão no asfalto e isolando a bola, que foi cair cheia de quinas no quintal de uma casa próxima e de muro alto. Claro que primeiro nós rimos tudo que podíamos rir e depois fomos ajudar o coitado. Dedão enfaixado, cadê a bola? Vai você buscar, não vou não, vai fulano, vai beltrano, vai que eu não vou, alguém resolveu pular o muro. A bola voltou e nada do moleque voltar. Preocupados, dois pularam o muro prá ver o que tinha acontecido, mas também não voltaram. Então foi mais um: pulou o muro, demorou um tempão e depois, do alto do muro disse prá todos pularem lá prá dentro: Além do muro havia uma laje e, dessa laje tinha-se vista pro quarto dos donos da casa que, nus sobre a cama, faziam com a benção de Deus aquilo que o Diabo gosta.

Oras, sexo explícito de graça? Qualquer moleque quer ter acesso! Pulamos todos, já avisados de que não devíamos fazer barulho ou acabava o espetáculo. E a molecada passou o trinco na boca e, com os olhos arregalados e ouvidos atentos via e ouvia cada movimento, sem perder um detalhe do que ocorria. Mas faltava alguém... faltava o Gordo! E quem vai chamar o Gordo? Vai você, não vou não, vai sim, não vou, alguém decidiu chamar. Quando o moleque subiu no muro viu o Gordo conversando com o Mancada, pessoa que não precisa de apresentações devido ao singelo apelido.

- Psiu, Gordo!!! Vem cá! – disse o moleque, sussurrando.
- Que foi? Por que você está sussurrando? – perguntou o Gordo.
- Sobe aqui que você vai ver. – disse, o moleque, estendendo-lhe a mão.

Então o Gordo e o Mancada pularam o muro e o Gordo, curioso ia perguntar o que estava acontecendo quando foi interrompido.

- Olha lá! Eles estão fudendo! – berrou Mancada.

Aí foi um corre-corre: quando o casal olhou pela janela, deu de cara com a molecada toda de butuca analisando a performance do casal e a mulher cobriu-se o começou a gritar; o marido, com a bunda de fora, abriu a gaveta procurando o revolver. E quem quer esperar ele encontrar? Sebo nas canelas! Correr direto prá casa sem olhar prá trás e depois fingir que nada aconteceu.

Ah, bons tempos que não voltam.


Pots hermético

It's a gas, gas, gas.


Sacanagem

Sem estar com uma mulher em uma cama de casal, sacanagem é uma coisa que me tira do sério. Ainda mais quando se faz a sacanagem e jogam alguém que não está na parada prá dentro do embolo. Desta vez foi comigo e o pessoal da Tsunami.

Algum engraçadinho resolveu se passar por integrante da banda e deixou a seguinte mensagem no sistema de comentários do Duelo:

Valeu galera por apoiar a gente. É isso aí, vamos dar um chocolate nestes MERDAS aí da banda ROTA TORQUATRO. VOTEM NA GENTE, VALEU!

Resultado: perdemos alguns votos. Bom, deixei uma nota esclarecendo que o comentário não foi obra nossa, mas o comentário vai estar lá e, com certeza, muitos votos vão se perder. Mas não tem problema: tenho fé no nosso som.

OS: a votação vai até a semana que vem. Por favor: votem todos os dias. Hahaha.


9.5.03

Prá viagem

Vai viajar e não sabe o que fazer prá animar as pessoas que vão no seu carro? Bom, esta eu aprendi com o Sandro: toda vez que parar em um pedágio, desça o vidro e diga bem alto “eu quero quatro Big Mc's, três batatas grandes, uma torta de maçã, quatro guaranás de 500ml e 4 sundaes de morango”.


Nada

Nada
Foi tudo que mudou desde a última vez que a vi
Caminhando despreocupada, descendo minha rua
Fazendo passarela da calçada e o sol de refletor

Nada
É o que espero que se altere em meu peito
Depois que meus olhos encontraram seu sorriso
E que o seu aceno de mão fizesse a brisa me beijar

Nada
É o que vai soprar nossas velas
Nada
É o que vai reconstruir nosso reino
Nada
É o que vai reatar nossos laços
Nada
É que vai cicatrizar a marca dos teus beijos em meus lábios.


