|
Tenham todos um feliz 2003
Que todos vocês tenham Ano Novo maravilhoso, repleto de maravilhas e conquistas, de realizações de sonhos e desejos. Que a felicidade invada suas casas e as casas de seus amigos e parentes. E até a casa de seus inimigos e desafetos, pois todos merecem a felicidade. Aos que não sabem, Alea Jacta Est significa a sorte está lançada, e espero que em 2003 a sorte esteja do nosso lado. Muita paz, muita saúde, muito amor, muito sucesso e que 2003 seja 100% prá todos vocês.
Feliz Ano Novo!
Márcio Silva.
Causos Picantes
A Editora AJE tem o prazer de trazer a vocês a série Causos Picantes, onde Márcio Silva narra suas histórias de alcova. Hoje narramos causo o d’ O par de Damas. Boa leitura.
Acordei com um raio de sol que se aproveitou da fresta nas cortinas prá beijar meu rosto. Mesmo que eu quisesse, não poderia me levantar: Renata dormia com a cabeça apoiada no meu ombro e o braço jogado por sobre meu tórax. Eu não tinha a menor pressa de sair da cama pois, apesar do sol, a temperatura em Itaipava estava ótima, aquele friozinho que nos deixa preguiçosos sob as cobertas. Fiquei curtindo aquele despertar gostoso, embriagado pela beleza dourada da pele de Renata sob a luz do sol. Beijei levemente sua testa.
- Prá mim também está sendo ótimo – disse Renata, sem abrir os olhos.
- É porque você ainda não me viu despenteado e remelento – brinquei com ela.
- É verdade. Mas o mau-hálito eu já senti – ela disse, beijando minha boca.
Ficamos enrolando na cama durante um bom tempo, abraçados, influenciados pelo frio e pela preguiça. Uma noite já tinha passado, ainda havia mais 5 prá aproveitar: uma semana no sítio de um amigo meu, curtindo o frio da serra muito bem acompanhado, esperando o Ano Novo chegar. Era tudo que eu queria e mais um pouco, afinal uma semana longe do stress do lar, com mais alguns amigos, com um quarto só prá mim e uma louraça como a Renata dividindo os aposentos não é algo que o Cara me deixa viver sempre. Fomos tomar café com os outros e o dia passou agradabilíssimo: futebol, churrasco, sinuca, violão, muito beijo na boca. Todo mundo, inclusive os solteiros estavam se divertindo. Sim, solteiros: na viagem foram 3 casais, sendo um amigo nosso e mais duas primas da Renata acabaram indo conosco na última hora. Já de madrugada, todos começaram a ficar com sono. Na sala apenas eu e Renata e os outros rapazes, as moças já tinham ido dormir. Jogávamos poker, eu e os rapazes, enquanto Renata assistia sentada ao meu lado.
- Pago seus 15 e subo mais 5 – disse eu.
- Hmmm... ok. Pago seus 5 e subo mais 5 – disse Pedro, o único que tinha ficado na rodada.
- Bem eu...
Nesse momento Gisele, a prima mais velha de Renata havia passado do quarto para a cozinha, usando um pijaminha que parecia ter sido desenhado e costurado pelo Capeta em pessoa, de tão ousada que era a veste. Congelamos todos, eu mais ainda com medo que Renata tivesse percebido a olhada que eu tinha dado na priminha dela.
- Eu pago prá ver – eu disse, saindo do transe.
- Pois bem, vou mostrar o jogo. Eu tenho dois pares: um de ases e outro de valetes. E você? – disse Pedro.
- Eu também tenho dois pares – disse, abaixando o jogo. Um de ases e um de damas.
- Puta que pariu! – Pedro irritou-se. Perder apertado assim é dose.
- Com duas damas na mão ninguém perde, Pedroca. Bom, vou dormir – disse, levantando-me.
Dei um beijo na testa de Renata e fui por quarto. Alguns minutos depois ela deitou-se do meu lado e me abraçando.
- Que bom seria se todo dia fosse como hoje – disse olhando em seus olhos.
- Hmmm... pode esperar que as coisas vão melhorar – ela me disse, sorrindo. Boa noite, paixão.
Quando acordei, fiquei pensando o que havia de errado comigo: eu estava num quarto só meu, com uma cama enorme, com uma mulher maravilhosa dormindo comigo e só conseguia pensar na prima dela naquele pijama. Por duas vezes levantei no meio da noite prá tomar banho frio. E acreditem: não era um dia muito quente.
Por volta de duas da tarde, estava eu na borda da piscina quando Pedro pediu um dinheiro prá interar na cerveja, que estava acabando. Saí da água e fui buscar minha carteira, quando ouvi Renata dizendo que queria ir à cidade comprar algumas coisas pro Reveillón e que a gente comprava a cerveja. Muito a contragosto, aceitei o fato de ter sido escalado como voluntário (quem me conhece sabe que odeio ir ao mercado), tomei um banho e entrei no carro. Renata sentou-se ao volante e buzinou duas vezes.
- Rumbora, Gisele! Você quer ou não comprar os sapatos?
Acho que naquele ano o Capeta ganhou o prêmio de melhor estilista, pois o vestidinho que ela estava usando só podia ser da mesma coleção que a roupa de dormir: deliciante, como diria Jorge Benjor. Comecei a entrar em pânico dentro do carro pois alguma hora ela ia perceber que eu ia olhar prá prima dela. Gisele entrou no carro, comecei a pensar em coisas broxantes como os discos do Roberto Leal ou o programa da Hebe e seguimos prá cidade, atrás da cerveja e dos sapatos da Gisele. Foram os 30 minutos mais desconfortáveis da minha vida, tirando o exame médico do quartel. As duas conversavam animadamente sobre roupas e sapatos e como ficariam lindas em seus vestidinhos brancos e eu me torcendo no banco do carona com a bolsa da Renata no colo. Estacionamos o carro e fomos direto à sapataria, onde Gisele (como toda boa mulher) revirou a loja toda até encontrar alguma coisa que a agradasse: o primeiro sapato que o vendedor mostrou. Normalmente eu normalmente ficaria muito puto de ficar 40 minutos em uma loja esperando alguém achar algo de seu agrado, mas como ficar zangado com alguém com um par de pernas tão lindas? Se eu fosse podólatra, com certeza ia ser num passeio no Tívolli Parque. Renata comprou mais algumas coisas na loja e fomos ao mercado. Vapt-vupt, cervejas no carro, vamos voltar pro sítio e botar as garrafas prá gelar. Pegamos a estrada, vazia, tranqüila. No meio do caminho havia um pequeno restaurante onde lia-se na placa “Frios variados”.
- Márcio, o que você acha de pararmos aqui, rapidinho, prá comprar alguma coisa prá comer com essa cerveja? – perguntou Renata.
- Por mim tudo bem –respondi. Algum problema, Gisele? –perguntei.
- Bom, só topo se vocês toparem tomar um choppinho antes de ir – disse ela, rindo.
Já que ninguém tinha objeções, paramos e compramos alguns queijos e lingüiças e sentamos em uma mesa e pedimos um chopp prá cada um. Ficamos numa conversa animada, falando besteira atrás de besteira e bebendo chopp atrás de chopp. Depois de algumas canecas, resolvemos colocar as compras na mala e ir embora prá casa.
- Vou ao banheiro – disse Renata. Vai colocando as bolsas no carro que eu já volto.
Peguei a chave do carro e abri a mala, colocando as bolsas junto com os engradados de cerveja.
- Homem não sabe mesmo fazer arrumação – disse Gisele, entrando na minha frente e rearranjando as coisas na mala do carro.
- Putz! E eu que achei que sendo criando com avó ia ter um lado feminino desenvolvido –brinquei com ela.
- Não sabia desse seu lado mulher – disse Gisele, rindo.
- Não conta prá ninguém mas eu sou lésbico – repondi, rindo.