Propaganda Descaradamente Gratuita

Aleanos e aleanas:

A Tsunami está participando de duelo de bandas do Tô Sem Banda. Aí você está se perguntando: “o que eu tenho com isso?”. Bem, eu gostaria de pedir a todos que cliquem aqui e escutem as músicas das duas bandas e que votem na melhor. E torço prá que a Tsunami seja a escolhida. Obrigado! :o)


Boa tarde

Teria eu escrito este pedido ontem, se não fosse o Windows, que cismou de ficar de palhaçada, forçando-me a desligar o computador antes de dizer tudo que eu tinha a dizer. Bom, vamos lá:

Aos que chegam: sejam bem-vindos ao meu espaço, que estendo a vocês com a oportunidade de rir ou chorar, de concordar ou de discordar, de ficar sério ou de fazer piadas, de falar ou de permanecer em silêncio. Tanto faz: aqui é um espaço meu, mas onde todo mundo tem direito de falar o que quiser, desde que não o faça de forma destrutiva ou desrespeitosa. Se você não é capaz de dar uma rosa, não jogue uma pedra: feche a janela ou procure outra leitura prá se distrair. Todo mundo aqui tem direito a tudo e único dever: respeitar os outros.

Obrigado.


8.5.03

Não saí mal na foto

The Dante's Inferno Test has sent you to the First Level of Hell - Limbo!
Here is how you matched up against all the levels:
LevelScore
Purgatory (Repenting Believers)High
Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers)Very High
Level 2 (Lustful)High
Level 3 (Gluttonous)Moderate
Level 4 (Prodigal and Avaricious)Very Low
Level 5 (Wrathful and Gloomy)Low
Level 6 - The City of Dis (Heretics)Very Low
Level 7 (Violent)Low
Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers)Moderate
Level 9 - Cocytus (Treacherous)Very Low

Take the Dante's Divine Comedy Inferno Test


Cinema

Acho que vou ao cinema e não consigo decidir o tipo de filme que vou ver. Hmmm... acho que algo com garras e fator de cura mutante está de bom tamanho...


Será que consigo um bom quarto?


Post hermético

Preocupação.


7.5.03

Theatro Jacta Est

Mais uma vez, você é convidado(a) a imaginar que sua cadeira é a poltrona de um teatro, a do Theatro Jacta Est. Pegue sua pipoca e o guaraná, pois a peça de hoje começa agora.

Cenário: A varanda da casa grande da fazenda do Coronel João Britto.
Personagens: Coronel João Britto e Lelo, o capataz.


***

É noite de lua cheia e João Britto, dono de terras e gente, está de muito mau humor. Sentado em uma cadeira de balanço, João Britto acende um charuto e tenta esquecer a tarde de aborrecimentos que teve. Enquanto alisa sua longa barba branca, percebe a presença de alguém se aproximando da casa grande. A mão que se aproximava da carabina se afasta da mesma quando ele enxerga, através da fumaça do charuto, o rosto de Lelo, o capataz, que vem em sua direção.