Mal acabei de fazer a piadinha e ele me puxou pelo colarinho e me beijou, num beijo acelerado, afoito: um beijo de quem tem pressa de beijar, de sentir o outro corpo junto ao seu, de explorar cada milímetro da outra pessoa o mais rápido possível. Eu queria empurrar Gisele, pois sabia que Renata logo ia voltar pro carro e que ela ia arrancar o meu couro por me ver atracado com a prima dela, mas cadê força prá isso? Quanto mais eu queria repelir, mais eu a trazia prá perto de mim, mas eu a apertava contra o meu corpo. Com muito esforço consegui pensar com a cabeça certa e afastei Gisele.
- Pára, pára. Isso não está certo. Eu sou namorado da sua prima, gosto dela e acho que ela não merece isso. Vamos parar por aqui, por favor – eu disse, suando.
- Mas... mas... mas... – balbuciou Gisele.
- Por favor, Gisele. Entra no carro e não fala nada – disse, abrindo a porta do carro.
Mal entramos no carro, Renata saiu do banheiro. Acendi um cigarro, tremendo de nervosismo.
- Demorei muito? – perguntou Renata, ajeitando o banco.
- Nada amor. Você não demorou nada – respondi, sorrindo amarelo.
- Se você tivesse demorado mais um pouco a gente tinha trepado na mala do carro – Gisele disparou.
Entrei em pânico. Era tudo que aquela garota não podia ter dito: a verdade. Olhei prá cara dela pelo retrovisor e ela, sorria maliciosamente. Maldita. Eu precisava de alguma saída, alguma solução. Pensa, Márcio; pensa, Márcio; fala alguma coisa, faz alguma coisa, diz alguma besteira e rápido, Márcio.
Comecei a rir. Rir sem parar. Rir como se fosse a piada mais engraçada do mundo. Logo Renata começou a rir e Gisele começou a rir em seguida. Virou uma grande piada, tudo se transformou em uma anedota. Meu pescoço estava salvo!
- Pois é amor –eu disse, rindo – a gente estava quase trepando, mas você chegou e a gente parou.
- É uma pena –disse Renata. Faz um tempão que eu não faço sexo a três – Renata disse, estalando os dedos.
Ficamos rindo como três bobos até o portão do sítio. Estacionamos o carro, descarregamos as compras e colocamos a cerveja prá gelar. Agora era dormir um pouco e esperar a hora da Virada. Capotei na cama, tentando tirar da minha cabeça os lábios de Gisele, os lábios macios e vermelhos de Gisele. Renata deitou-se do meu lado e ficamos abraçados até a hora de nos arrumarmos prá festa de Reveillón. Na minha cabeça o conflito: o que sinto em meu peito por Renata versus o que eu sinto em minha calça por Gisele. Decidi não pensar em mais nada: apenas curtir o momento. Está feito.
Às 23h estávamos todos de branco, aproveitando os últimos momentos do Ano Velho no salão de jogos do sítio. Eu jogava uma partida de bilhar com os rapazes enquanto as meninas conversavam perto do bar. Eu achava legal estarmos reunidos assim, descansados da pressão do Rio de Janeiro, do trabalho. Larguei o taco e fui na direção de Renata, peguei-a pela mão e fui com ela até a beira da piscina. A noite estava clara, a luz estav linda. Parecia que o firmamento se enfeitava prá saudar o Ano Novo, com suas estrelas piscando no manto negro do céu.
- Eu estou adorando passar esse tempo com você, Renata – falei, segurando suas mãos. Só nós dois, está tão bom. Sem minha família ou a sua aporrinhando, sem trabalho, sem faculdade, sem nada prá atrapalhar. A gente devia fazer isso mais vezes. Só eu e você – disse sorrindo.
- Claro, meu amor. Só nós dois – Renata disse, me beijando.
Nessa hora, Pedro chegou dizendo que faltavam 5 minutos prá hora da Virada e prá que fossemos nos juntar aos outros. Chegamos e recebemos as taças prá brindar a chegada do Ano Novo.
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. Feliz Ano Novo!!!
Brindes, fogos, votos de felicidades, beijos e abraços. Falei com todos, abracei todos, dei um beijão em Renata e fui falar com Gisele. Abracei-a e desejei que ela tivesse um feliz Ano Novo.
- Olha, Gisele – sussurrei em seu ouvido – aquele beijo foi ótimo. Mas eu gosto da sua prima. Espero que você entenda.
- Tudo bem, Márcio. Não esquenta com nada! – disse ela, beijando minha bochecha.
Tudo resolvido, tudo acertado? Vamos beber, que o que a gente faz melhor. E bebemos até dizer chega. Todo mundo prá lá de Bagdá, Teerã, da Lua, do Sol. Foram caindo aos poucos, recolhendo-se a seus aposentos, com o passar da madrugada. Resolvi me juntar ao Bloco dos Sonolentos e desfilar na minha cama. Fechei as cortinas, tomei um banho e caí na cama. Alguns minutos depois a porta abriu-se e fechou. Senti uma mão arranhando meu peito e lábios beijando meu pescoço. Estava o paraíso, estava melhor que final de noval das 7. Eis que enquanto eu me deliciava com os lábios que me beijavam o pescoço, outros lábios começaram a beijar minha barriga. “Quantos lábios essa mulher tem?” pensei comigo. Acordei assustado e dei de cara com Renata e Gisele, nuas, debruçadas sobre mim, rindo e me olhando. Levantei, cobrindo-me com o lençol.
- Mas, Renata... e Gisele... o que tá... – balbuciei.
- Psiu, não fale nada – disse Renata, selando meus lábios com seu dedo indicador.
- Eu não disse prá você não esquentar com nada? – disse Gisele, beijando-me nos lábios.
- Agora deita e relaxa – disse Renata, beijando a boca de Gisele e depois beijando a minha.
***
- Pago seus 12 e subo mais 8 – disse eu.
- Hmmm... ok. Pago seus 8 e subo mais 10 – disse Pedro, o único que tinha ficado na rodada.
- Eu pago prá ver – eu disse.
- Pois bem, vou mostrar o jogo. Eu tenho uma sequência de ás a dez. E você? – disse Pedro.
- Eu tenho um full house – disse, abaixando o jogo. Uma trinca de setes e um par de damas.
- Puta que pariu! – Pedro irritou-se. Não dá! Você não perde.
- Eu já disse que com duas damas na mão ninguém perde, Pedroca. Nunca!
Movies
Ontem fui ao cinema e vi As Duas Torres. Puta que pariu é só o que eu digo.
Retrospectiva 2002
Definitivamente, 2002 não foi um ano ruim: foi um ano que podia ter sido melhor. Eu, pelo menos, não tenho do que reclamar sobre este ano que está nos deixando. Em 2002 eu arrumei o meu primeiro emprego, compus boas músicas e até conheci algumas meninas legais. Mas podia ser melhor: eu podia ter ganhado um salário melhor, eu podia ter ganho algum dinheiro com as músicas que compus, eu podia ter mais experiências com as moças prá contar nos Causos Picantes.
Deixando as brincadeiras de lado, foi um ano onde quase tudo foi bem. Viajei, conheci lugares novos, conheci pessoas novas, conheci pessoas legais, reencontrei velhos amigos. O profissional foi meio fraco, mas foi prazeiroso: não se ganhava muito na loja, mas eu me divertia todo santo dia lá; e nos palcos, apesar de poucas apresentações, consegui arrancar bons aplausos de quem estava na platéia. Sem muita grana, mas muito feeling: o que realmente importa.
O Lula chegou lá, o Brasil foi Penta, o Fluminense ganhou o Estadual e ficou nas cabeças do Brasileirão. Meus amigos se formaram e alguns conseguiram bons empregos, minha irmã está fazendo pós-graduação, meu avô renovou a carteira de motorista (aos 87 anos), meus amigos arrumaram namoradas: um está noivo, um já é pai, um já é avô. Voltei a conversar um pouco mais com o Cara e acho que ele está me ouvindo um pouco mais. E o Alea Jacta Est fez um ano. Quem sabe este blog tenha algum conteúdo em 2003?
Em resumo: em 2002, quase tudo foi bom. Agora é esperar 2003 e rezar pro Cara caprichar e mandar um ano excelente prá todo mundo, com mais felicidades, mais realizações, mais amor. E que assim seja.