L: (limpando o barro das botinas) Boa noite, Coronel.
J: (visivelmente aborrecido) Boa noite, Lelo. O que você quer?
L: (retirando o chapéu de palha e olhando para o soalho) Vim aqui avisar que está como o senhor mandou: já mandei trocar a ferradura do cavalo do seu filho, o veterinário já foi avisado e vem amanhã passar o carrapaticida no gado. Mas eu tenho uma dúvida, Coronel: e os porcos?
J: (respirando fundo) Quando amanhecer, retire os porcos do cercado e coloque-os de novo no chiqueiro. Não vou mais vendê-los.
L: (espantando) Mas Coronel João Britto, o moço da cidade não veio aqui hoje querendo comprar seus porcos? Estava tudo certo até a hora que eu fui cuidar do cavalo do seu filho.
J: (levantando-se e apontando, furioso, para Lelo) Você não me abra a boca prá falar daquele engomadinho filho de rapariga. Então você não me viu tocar aquele desgraçado prá fora daqui na base da bala (chacoalhando a carabina)?
L: (apertando a aba do chapéu) Não vi, Coronel. Eu estava colocando as ferraduras no alazão, lá do outro lado da fazenda. Não tinha como ouvir nada.
J: (encostando a carabina na parede e sentando-se na cadeira) Pois se aquele miserável, lafranhudo, salafrário, afrescalhado pisar aqui de novo, pegue dois ou três dos graúdos que trabalham na lida e mande dar uma coça nele, prá ele aprender. (cuspindo no chão) Meu nome é João Aparecido de Simonsen Britto e meu pai não me criou prá ser maricas.
L: (arregalando os olhos e falando baixo) Coronel... ele chamou o senhor de maricas?
J: (aos berros) Ele não é maluco!!! Ninguém me chama de maricas e sai vivo prá contar história!!! (acalmando-se) Ele sim é um maricas... ele sim é maricas. (aos berros) E nas minhas terras eu não permito pederastia!!!
L: (escondendo-se atrás de uma pilastra) Desculpe perguntar, Coronel: o que o moço da capital fez que deixou o senhor assim, nervoso?
J: (respirando fundo) Bom... você sabia que o rapaz da capital vinha prá cá ver os porcos, até porque eu mandei que você tirasse os porcos do chiqueiro e os colocasse os no cercado próximo ao pasto, limpos. (acendendo um charuto) Afinal, os meus porcos são selecionados, todos de boa matriz e todos vencedores de feira de criadores. (levantando-se da poltrona) Um deles chegou a ganhar uma fita azul nos Estados Unidos, naquela feira no Texas!!! (sorrindo de orgulho) Aqueles porcos são fabulosos...
L: (enxugando o canto do olho) Eles são bonitos mesmo, Coronel. Eu mesmo os trato com gosto de vê-los, tão rosados, tão gordos. São porcos campões, Coronel!
J: (sorriso bobo) É, meu caro Lelo. São mesmo porcos campeões. Não podem ser vendidos prá qualquer matuto... foi por isso que eu escolhi aquele... traste da cidade grande prá comprar meus porcos. Ele também cria porcos em uma fazenda lá pro Sul. Parece que vive na cidade por causa de uns outros negócios da família. (tragando e soltando a fumaça) Coisa de advogado, acredito eu. Apesar de ser um traste imprestável, ele tem uma boa criação: bons porcos, a fazenda é toda moderna (arregalando os olhos), tudo feito por computador.
L: (boquiaberto) Nossa, Coronel! Deve ser um sonho de fazenda!
J: (tragando e soprando a fumaça) Pois é... é uma fazenda bonita. Então eu pensei comigo: “eu preciso de um pouco mais de dinheiro prá comprar maquinário e o almofadinha quer comprar meus porcos”. Eles gostariam de ir prá lá.
L: (levantando a sobrancelha) E por que não vendeu, Coronel?
J: (visivelmente zangado) Eu ia vender. Mas, como mandam as boas maneiras, eu fiz sala pro moço da capital. Servi comida, servi bebida. (olhando para Lelo) É a gente sabe como é um homem no momento que ele bebe. (tragando e soltando a fumaça) E como ele bebeu. Até achei coisa boa que ele tivesse bebido demais, (sorriso malicioso) pois ele poderia comprar os porcos por um preço mais alto. O que eu sei é que ele falava uns troços estranhos... eu não sou um homem estudado, mas eu não sou burro: eu sei quando um homem enrola a língua por causa da bebida. (rindo) Ele falava uns troços esquisitos: “datavênia”, “abeasdata”, "aliaiaquitaeste", umas palavras que gente que bebe muito inventa.
L: (colocando o chapéu na frente da boca e rindo) Aposto que deve ter sido engraçado, Coronel.
J: (sorrindo) Pois é. Depois de dar a comida e a bebida, eu o levei até o cercado, prá que ele olhasse os porcos. Chegamos até a cerca e comecei a mostrar um por um, contando os méritos de cada um. (coçando a barba) E você sabe como é Lelo: o que entra tem que sair e eu tinha bebido um pouco demais, também. Então lhe disse que olhasse os porcos enquanto eu ia tirar água do joelho em uma moita próxima. Então fui prá trás da moita e comecei a urinar. Então eu perguntei ao moço: “e então? Gosta do que vê?”. (visivelmente zangado) Sabe o que aquele traste me disse? Sabe o que ele me disse, Lelo?
L: (morrendo de curiosidade) Não, Coronel. O que ele disse?
J: (levantando-se e agitando os braços) Ele teve a pachorra de dizer “Adorei o que vi. O senhor tem uma bela vara, Coronel”. Oras, eu me espantei e perguntei o que ele queria dizer com aquilo e o safado me respondeu “a sua vara é a maior vara que eu já vi. Eu faria de tudo prá tê-la! Eu sou estudioso e, antes de tudo, um amante das varas e confesso que a sua vara me deixou encantado. Coronel João Britto: eu desejo a sua vara! Eu a quero agora!”. (aos berros) Então eu mandei aquele safado, sem mãe, bexiguento, miserável, calça frouxa, gazeludo sair das minhas terras! E ele ainda quis saber o porquê! Então eu meti a mão na cintura e puxei o revolver e dei um monte de tiros pro alto e ele saiu correndo, todo borrado. (virando-se na direção de Lelo) Eu sou um homem moderno e respeito todo mundo, mas dar em cima de mim, João Aparecido de Simonsen Britto, na cara de pau? Mando bala mesmo! Estou errado???
L: (fazendo o sinal da cruz) Claro que não, Coronel.