29.12.02
Narcóticos Anônimos
Algumas pessoas vão estranhar o link que eu coloquei prá página dos Narcóticos Anônimos. Não, não sou membro do NA, antes que alguém pergunte. Já fiz uso de algumas coisas leves e graças ao Cara, não fui tragado pelo vício. Mas já tive a oportunidade de tocar em algumas festas do NA e de conhecer muitos de seus membros. Um dos meus amigos é membro de NA e, diferente de muita gente, que se esconde dos rótulos de “drogado” ou “viciado”, não esconde de ninguém sua adicção e que necessita da ajuda da entidade.
Se você tem algum problema com drogas ou conhece alguém que tem problemas com drogas, visite/indique a página do NA e ajude alguém a ser ajudado.
Pô, Cara!
Falar com ela ouvindo Um Dia, Um Adeus é uma sacanagem de grosso calibre. Tô anotando, tô anotando meu caderninho.
Putz!
E você? É bola de que? por Testelândia
Eu me declaro culpado, meritíssimo.
Cuco
Você é louco? por Alito
Mamãe sempre me disse que eu ia longe...
Mortis
Fim do ano, fim do dinheiro, fim da saúde. Fiquei de cama no Natal e não consigo dormir direito desde então. Parece que meu organismo resolve dar pane exatamente quando estou no bom do sono, lá prás 4h da matina. Ontem, por exemplo: não bebi, não fumei, fui dormir cedo. A garganta tinha dado uma trégua em nossa batalha travada e, como já conseguia comer melhor e até sentir o gosto dos alimentos, peguei um pedaço de pizza prá jantar. Às 4h em ponto eu percebi que o frango levantou-se do catupiry e resolveu passear pelo meu estômago. Não preciso dizer a madrugada maravilhosa que eu passei, não? E anteontem, que minha garganta resolveu barrar o ar na entrada da festa? Acreditem: acordar sufocando não é muito agradável.
O importante é que amanhã, na merda ou não, eu vou ao cinema assistir As Duas Torres. Se eu não morrer de madrugada, claro. Ah, feliz 2003 prá todo mundo.
Gatilhos
Blog de pobre é isso aí: dá problema nos comentários, a gente faz um gatilho; dá problema nos arquivos, a gente coloca um arame e resolve. Será que um dia eu vou conseguir viver sem plastique?
Mick Jagger foge do título de sir
Talvez, pelo passado que ele e David Bowie compartilharam, ele prefira o título de lady.
28.12.02
Adeus!
Ano novo, servidor de comentários novo. Vamos ver se esse é melhorzinho...
Dor
Quem disse que conheque é bom prá garganta é um grande mentiroso: ontem enchi a cara de Domeq e a minha garganta continua uma merda.
27.12.02
E é isso aí
Que junk food você é? por Testelândia
Aposentadoria
Não sei o motivo de tanto auê pela aposentadoria do comandante da PM, Francisco Braz. Quer testar a audição dele? Basta fazer uso de um clássico da quinta série, a famosa frase pau no cu do surdo. Se ele mandar prender alguém, pode suspender a aposentoria.
Putz
Interessante achar isso enquanto eu ouvia Day Tripper...
Yeah

Uooooooooooooou
Quem está fazendo a sala girar? É você Cataflan?
Sick, sick, sick
Um "bom dia" nunca começa às 3h da manhã.
26.12.02
Jam
E aos 46 do segundo tempo marcaram ensaio. Estava eu sentadão de cueca tocando violão (qualé? A casa é minha e eu toco violão vestindo o que eu quiser) quando o telefone tocou. Corre pro banho, desce a escadaria correndo, abre garagem, pega a guitarra, fecha a garagem, corre prá pegar o ônibus. Chego lá e só estão o batera e o baixista. Well, let’s jam. Até que foi legal, apesar de eu não gostar muito de tocar em trio: algumas coisas de Cream, um pouco de Hendrix, um leve toque de Rush. A última jam do ano tem que ter nível, concordam?
Coisas de astro
Quem você é no sistema solar? por Testelândia
Melhorando
Hoje foi um dia tão agradável: passei o dia todo na companhia do meu mais novo melhor amigo. Assistimos televisão juntos, fuçamos na internet e até trabalhamos bastante na home page da minha banda. Ah, esqueci de apresentá-lo: Cataflan, diz “oi” pro pessoal....
25.12.02
Dia D
Mais um ano se vai, outro ano vem, mais um passo para o dia D. Os homens sabem do que estou falando: o dia maldito, o dia negro, o dia do exame de próstata. A revisão dos 50 anos assusta muitos homens, principalmente os que têm 49 anos de idade. A simples visão de uma luva faz muitos homens suarem frio. Eu, que ainda tenho um prezo de 25 anos prá não me preocupar com isso, tenho medo!
Os números não mentem: 85,45% dos homens temem fazer o exame e 90,99% rezam prá que o laser substitua o dedo em breve. Aliás é enorme o número de homens que tem como pior pesadelo fazer o exame de próstata tendo o ET como proctologista.
Chove chuva
Tá chovendo tanto aqui no Rio que o 322 atropelou um robalo.
Paranóia
Não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar, não posso beber, não posso fumar.
Irritante, não? Agora vocês sabem como eu me sinto.
Beat it
Clique aqui e divirta-se com o Michael Jackson.
Debaixo da árvore de Natal...
Como Papai Noel me adora: dor de garganta e febre, um presentaço. Mal posso esperar pelo meu aniversário. Será que eu ganho uma fratura ou um infarto?
24.12.02
Burro, burro, burro
Eu conheço a moça!!! Putz... Burro, burro, burro.
Ela comprou sofás comigo. Ela disse que era casada com um sueco. Ela disse que ele vinha pro Natal.
Burro.
Do you speak brasileiro?
Estou eu sentando no bar com um amigo que não vejo desde mil-novecentos-e-vovó-mocinha, não têm nem 10 minutos. Um bate-papo legal de gente que não se vê tem tempo pacas e me vem um taxista perguntando se alguém fala inglês. Humildemente levantei e fui atender ao taxista. Quando chego perto do táxi dou de cara com um sueco maluco que não falava porra nenhuma de português. Aliás, nada de inglês também.
Passei meia hora num papo mezzo português, mezzo embromation. O gringo tava procurando a namorada dele que foi prostituta e morava num bairro muito bonito que ele não lembrava o nome. Bem, consegui encaminhar o cara no fim das contas.
Viu, Papai Noel? Fui um bom menino! Pode trazer a supermodelo que eu pedi de Natal.
23.12.02
Números
Foram 68 posts escritos neste mês. Será que eu fecho o mês com 100 posts? Façam suas apostas!
Requentando o café
O texto abaixo foi publicado aqui, no ano passado. Achei legal dar uma requentada nele: quem não leu, vai poder ler. Quem já leu... bem, nem ligo. Não reparem na data no começo do texto: eu tava muito ocupado prá requentar esse post no dia 10. Boa leitura.
***
Boas Festas
Segunda-feira, 10 de Dezembro. Faltam 15 dias para o Natal e 21 dias para o Reveillón. A época das Festas é a época de começar a ouvir “nossa, como o ano voou rápido” ou “parece que o Carnaval foi ontem”. É época de ir ao supermercado, enfrentar 2 horas para estacionar o carro, sair na porrada com quatro donas-de-casa para pegar o último peru do mercado, comprar sidra por que a grana não dá prá comprar champagne. É época de sentir o cheiro da rabanada da sua vizinha queimando, ouvir os seus sobrinhos dizendo que vão tacar pedra no primeiro que der de presente roupa e não um videogame, de ouvir seu pai recomendar um vinho tinto que parece Ki-Suko. É época de ir aos Correios, comprar uma porrada de cartões de Boas Festas prá enviar para seus entes queridos. Encarar aquela fila, a atendente chata que fala “Leva o da Unicef”, esperar até a balconista achar os selos. Depois, chegar em casa e escrever os cartões para os seus entes queridos. Depois de escrever um texto diferente para cada um dos 76 destinatários (seus parentes em outros Estados merecem um agrado especial), voltar aos Correios, encarar outra fila para enviar as cartas, para pessoas que não vão te responder nem sequer te ligar. Sacrifício é o que essa época representa. É dar a cara a tapas pelos dos seus semelhantes.
É uma época de paz, onde os homens tentam esquecer suas diferenças e se dar as mãos. Sabe aquele seu vizinho que pegou a sua furadeira têm 6 meses, não devolveu e ainda por cima te acorda todo santo dia às 5h da matina usando-a? Perdoe! Sabe aquela sua tia que bebe demais nas festas, sobe na cadeira e começa a contar daquela vez que pegou você se masturbando no quarto de empregada? Perdoe! Lembra aquela sua namorada que incentivava você a ir jogar e beber com seus amigos e que você pegou na cama com o porteiro do prédio? Perdoe! E o seu ex-marido, que além de ter passado 3 anos desempregado, bebia o dinheiro das contas da casa e no final ainda te enchia de porrada? Perdoe. Perdão é o que essa época representa. É estender a mão, mesmo que enfaixada, a quem já a mordeu.
É época de cercar-se de seus entes queridos, reuni-los no calor de sua casa e compartilhar sua ceia com eles. Seu tio cachaceiro que enxuga todo seu whisky escocês, aquela sua tia que fala na sua cara que o bacalhau que ela faz é muito melhor que o seu (e que levou 2 horas prá ficar pronto), seu sobrinho pentelho que fica se pendurando na árvore de Natal e o irmão dele, que se diverte jogando as bolas de enfeite nas pessoas que passam na rua. Aquela sua prima que adora andar sem calcinha e que te dá bola na frente da sua mulher; seus amigos, que enchem a moringa de vinho e ficam vomitam o seu sofá novo; seu cunhado, que sempre te chama num canto prá te pedir um dinheiro emprestado e a grande estrela da noite: a sua sogra, que fala prá todos os convidados que você não presta, que vai roubar os melhores anos da juventude da filha dela e que quando ela chegar aos 50 anos, cheia de filhos para cuidar, aposta que você vai trocá-la pela sua secretária que é 35 anos mais nova que você. E quando todos vão embora, quase de manhã cedo, e você ainda tem que arrumar a trincheira em que a sua casa se transformou, você sorri e não ver a hora do fim do ano seguinte chegar, prometendo a si mesmo que tudo vai ser melhor. Esperança é o que essa época representa. É puxar o pino da granada e torcer prá que ela não exploda na sua mão.
Boas Festas a todos!
Putz!!!

Que personagem do Seinfeld é você? Trazido a você por Blog do Idiota
Sacanagem... eu queria ser o Kramer.
Eita!
É cada uma: acabei de receber um e-mail de Natal do Síndicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo. Não me lembro de ter sido atleta por lá, ainda mais atualmente...
Time Stand Still
Com 15 anos eu queria uma guitarra
Com 16 anos eu queira tocar como Jimi Hendrix.
Com 17 anos eu queria tocar em uma banda
Com 18 anos eu queria me aprimorar
Com 19 anos eu queria compor boas músicas
Com 20 anos eu queria que meu pais aceitassem minha profissão
Com 21 anos eu queria tocar com gente do meu nível
Com 22 anos eu queria tocar com gente menos estrelinha
Com 23 anos eu queria uma agenda lotada
Com 24 anos eu queria fazer apenas o meu trabalho.
Lua
Coisa linda o luar refletido na água. Hoje está caprichado.
22.12.02
Natureza
Falando em verão, alguém notou que a natureza perdeu um trimestre na faculdade das estações? Eu reparei que as folhas estavam caindo no inverno. A minha rua está linda com os flamboyants florindo em pleno verão. É bagunçamos tanto que atrasamos o cronograma da mãe-natureza. Será que a era glacial que eu tanto queria vai chegar logo?
Verão
Então, eis o verão. Todo mundo pensando no futebol na areia da praia, nas bundinhas de fora e nas pranchas de surf, não? Mas alguém pensa no ônibus lotado de segunda-feira? No ar-condicionado que parou e deixou o escritório um forno? Talvez no terno preto que tem que se usar no centro da cidade, sob o sol do meio-dia? Não? Foi o que eu pensei...
Sunday Boring Sunday
Hoje é domingo e não tem ensaio. Imagino que saco de dia vai ser.
21.12.02
Causos Picantes
A Editora AJE tem o prazer de trazer a vocês a série Causos Picantes, onde Márcio Silva narra suas histórias de alcova. Hoje narramos causo o d’ O pato. Boa leitura.
Como eu espraguejava por estar usando terno em um dia tão quente. Não podia fazer nada: era o casamento de um amigo meu e eu não podia deixar de ir, nevando ou fervendo. A igreja parecia um forno de padaria. Chegava a ser uma tortura usar terno preto naquela noite quente, mas pela felicidade dos amigos a gente faz qualquer sacrifício.
Lá vem a noiva, toda de branco e eu só de olho nas damas de honra. Tinha uma branquinha que estava um espetáculo. Se ela estivesse de branco, ia chamar mais atenção do que a noiva. “Eu vos declaro marido e mulher”, beija logo a noiva que todo mundo quer beber, porra! Enfim pude me livrar da gravata e escondê-la no bolso do paletó. A recepção foi em um salão de festas na Zona Sul, muito bonito. Cumprimentei os noivos e fui me juntar aos outros amigos prá beber e lamentar a perda de mais um jogador no time dos solteiros. Cerveja vai, cerveja vem, o ponteiro do relógio corre. E todo mundo corre prá pista de dança quando tocam as músicas de discoteca dos anos 70. Quase todo mundo: como eu não danço, fico na minha com a minha cerveja, vendo as pessoas caindo na dança. Existe alguma coisa nas músicas disco que mexe com as pessoas. Eu não sei o que é, mas é algo bom: eu me divirto vendo tantos joelhos duros e falta de coordenação.
Eu estava tão concentrado em meus pensamentos devidamente refrescados pela Brahma que cheguei a me assustar com a mão que pousou sobre o meu ombro. Era uma das damas de honra.
- Podia me dar um cigarro? – ela pediu, com um sorriso de derreter iceberg.
- Claro! Pode pegar, dona...?
- Cláudia. E eu não sou dona de nada. – ela disse rindo.
Convidei-a a se sentar e ficamos batendo papo, rindo das pessoas que dançavam. Cláudia além de bonita era muito simpática, conversava fácil e também sabia ouvir. E era solteira! Bem, prá mim não interessa se é solteira ou casada, mas concordam que as coisas ficam mais fáceis sem alguém correndo atrás da gente com um machado? Cerveja vai, cerveja vem, o ponteiro do relógio corre: é hora de ir prá casa.
- Márcio, como você vai prá casa? – Cláudia me perguntou.
- Sei lá. De algum jeito eu vou – sorri prá ela. Devo pegar uma carona com um casal de amigos meus.
- Você quer ir comigo? Meu carro vai vazio e não queria voltar sozinha pela Linha Vermelha.
E alguém acha que eu ia dizer não? Entrei no carro e saímos. Andamos pouco mais de trezentos metro e ela disse:
- Parece mentira, mas eu estou com fome. Você topa parar em algum lugar prá comer alguma coisa?
- Claro que topo – disse já cheio de décimas terceiras intenções. Conheço um barzinho aqui perto que fecha tarde. Se quiser a gente dá um pulo lá e come alguma coisa. Faz a volta.
Fomos em direção ao bar, mas quando ela foi abrir a porta do carro e eu segurei seu rosto e a beijei.
- Pensei que você não ia fazer isso – disse ela, sorrindo.
- Eu costumo deixar pro final, mas hoje resolvi quebrar o protocolo – respondi, emendando outro beijo.
Fomos ao bar, comemos alguma coisa e voltamos pro carro. Tudo maravilha: beijos, carícias, afagos. Aí veio a pergunta:
- Hmmm, que você me diz da gente fazer uma outra parada?