Cai o pano.


Posso com isso?


Mamãe

Feliz Aniversário! Corpinho de 18 apesar dos... err... 33 anos.


Boa tarde!

Como posso ter ressaca se não bebi ontem? Vixi... agora é que nem conta de telefone? Tem remanejamento?


Falhas no ICQ expõem PC

Leiam que é o lance é sério.


Elementar, meu caro Watson

Esclarecido o mistério: o leitor de nº 4.000 foi o Marcelo Faria, que tem 10 dias prá passar aqui e receber seu kit AJE e sua pizza de jiló com chantilly. Parabéns, Marcelo.

Bom, moças... vocês ainda podem me levar prá jantar. É só mandar o convite por e-mail.


6.5.03

Momentos de tensão!

Falta pouco! Quem será o visitante nº 4.000? Será que ele vai querer orégano ma pizza de jiló com chantilly? Será que ela vai pedir Möet & Chandon no restaurante chique? Mistéééééério...


Cinqüentão incomoda vizinhos por pedalar de tanga

Eu li a matéria e vi a foto: se pedalasse na minha rua, eu tacava pedra.


Cobrança

- Boa tarde. Aqui é a casa da sra. Zaida?
- Tarde... eu sou Zaida. O que o senhor deseja?
- Bom, dona Zaida... meu nome é Apolônio. Eu era amigo do falecido Leodegário. Vim prestar minhas condolências à senhora.
- Obrigado, seu Apolônio. Ah, que saudades tenho do meu Leodegário... parece que foi ontem que ele se foi...
- Err... dona Zaida, ele se foi ontem mesmo...
- É verdade, é verdade... mas o senhor entendeu o que eu quis dizer.
- Entendi sim, senhora. Bem, eu também tenho saudades dele...
- Vocês eram muito amigos, não?
- Muito, dona Zaida. Éramos unha e carne! Éramos tão amigos que quando um não tinha dinheiro, o outro pagava a despesa.
- Realmente isso é amizade, seu Apolônio. Desprendimento financeiro.
- Pois é, dona Zaida. Mas infelizmente o Leodegário ficou me devendo um dinheiro alto...
- E o senhor veio aqui cobrar, suponho.
- Pois é... eu sei que é muito cedo, mas eu estou muito apertado, sabe como estão os dias de hoje, dona Zaida.
- Sim, eu sei. Bem, quanto era essa grana alta?
- Eram R$ 2.000,00.
- Sei. Bom como vocês eram muito amigos... só um minuto, que eu vou buscar minha caneta...
- Se não for incômodo, eu gostaria que fosse ao portador.
- Desculpe, seu Apolônio. O que o senhor deseja que seja ao portador?
- O cheque.
- Que cheque, seu Apolônio?
- Ué... a senhora não vai me dar um cheque, dona Zaida?
- Claro que não. Eu vou pegar a minha caneta e anotar pro senhor o endereço do cemitério. Já que vocês eram tão amigos, vocês que se entendam...