Tudo que eu não queria ouvir. Apesar de Cláudia ser um espetáculo, eu não tinha um tostão furado na carteira. O melhor era falar logo: conversei com ela, disse que adoraria, mas que eu não tinha um centavo sequer na carteira, mas que qualquer outro dia a gente poderia sair e, quem sabe, curtir a dois. Prá minha surpresa, Cláudia sugeriu que fossemos a algum lugar escuro. Bem, já que ela insiste, vamos. Paramos o carro em um parque e prá não dar bandeira, descemos do carro e adentramos no parque, pois o local era escuro, mas tinha muito PM rondando por ali. Andamos por um caminho de pedras que conduzia a um lago cercado de árvores. Deserto, romântico e grátis: melhor que isso só ganhar na Loto. Encostamo-nos em uma árvore e o juíz apitou o início da partida. Vamos daqui, vamos que vamos, roda prá lá, vira prá cá, assim tá bom, assim tá melhor, assim tá melhor ainda, assim tá me dando aflição, o time jogando bem, entrosado, tinindo. De repente ela me disse:
- Pára, Márcio. Eu não consigo desse jeito.
- O quê? O que que tá rolando? Por que parou? Parou por quê? – perguntei desesperado.
- Eu não consigo continuar com ele me olhando – disse Cláudia, apontando em direção à margem do lago, onde um pato nos observava.
- Ah, Claudinha... deixa ele aí. O coitado não está fazendo nada... vem cá, vem...
- Ah, Márcio... com esse voyeur emplumado me encarando não dá prá continuar.
Olhei pro pato com os olhos em brasa. Maldita ave, tomei ódio do pato. Pensei comigo: tenho que dar um jeito de tirá-lo daqui. Então abaixei, peguei uma pedra e joguei na direção dele, prá espantá-lo. Funcionou: ele bateu asas pro outro lado do lago. Livres do pato, voltamos ao que realmente interessava. Vem de cá, vem de lá, vamos que vamos, que bom, que ótimo, que maravilha, que beleza, em Fevereiro tem carnaval, eu tenho um Fusca e um violão, sou Fluminense e tenho uma nega chamada Tereza, Jesus seja louvado.
- Márcio, pára. Pára, pára, pára tudo.
- Você não quer dizer “não pára”, Claudinha?
- Não, eu quero que você pare mesmo. Desse jeito não dá. Olha ali.
Lá estava o pato de novo, no mesmo lugar, nos observando. Quando eu abaixei prá pegar outra pedra ele correu prá atrás de uma moita. Quando eu pensei que o lance estava encerrado e me voltei prá Cláudia ela me deu dois tapinhas no ombro e apenas apontou na direção da moita. Quando eu olhei prá lá, lá estava o pato. Observando. E com mais dois amigos. Sabe quando você vê uma mulher tomando banho e convida seus amigos prá assistir? Foi bem assim que eu me senti. Catei um monte de pedras e taquei na direção dos patos, que foram em direção da moita. Mas eu já estava vacinado: quando eles aparecessem eu ia mandar pedra neles. Não deu outra: a moita começou a se mexer e eu preparei a pedra. E a moita mexeu de novo, eu fiz mira pensando em explodir um daqueles voyeurs na base da pedrada. Quando mexeu a terceira vez eu soltei o braço. A pedra era das grandes e subiu rodopiando, caindo por cima bem no meio da moita. Escutei o barulho surdo da pedra acertando o alvo. Corri prá ver e prá minha surpresa, eu não aceitei um pato: acertei um PM, que caiu desacordado ao lado da pedra e da moita.
- E aí, acertou o pato? – perguntou Cláudia.
- O pior é que não. Mas vamos embora correndo antes que a gente pague o pato.
Não sei se alguém concorda...
... mas eu acho que ligar a TV sábado e domingo devia ser proibido por lei.
Os astros estão de sacanagem
Sinta a harmonia que seu corpo está expressando hoje.
Meu horóscopo está de sacanagem: com a ressaca que eu estou, que harmonia pode haver no meu corpo?
Sobre a noite passada...
Tocar em festa de bacana é bom, mas cansa
Tocar em festa de bacana é bom, mas dá dor nos joelhos
Tocar em festa de bacana é bom, mas o público quase não aplaude
Tocar em festa de bacana é bom, mas faz mal prá garganta
Tocar em festa de bacana é bom, mas a gente fuma o dobro
Tocar em festa de bacana é bom, mas o repertório é uma bosta
Tocar em festa de bacana é bom, mas não tem mulher gostosa
Tocar em festa de bacana é bom, mas ninguém oferece patrocínio
Tocar em festa de bacana é bom, mas eles choram prá pagar R$100,00.
Paulino Werneck
Estava eu no sétimo sono, ontem de manhã. Saca aquele sono gostoso, aquele que parece que o travesseiro e o colchão fazem parte de você? Aquele sono pesado de quem foi dormir às 4 da matina? Aí vem minha mãe e me acorda: “seu pai está passando mal. Bota uma roupa e vamos ao hospital”. Antes que alguém pergunte, não foi nada grave.
O grande lance da coisa é: eu odeio o Paulino Werneck. O hospital fica entre dois morros; ou seja, vive entupido de neguim baleado, estropiado, implodido e lascado. E pior! Ainda mandam gente de Ramos e Bonsucesso prá cá! O hospital fica um formigueiro. E tirando a Dona Neuza (mãe do baixista e do baterista da minha banda), eu desejo que todos os funcionários de lá tenham os esfíncteres vazados por abacaxis gigantes, prá ver se aprendem a atender corretamente alguém. Toda vez que eu vou lá, alguém se indispõe com algum atendente. E geralmente sou eu.
Tinha um rapazinho de óculos ontem que estava quebrando todos os records do mau atendimento: gritou com senhoras, com crianças, destratou todo mundo que ele atendeu. Fui levar meu pai até o ambulatório e o safado meteu a mão no meu peito e me disse cheio de autoridade que eu não podia entrar com ele. Ora, eu estou escorando um cara que mede 1,80m e pesa 105kg e o pilantra me diz que eu não posso entrar? E ainda se sentiu ofendido quando eu perguntei se eu ia usar a mãe dele como maca. O que ele esperava? Eu durmo pouco, tenho que levar meu pai prum hospital lotado, ser mal atendido, ser barrado por um espirro de pica e ainda sorrir prá ele? Pelo amor de Deus.
* Esse post era prá ser publicado ontem e como não deu, ficou prá hoje.
20.12.02
Rio 40 graus
Vamos, Márcio: pense em neve, pense em gelo, pense em temperatura negativa. Acho que vou dar um tempo no freezer e já volto.
Idade
São tão lindos, os filhos dos nossos amigos. E nos fazem sentir 30 anos a mais, não?
Previsões 2003
Alta produtividade e avanço em seus projetos grandes e pequenos, belos progressos. Para seus objetivos serem atingidos, porém, será fundamental uma sábia administração de sua energia, senão você pode se exaurir nas primeiras manobras e quando chegar a hora do bem bom, só querer saber de dormir. Para seu sucesso, guerreiro ariano, equilibre períodos de avanço e recolhimento.
Hey!!! E as turnês internacionais? E os escâdalos com as supermodelos? E as bilheterias milionárias? E os Gremmys? Fala, cazzo!!!
19.12.02
Infinita Highway
Faça você mesmo suas letras de músicas dos Engenheiros do Hawaii clicando aqui. Eu fiz a minha!
Atrás de um chute
Não importa se só pensa
o que não tem importância
O Rogério já sabe
Somos um pirarucú sem infância
Atrás de um chute
Atrás de um morro
Depois de um trago
Eu trago um mato
E molho a vulva
E moldo a boneca
Você é bonita
sua mãe é bonita
que importa um trago
Bis
Atrás de um chute
Atrás de um morro
Para prevaricar
Para inscrustar
Para chacoalhar e fazer estrago
Depois de um trago
Repita 94 vezes até ficar loiro(a) e burro(a).
Joystick
Pois é: voltei a ser criança e passei o dia inteiro catando jogos no Google. Mas não é qualquer jogo não! Esse negócio de counter-num-sei-o-quê e battle-num-sei-o-que-lá-schweps não é prá mim: eu gosto dos jogos antigos da Lucas Games. Ontem eu baixei Day Of The Tentacle e tô maluco atrás dos jogos da série Monkey Island. Aliás que souber onde arrumar, eu agradeço.