Árvore

Na minha rua há uma praça e nessa praça há uma árvore. Na verdade existem muitas árvores na pequena praça, a maioria amendoeiras, mas a árvore do meio da praça sempre foi especial. Ninguém nunca soube que tipo de árvore era aquela, grandiosa e dona de muitos galhos, tão altos que pareciam tocar o sol. As crianças subiam por seu tronco, os adultos protegiam-se da chuva sob seu abrigo, os amantes juravam seu amor em sua casca. E ainda hoje a árvore está lá, mas não vejo crianças penduradas ou adultos abrigados ou amantes imortalizando o amor. Existe apenas uma árvore solitária no meio da praça.

Um dia, espero, hei de ter filhos. E eu quero levá-los prá brincar na praça e ensiná-los a subir na árvore e brincar em seus grandes galhos nodosos, a crescer protegendo-se da chuva sob sua copa e a imortalizar o amor em seu tronco e a nunca deixar que aquela árvore seja apenas uma árvore desconhecida no meio da praça, entre as amendoeiras.


Ratos



Calma, Sandro... é só um desenho. Hahahahaha.


5.5.03

4.000

É... estamos chegando ao 4.000° visitante. Geralmente costumo premiar esses leitores especiais com o kit AJE, composto por:

- Uma lata de Marrom Glacê;
- Um LP Pirlimpimpim;
- A mesma coisa que Luzia ganhou atrás da horta.

Pois bem: o visitante de número vai ser o feliz ganhador dos itens supracitados e, de bônus, vai ganhar uma pizza (tamanho família) de jiló cozido com chantilly. Claro que se a pessoa que vencer for do sexo feminino, eu premiarei a vencedora com a honra de me pagar um jantar romântico em um restaurante chique. E ainda pode concorrer a uma noite maravilhosa de sexo sem regras, tudo no maior respeito, claro.

Boa sorte a todos.


Enfim!!!

Contos Inacabados! Enfim, o último.


Olha o SPAM aí geeeeeente...

Olha só que beleza:

Fusca 67

Completamente original

Somente para quem é Apaixonado por RARIDADES !!!



Categoria: Raridade ( placas pretas )
Marca: Volkswagen
Modelo: Fusca 1.300
Rádio: Motorádio Original
Bancos: Originais / Pretos
Direção: Original Branca
Combustível: Gasolina
Tipo: RARIDADE
Portas: 2
Segundo dono: IMPECÁVEL
Quilometragem: 80.000 a 90.000 Km.
Cor Exterior: Verde Claro
Cor Interior: Verde / Teto Bege
Motor: 1.300 Original
Voltagem: 12 Volts Original
Contém: Manual Proprietário, Cópias Chaves Reserva e Nota Fiscal


***

Se você possui R$8.000,00 e for doido de dar uma grana dessas em um Fusca, clique aqui.


Bom dia

Ah, nada como a nossa cama.


Pequenos cachorros, grandes aborrecimentos

Estávamos em 3 carros. Fomos à casa de uma moça, antes de pegar a estrada, prá conduzí-la até uma casa próxima de onde íamos ficar. Chegando na porta do prédio, eis que a moça desce com suas malas, cuias e um cão. Não me perguntem a raça, pois eu não sou criador. Era um daqueles cachorros pequenos e orelhudos. Bem, eu tenho uma teoria: quanto menor é o cachorro, mais irritante é o seu latido. E não deu outra: a criatura começou a latir e os meus ouvidos começaram a doer. Graças ao Cara ela viajou no outro carro... eu ia detestar zunir o cão pela janela (Dostoievski me deu idéias).