Vamos ver
Não garanto nada, mas talvez eu coloque aqui uma história de Natal. Vamos ver como fica.
Posso com isso?
Justiceiro é o sutiã, que oprime os grandes e levanta os caídos.
È cada coisa que vejo no meu e-mail...
18.12.02
Hein?
O Gilberto Gil tá achando pouco R$8.000,00??? Ah, pega o Expresso 2222 que segue direto de Bonsucesso e vá prá depois da puta que pariu!
Chocotonne
Alguém já viu a propaganda do Chocotonne Bauducco? Aquela onde um coroa conta ao seu filho a história de um garoto na Itália que descobre as delícias do Natal e que no final o garoto é pai do coroa? É impressão minha ou o cara fala do Chocotonne com a voz de quem fala de uma arma de destruição em massa??? Tenho medo, tenho muito medo...
Jingle Bells
Ainda não fiz nenhum post sobre o Natal? Daqui a pouco eu conserto isso.
17.12.02
Front Page
Mal comecei a fazer a HP e já estou ficando nervoso com isso. Maldito HTML.
Contas
Guitarra de 5kg + cerveja = rock'n'roll.
Guitarra de 5kg + coluna = dor nas costas.
16.12.02
Spielberg confirma Sean Connery em novo Indiana Jones
Tem gente que não se cansa de café requentado...
Agora sim!!!
Saiba a verdade sobre a morte de JFK. Isso sim atrai público.
Aviso:
Não vi as fotos da Kelly Key, eu não tenho fotos da Kelly Key nua e acredito piamente que escrever isso no meu blog não fará o número de visitas aumentar.
Tribalismo
Quando eu vi este link na página do Ruy Goiaba, pensei na hora: isso merece um troféu Putz de 2m. Mas como a AJE Academy está em recesso por causa das Festas, deixei passar e até me diverti na página. Vejam uma das minhas composições:
Menos e mais
Aportei em Penedo, Londres
Dois mais dois é igual a mais
É hora de conspurcar, hora de impugnar
Avistei homem
Quero sal no solo sadio
Bis
Lesera libidinosa loves me
É hora de conspurcar, hora de impugnar
Sossega meu Tio-avô, oh yeah!
Sou menos e sou mais Cacilda
Sou eu e sou nós
Balanço belo, não brinque
É hora de conspurcar, hora de impugnar.
Aviso:
Eu vou tentar fazer uma Home Page. Que Deus tenha piedade.
Rouco
Espelho, espelho meu: existe alguém mais afônico do que eu?
14.12.02
??????????????????????????
Que coisa meiga você é?
Sílvia! Isso é coisa sua! Hehehehe.
Dois é pouco? Tente três!
Mais um dia, mais uma banda. Algum dia eu consigo equilibrar 16 pratos em uma vareta.
Fantasia II
Até que posso pensar duas vezes em ir a uma festa à fantasia: lembrei agora das meninas vestidas de colegiais.
Fantasia
Pela primeira vez na vida fui a uma festa à fantasia, ontem. Sinceramente, eu acho que agüento ficar mais 70 anos sem ir a uma. Ok, é preciso criatividade prá inventar uma fantasia e dinheiro prá alugar uma, mas eu ainda prefiro ver TV.
13.12.02
Causos Picantes
A Editora AJE tem o prazer de trazer a vocês a série Causos Picantes, onde Márcio Silva narra suas histórias de alcova. Hoje narramos o misterioso causo d’ A voz do além. Boa leitura.
Era uma noite fresca em São Paulo e eu estava sentado num canto do bar, enquanto garçons rodavam bandejas e as pessoas matraqueavam. Estava cada vez mais concentrado no meu copo, quando uma moça sentada 2 ou 3 mesas à esquerda me chamou a atenção. Muito bonita, devia ter seus 24, 25 anos; dona de um sorriso amplo e de grandes olhos castanhos e de um rosto anguloso, emoldurado por cabelos castanho-claros. Passei a observá-la e percebi que vez ou outra ela me olhava e sorria discretamente, prendendo às vezes o lábio inferior entre os dentes. Pensei comigo: tenho que dar um jeito de conversar com ela e logo,afinal não é todo dia que o Cara me dá uma chance como aquela. Mas como conversar com ela?
Eis que a cerveja me deu a solução: ir ao banheiro. Então pensei: vou ao banheiro e na volta, como todo bom desastrado, dou esbarrão nela, peço desculpas e puxo papo com ela. Ok, é mais manjado que filme de Sessão da Tarde, mas foi o que deu prá arrumar. Dito e feito: fui ao banheiro, voltei, tropecei e pedi desculpas e ela aceitou, abrindo um sorriso lindo. Apresentei-me e me ela disse que seu nome era Paula. Então a convidei a sentar-se comigo e beber alguma coisa. Por milagre, ela aceitou. Conversamos muito, pelo menos até o primeiro beijo. Depois de um tempo chegamos a uma encruzilhada: “na minha casa ou na sua?”, mas como ela morava com os pais e eu moro no Rio, optamos por um motel.
Entrei no carro dela e seguimos ao tal motel, que ela disse ser maravilhoso e que eu adoraria. Bem, pelo acontecido no trajeto entre o bar e o motel, eu acreditei em suas palavras. Entramos no quarto e era realmente maravilhoso: amplo, bem decorado, com inúmeros botões e espelho no teto. Uma lágrima correu de meus olhos ao vislumbrar tamanha beleza. Outra acompanhou a primeira quando o vestido de Paula tocou o chão de mármore. Sem mais boiolice, parti prá dentro prá comecar a consumar o que já deveria ter sido consumado pelo menos 2 vezes.
Gemidos, sussurros, juras mordiscadas entre beijos e supiros, tudo indo de vento em popa. Paula gemia anunciando o orgasmo, gemia confirmando o orgasmo, gemia agradencendo o orgasmo. Foi então que eu ouvi:
- Muito bom, garoto! Arrepia! – disse uma voz grave como a buzina de um navio.
Discretamente olhei ao redor e não vi ninguém, estávamos apenas eu e Paula no quarto. “Estou imaginando coisas”, pensei. Fui ao banheiro, liguei a hidromassagem e resolvi relaxar, acendendo um cigarro. Pouco depois, Paula entrou na banheira e ficamos abraçados na hidromassagem, curtindo as bolhas e a água quente. Bem, como todos sabem matemática: mulher gostosa+hidromassagem=hidrossacanagem. Então mais uma vez o time entrou em campo, buscando os três ponto e confiante sobre a vitória. Roda prá cá, roda prá lá, geme de cá, geme de lá, quando se indo, quase indo, indo, indo, indo, foi. E mais uma vez, entre suspiros e bolhas eu ouço:
- Muito bom, garoto! Acaba com ela! – disse uma voz grave como um trovão.
Encucado, resolvi procurar o dono da voz. Nada no banheiro, nada no quarto. Até dentro dos armários e embaixo da cama eu procurei e nada encontrei. Resolvemos então descansar um pouco e voltamos à cama. Tiramos um cochilo gostoso e tranqüilo, sem vozes graves. Aí, no meio da soneca, os pés se encostaram e o juíz apitou o ínicio da partida (nota do narrador: prá quem está começando a achar a história mentirosa, eu tinha 19 anos). E vamos lá, vamos acolá, vamos prá lá de lá embaixo, e vamos que vamos e vem que tem e vem que tem também e a Paula ligou os alto-falantes no máximo, gritava mais que manifestante do PSTU em privatização. Vira de cá, vira de lá, vira de lada, vira do outro, vira e revira os olhos: tá vindo, tá vindo, tá vindo, Paula meteu o dedo no Loud e mandou aos quatro ventos:
- Márcio, me fooooooooooooooooode!
Na mesmo hora, na hora H, quando os violionos iam fazer o desfecho perfeito, o contrabaixo atravessou:
- Vai, Márcioooooooo!!! Fode ela, garoooooooooto!!! – gritou a voz de Clave de Fá.
E falou tão alto que até a Paula ouviu! Então ficamos procurando de onde vinha a voz e nada de achar. Olhamos nos corredores, olhamos pela janela, nada! Silêncio absoluto. Decidimos então dormir, encucados com o mistério da voz grave.
Manhã, com sol luzindo os pêlos louros das pernas de Paula entre os lençóis, a preguiça no corpo, os beijos de bom dia. Banhamo-nos, escovamos os dentes e nos arrumamos prá ir embora. Na saída do motel, recebemos a conta e pagamos a quantia, retirando nossas identidades prá ir pro carro. Ao chegarmos na porta, o antendete nos disse:
- Tenham um bom, dia e voltem sempre.
- Bom fim de semana pro senhor – disse eu, ao rapaz.
- Prá você também, garooooooooooto.
Manhã de sexta
Desejo de todo o meu coração que o inventor das britadeiras esteja no fundo do inferno, tendo a próstata examinada com um abacaxi.
O filho pródigo à casa torna prá se estropiar
É interessante como a gente fica fora de casa por alguns dias e as coisas mudam. Chego em casa cansado, com fome e com dores nos joelhos.
- Olá, mãe! Olá, maninha! Olá, vô! Olá, estranho mexendo atrás do vaso sanitário. Alguém me ligou?
Então me toquei e comeceia recontar: mãe, irmã, avô, estranho mexendo atrás do vaso sanitário. Perguntei o que estava acontecendo e responderam-me que o piso e os azulejos estavam sendo rejuntados. Tudo bem, tuso bom, não vou atrapalhar: me tranquei no quarto com o violão e depois fui assistir um pouco de TV na sala. Quando cheguei na sala, todos haviam saído. “Breves momentos de sossego”, pensei eu. Coisa de 15 minutos sai o rapaz do banheiro e me diz “doutor, estou indo embora, mas volto amanhã prá terminar o serviço, que é coisa pouca. O banheiro está beleza pura, chefia.” Perguntei-lhe se não havia problemas em eu tomar banho e ele disse que não e foe embora. Então, catei a toalha no varal e parti em direção do chuveiro, já que estava mesmo precisado de um banho.
O banho foi uma maravilha, como todo banho de 40 minutos deve ser. Comecei a me exugar e quando meti o pé fora do box, o meu espanto: água. Uma camada de água cobria o chão do meu banheiro e fazia os tapetes e a minha cueca suja flutuarem pelo banheiro. Como uma pessoa calma e controlada, corri de toalhas espraguejando maldito rapaz até o fim das suas gerações seguintes, enquanto procurava panos ou coisas que impedissem que a água dominasse a casa. Após construir um dique, fui ao ralo com um desentupidor e tentei desobstruí-lo. Imaginem como eu me senti ridículo sentando no vaso sanotário, enrolado na toalha e desentupindo um ralo. Eis que, após várias tentativas, consegui retirar os obstáculos: uma tampa enorme (não me perguntem que tipo de frasco) e massa suficiente prá abastecer a Itália por 3 anos. Não sei com que propósito ele colocou aquilo tudo dentro do ralo, mas eu guardei em um saquinho e pretendo fazer com que o proctologista dele tenha muito trabalho prá removê-lo.
É como aquele velho ditado: não exite lugar como qualquer lugar bem longe do lar.
Coisa de louco!
O último que for catar na internet o mp3 de Bonny Portmore, da Loreena McKennitt é uma banana podre!
12.12.02
Assim até eu!
Pela grana que o Mel Gibson recebeu, até eu faria este filme. E dublado em japonês.
Sacanagem!!!
Stanley Clark no Brasil e eu sem um centavo prá poder vê-lo. Tudo bem, tudo bem. Depois eu ponho fogo nas coisas e ninguém sabe porquê.
Super-herói
- Fome!
- Roupa suja!
- Pouca grana!
- Pés doendo!
- Exaustão!
KABOOOOM!!!
- Pela união dos seus poderes eu sou o Márcio voltando prá casa!
- Vai, Márcio!!!
Leave your message
Mal cheguei e o bloco de recados estava transbordando de mensagens prá mim. Acho que vou ficar uns meses fora prá ver o que acontece... hehehehe.
Voltei!
Saudades? Não? Foi o que pensei.
9.12.02
Ainda
Eu ainda gosto desenhos animados
Eu ainda lembro do meu primeiro beijo
Eu ainda gosto de geléia de mocotó
Eu ainda tenho dores nos joelhos
Eu ainda lembro de algumas pessoas que estudaram comigo
Eu ainda sou maluco por biscoito de polvilho
Eu ainda não enjoei de ouvir Stairway to Heaven
Eu ainda acho que a Leonora devia continuar escrevendo
Eu ainda acho que o Windows é uma merda
Eu ainda penso em viver só de música
Eu ainda acho que aquarela é muito mais bonito que óleo sobre tela
Eu ainda ouço meus discos de vinil
Eu ainda tenho roupas de quando tinha 13 anos
Eu ainda mantenho o dedo mindinho levantado quando bebo
Eu ainda não suporto tirar fotos
Eu ainda acho Renato Russo um ótimo vocalista e compositor
Eu ainda tremo nas bases na hora do vamos ver
Eu ainda não consigo segurar meu temperamento como deveria
Eu ainda não consigo comer azeitonas
Eu ainda lembro da minha primeira banda
Eu ainda acredito no amor
Eu ainda não estou pronto prá compromisso sério
Eu ainda estou disposto a tentar um compromisso sério
Eu ainda acho que vou escrever algo que preste algum dia
Eu ainda acho que dinheiro é uma coisa estúpida
Eu ainda tenho uma porrada forte de esquerda
Eu ainda insisto em jogar bola
Eu ainda choro vendo filmes
Eu ainda chamo pessoas ignorantes de marsupiais
Eu ainda não fui no Detran retirar minha carteira de motorista
Eu ainda me masturbo quando tenho vontade
Eu ainda adoro o cheiro do mato molhado
Eu ainda prefiro as montanhas ao mar
Eu ainda leio meu horóscopo todo dia
Eu ainda me apaixono muito fácil
Eu ainda acho que cachorro molhado exala o pior odor do mundo
Eu ainda acho Frank Zappa um gênio
Eu ainda leio revistas em quadrinho
Eu ainda gosto de bala Juquinha
Eu ainda uso shorts largos prá dormir
Eu ainda gosto de tocar Green Is The Colour
Eu ainda tenho medo do Neil Peart depois que fui ao show do Rush
Eu ainda odeio usar óculos
Eu ainda perco ônibus por não usar óculos
Eu ainda acho que vou encontrar uma mulher tão maluca quanto eu
Eu ainda não suporto verduras
Eu ainda assisto filmes pornôs
Eu ainda acho que o orgasmo feminino é a coisa mais bonita do mundo
Eu ainda jogo Atari
Eu ainda sonho em comprar um Porsche
Eu ainda gosto de algumas ex-namoradas
Eu ainda esqueço de usar filtro solar
Eu ainda não tenho saco prá embromações
Eu ainda odeio a minha voz
Eu ainda espero ser beijado em uma esquina.
Sem-teto italiano levava US$ 30 mil no bolso
Quando a gente pensa que já viu de tudo...
8.12.02
Gilette
A rotina é um veneno que nos mata lentamente: acordar cedo, trabalhar por 10 ou 12 horas, pegar trânsito prá voltar prá casa, chegar em casa e ter que aturar vizinhos chatos e refeições frias, subir em uma cadeira e tentar se enforcar no ventilador de teto. Quem faz isso todo santo dia, sabe do que estou falando. É por isso que precisamos de coisas novas, de mudanças: prá nos mantermos longe da corda e do ventilador de teto. E é prá nos auxiliar nessas mudanças que a natureza nos presenteou, homens, com pêlos faciais.