No meio do caminho, fiquei pensando nos pequenos cães e quão irritantes eles são. Então decidi que, no dia que eu for o imperador do universo, vou ordenar que todos os cães pequenos sejam enviados prás fábricas de salsicha e as pessoas que chamarem cães de pequeno porte de “fofuchito”, “meu auauzinho” e “ah, bebê canino da mamãe” vão junto. As pessoas que fazem seus cachorrinhos usarem roupinhas e lacinhos? Guilhotina!!!


4.5.03

Enfim, casa

Sim, eu arrumei a mochila e meti o pé na estrada: fim de semana com alguns amigos e muitos quilos de picanha prá comer e muitos litros de cerveja prá beber. Violão, baralho, bate-papo: coisas que você poderia fazer em casa, mas resolve fazer bem longe dos celulares, buzinas, síndicos, balas perdidas e parentes aporrinhadores . Sol de manhã, tremer de frio sob o cobertor de noite: tem coisa melhor? Só mulheres seminuas correndo em volta da piscina, mas aí eu nunca mais voltava prá casa.


2.5.03

É isso aí



* Retirado do falecido Cocô de Lhama.


Quem???

Eu confesso: sou um péssimo com nomes e fisionomias. Claro que, prá compensar essa deficiência, criei planos de fuga. Chamar as pessoas de patrão, mestre, lindinha, paixão, funciona muito bem, graças ao Cara. Ainda bem: eu sempre encontro pessoas que me conhecem e eu nunca lembro dessas pessoas.

Agora de manhã eu tive o maior papo surreal por telefone: alguém ligou pro meu celular e eu, acabando de acordar, atendi que nem um zumbi. Fiquei uns 20 minutos em um papo com uma pessoa que eu não faço a menor idéia de quem seja (nem o número eu conheço), mas que me convidou prá uma festa onde teria um monte de cerveja e muita mulher. Bom, má pessoa não pode ser. Hahaha.


1.5.03

Manchete da ex-Rede Manchete

Misses fazem novas denúncias e põe em cheque o MISS BRASIL 2003

Eu queria saber se esse cheque foi nominal ou ao portador. Por isso que a TV brasileira não vai prá frente.


Siniiiiiiiiiiistro

Agora eu fiquei com medo. Olha o que veio no meu horóscopo:

Exames de rotina são necessários e você anda fugindo deles faz tempo. Não adie mais o que pode lhe custar menos preocupação no futuro.

Onde estão as câmeras? Onde estão as malditas câmeras?


Coincidência

Enfim, 1º de maio. Nove anos atrás o Sena faleceu e o meu bolso nunca viu tanto dinheiro. Explico:

Estava eu não Av. Presidente Vargas, era um domingo. Podem olhar no calendário: era domingo sim, bobos. Estava eu sentado na calçada, participando de um concurso de pintura promovido pela Parques & Jardins. Na época, nem ligava prá grana: o lance era a arte. Estava eu sentado na calçada, aquarelando minha reprodução da igreja da Candelária, quando um carro veio em velocidade e se acabou em um poste. Larguei na hora a prancheta e corri prá socorrer a moça, que havia arrebentado o vidro com a testa e fazia a buzina soar com o tronco, desmaiada. Abri a porta do carro e a moça cheirava como um alambique mineiro. Chegou o socorro e levaram a moça e um dos seguranças estava com o rádio ligado e comentou que o Sena também havia batido. Voltei para a prancheta, terminei minha aquarela e, quando de 12h, entreguei o trabalho à banca julgadora. Ganhei um troféu que hoje está em cima da TV e um cheque de uma quantia que hoje seria algo em torno de R$500,00.

Voltei prá casa e abri o jornal: o Sena bateu na hora exata que a moça se enfiou no poste. Coincidência sinistra, não?


Pueril, pueril

Crianças: ser, ter ou fazer? O que é melhor?