Quem foi que nunca se olhou no espelho, pela manhã e não ficou com raiva de escovar os dentes e olhar prá mesma cara lisa por tanto tempo? É nessa hora que a espuma e o barbeador são mandados às favas e o azulado começa a tomar conta do rosto. Tá certo, nos primeiros dias o rosto vai coçar, mas o resultado seempre compensa. Imagine-se chegando em seu trabalho com uma barba bem cuidada: as pessoas vão notar como você parece ser sério e como você parece altamente responsável e qualificado para qualquer tarefa. Aliás, é capaz de você ser promovido só por checar seus e-mails. Imagine-se chegando em uma festa exibindo um cavanhaque bem tratado? As pessoas vão ficar ao ser redor, achando-o intrigante, com um certo ar esnobe, porém cativante. Todos vão prestar atenção em seus comentários e até rir das suas piadas, pois vão achar que seu humor é refinadíssimo. Aposto que as pessoas só vão perceber que o prédio está em chamas se você gritar “fogo”. E nas noitadas? Imagine-se naquela boite lotada de mulheres lindas, dançando e se divertindo... andentre no recinto ostentando um rosto que não vê um barbeador por três dias e todas as moças da casa suspirarão por você. Afinal, você é a cara do Mickey Rourke. Use camisinha e seja feliz!
Mas sempre existem os empecilhos: as namoradas. Elas sempre reclamam que espeta, que incomoda, etc. Mentira! Elas têm inveja por não poderem deixar seus bigodes crescerem, ou pela liberdade que temos por não termos que raspar as pernas. Bem, menos os nadadores e alguns caras que assistem Dowson’s Creek. E elas, ciumentas do charme, inteligência e sucesso no trabalho que nossos pêlos faciais nos proporcionam, nos condenam ao barbeador e à aparencia sem graça, esquecendo-se do tempo em que elas se alimentavam da comida que ficava pendurada em nossas longas barbas, nos antigos invernos de muitos séculos atrás.
Diga não à cara lisa: barba já, companheiro.
7.12.02
Processo de criação
- E então? Como é que você faz as músicas?
- Bem, primeiro eu componho a harmonia da música e...
- Você compõe o quê?
- A harmonia. A base da música, sacou?
- Hmmm. Saquei. Continue.
- Então depois que a parte harmonica está toda pronta eu crio a melodia e a letra.
- Mas não seria mais fácil criar a letra primeiro e depois fazer a base?
- Tem gente que faz isso, mas eu não consigo trabalhar assim.
- Ué, mas por que não?
- Bem, se você faz a letra, você tem que basear a melodia e a harmonia nelas. E pode ser que, por causa da métrica dos versos da letra, a harmonia não case perfeitamente com a letra. Então eu trabalho a hormonia primeiro e depois faço a letra com a métrica certinha.
- Hmmm, legal!
- Agora que você já conhece meu processo de composição pode me responder se a minha pizza de calabreza está pronta?
- Putz! Não era portuguesa?
CD
Faz um tempo, comprei um drive de CD-R. Nem preciso dizer que comecei a fazer CDs ensandecidamente, certo? CDs de jazz, de blues, cowntry, MPB. Acho que só não fiz CD de polca por não gostar do estilo. Bem... estou pensando seriamente em fazer um CD com músicas de estrada. Ainda não sei bem a lista de músicas, mas com certeza teremos Roadhouse Blues, Proud Mary e Sweet Home Alabama no programa.
6.12.02
Semibreves me mordam!
Quando eu aprender a colocar som nesta josta (não na página, podem ficar sossegados. Links para arquivos de som que eu faço), vou publicar um lance que tenho feito ultimamente: estou transcrevendo algumas obras clássicas. Ontem eu transcrevi o Prelúdio III do Cravo Bem Temperado (Bach) e hoje peguei Caprice 16 (Paganini). Depois é só jogar a partitura no Cakewalk e transformar em arquivos de som. Tá pensando o quê? Eu também sou erudito. :o)
Jesuso II
Quem chegar aqui vai ler o título do post abaixo e vai pensar “putz! O Márcio não sabe digitar”. Não é isso, esse “Jesuso” é proposital. Explico: eu peguei a mania de falar “Jesuso” ao invés de Jesus por causa de um rapaz que trabalhava na obra da casa de um amigo meu. O coitado não teve estudo e falava errado, mas era bom pedreiro e boa pessoa. Um dia fui visitar a obra e o rapaz estava almoçando. Quando ele se levantou prá me cumprimentar, derrubou sua marmita no chão e soltou um sonoro “Meu Deuso!”. Aí o gaiato do dono da casa rebateu: “Deuso: pai de Jesuso”.
Captaram? Então parem de questionar minha digitação. Humpf!
Jesuso!!!
Brinquedo de Osama Bin Laden é sucesso no Paquistão. Imagina se essa moda pega aqui no Rio? O Beira-Mar vai ficar duplicar sua fortuna!
Ô Sílvia:
Não fica dando essas idéias: o brasileiro já engole sapo prá caramba, se o sapo for alucinógeno então, ferrou tudo. Hehehehe.
AJE Awards
Vamos começar bem esta sexta-feira: lá vai a entrega do troféu Putz - Dezembro. O vencedor foi o Homem-Aranha! Meus parabéns.
5.12.02
Parabéns
Como presidente da AJE Academy, declaro que o visitante de número 2000 ganhará, em dobro, a mesma coisa que o de número 1000 ganhou: o que Luzia ganhou na horta. Pode passar no caixa e tirar seu prêmio.
The book is on the table
Hoje acordei com vontade de tentar escrever um livro. Já tive essa vontade antes, nota-se pelos 534 livros que eu tentei escrever e que nunca passaram do primeiro capítulo. Mas mesmo assim eu vou tentar escrever esse livro que me deu vontade. Quem sabe eu também não planto uma árvore, tenho um filho e mato um deputado?
4.12.02
Não deu
Sempre há o ano que vem. Obrigado, meu Flu.
Coisas de SPAM
MiniLAV é um novo conceito de lavadora para roupas íntimas, meias ou pequenos panos: graças ao seu formato reduzido (30 x 18 x 13 cm e 2 Kg), colocada sobre a pia do banheiro, lava-se a roupa íntima enquanto se toma o banho.
Ah, as coisas que eu tenho que aturar por e-mail... às vezes é melhor ficar calado.
3.12.02
Plantão AJE Awards
Mais uma premiação de emergência: clique aqui e confira mais um vencedor do troféu Putz.
Cuidado, Louise!!!
Coisas estranhas estão acontecendo aí pela sua área. Toma cuidado, mulé. ;o)
Besouros
Que eu gosto de Beatles, não é segredo. Mas confesso que sempre preferi as composições de Paul McCartney às de John Lennon. Não que eu não goste das músicas do Lennon; em verdade eu às adoro: Across The Universe, por exemplo, é uma das minhas músicas preferidas. O lance é que o sr. McCartney além de ter a voz mais melodiosa do grupo, ainda fazia aquelas baladinhas-melosas-grudentes que todo mundo gosta. O que dizer de Let It Be ou Hey Jude? Ou Fool On The Hill? E The Long And Winding Road, então? São boas, são fáceis, são grudentas e rendem, até hoje, uma baba em direitos autorais ao compositor.
Quando eu crescer, quero ser que nem o Paul: trabalhar com o que gosto e saber faturar: Here, There And Everywhere.
PQP!!!
Já era foda no começo dos anos 90. Alguém imagina como é ligar a TV e dar de cara com o Vanilla Ice?
2.12.02
Blackbird
(Lennon/McCartney)
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.
Blackbird fly
Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird fly Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise.
Muito obrigado de novo, Cara!
NENSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!
1.12.02
É isso aí
 Which tarot card are you?
Church Chat II
Oi Cara, sou eu de novo. Nova fase, novo adversário, mesma reza: dá uma força pro Fluminense. O Corinthians vem bem, com um elenco bom e com o Parreira. Justamente o Parreira, que torce prá gente e já fez muita coisa por nós. E a gente tem que ganhar hoje, de qualquer maneira, porque lá vai ser ainda mais brabeira.
Faz uma forcinha e dá uma ajuda, vai?
Obrigado.
Félix
Começar um dia assistindo Gato Félix é dose. Vez em quando eu me pergunto o que eu via naquele desenho: um ser de voz estridente que carrega consigo bolsa cobiçada. Parece com qualquer coisa que passe na programação do E!.
1/12
Começou a grande corrida para o fim do ano. Segure seu chapéu: Reveillón, aqui vamos nós.
|