Alea Jacta Est
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30.11.02

Alemães inventam banho de cerveja

Acho que vou me mudar prá Berlim e comprar uma banheira.


Sem comentários


29.11.02

Hey you
(Roger Waters)

Hey you, out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?
Hey you, standing in the aisles
With itchy feet and fading smiles
Can you feel me?
Hey you, dont help them to bury the light
Don't give in without a fight.

Hey you, out there on your own
Sitting naked by the phone
Would you touch me?
Hey you, with you ear against the wall
Waiting for someone to call out
Would you touch me?
Hey you, would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.

But it was only fantasy.
The wall was too high,
As you can see.
No matter how he tried,
He could not break free.
And the worms ate into his brain.

Hey you, standing in the road
always doing what you're told,
Can you help me?
Hey you, out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?
Hey you, don't tell me there's no hope at all
Together we stand, divided we fall.


28.11.02

Velejando

Tarde de sol, mar de almirante, dia perfeito prá se velejar um pouco. Se as águas da Baía de Guanabara fossem menos poluidas e se eu tivesse uma mulher bonita do meu lado, eu faria aquela cena de Titanic de frente prá Jurubaíba. Juro.


Muito obrigado, Cara!!!

NENSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!


27.11.02

Church Chat

Oi, Cara. Faz tempo que a gente não bate um papo. Acho que desde o jogo contra a Ponte Preta. Bem, hoje eu vim falar com Você prá pedir uma forcinha pro Fluminense. Tá certo que com a defesa que nós temos, chegamos até aqui por milagre. Aliás, muito obrigado!

Mas vamos deixar de rodeios e vamos ao que interessa: dá uma força pro Fluminense. Já basta o que aconteceu em 95, naquele joga maldito com o Santos... a gente não merece isso. Dá uma força prá gente! Já está na hora da gente levantar o Caneco de novo.

Obrigado.

Ah, sobre o jogo de 95... tem como mandar o Alê e o Cássio pro inferno?


A coisa tá Vampreta

Seu Roberto, que coisa feia: a sua emissora, que se diz contra o racismo, passa uma novela onde se comemora com jantar o fato de um personagem deixar de ser negro. Que coisa feia!


Olha o passarinho

Apesar de não estar tão quente quanto ontem e de não haver socós no caminho, acho que tirei as piores fotos 3x4 da história. Bem, carteira de motorista é isso aí.


Voodoo Child



Pode-se dizer que a história da guitarra elétrica é dividida em antes e depois de Jimi Hendrix, que completaria 60 anos hoje se não tivesse sufocado com seu vômito em 1970. Em sua curta carreira, revolucionou o cenário músical com seus solos viscerais e suas bases bem trabalhadas, misturando fúria e suavidade em suas composições. Em suas mãos, a guitarra – que antes não passava de um instrumento de acompanhamento – agigantou-se, ganhou destaque e passou a competir com os vocalistas pela atenção dos ouvidos atentos das platéias. Principalmente pela maneira incrível como Hendrix tocava o instrumento: parecia que toda aquela madeira e imãs e cordas eram extensões do seu corpo, tamanho domínio ele tinha sobre a guitarra. Tanto que grandes nomes da guitarra, como Ritchie Blackmore, Alex Lifeson, Carlos Santana e muitos outros ainda o têm como referência.

Hoje eu pretendo ouvir algumas músicas dele e tentar imaginar como seria se Hendrix não tivesse partido para o próximo plano em 1970: como ele estaria tocando, o que ele estaria tocando. E sugiro que os meus 8 leitores ouçam alguma coisa de Jimi Hendrix hoje. Are you experienced?


Costa limpa

O céu está meio nublado, não está calor como ontem e não há nenhum socó por perto. Acho que dá prá botar uma roupa prá tirar fotos.


Oxente

O sabor da mulher brasileira é um só, mas os temperos que o compõe são inúmeros. Um deles – muito interessante, na minha opinião – é o jeito de falar. É no sotaque e nas gírias das diferentes regiões do país que aprendemos a apreciar melhor o que cada região – geográfica e anatômica – tem a oferecer.

Eu descobri os sotaques com 15 anos: sempre me vi com as meninas do Rio, em festinhas, shows, rodinhas de violão. Então fui passar uns tempos na casa de uma tia minha, no interior de Alagoas, 2h de Maceió, aproximadamente. Ora, eu nunca tinha saído do Rio de Janeiro, estava diante de um mundo novo: ruas estreitas, sem asfalto – eram seixos largos e irregulares, bem maiores que paralelepípedos; as casas eram baixas e sem forro, com muros muito baixos, tão baixos que qualquer um poderia pular sem fazer qualquer esforço. E as portas das casas viviam abertas. A rua principal conduzia a uma praça ampla e se cruzava com uma outra rua grande, que conduzia ao que parecia ser o mar e logo descobri estar enganado: era o rio São Francisco. Piaçabuçu era realmente uma cidade escondida e muito bonita, assim como as moças que lá moravam.

Bem, eu tinha 15 anos, não conhecia ninguém e a casa estava cheia de pessoas com mais de 50 anos jogando buraco. O que um adolescente entediado faz numa hora dessas? Vai prá onde está o movimento. Então segui a rua e em poucos passos chegeui na praça: já eram 21h e ainda havia um grupo de crianças jogando bola perto de uma mangueira grande. Como eu não conhecia ninguém, comprei um refrigerante e fiquei sentado em um dos bancos da praça, em frente à igreja. Achei-a bonita, com suas portas de madeira azul e suas linhas barrocas. Enquanto eu estava viajando na arquitetura da igreja, uma voz me despertou do transe:

- Oi! Posso fazer uma pergunta procê?

Quando eu me virei prá ver quem era dei de cara com uma morena linda, linda com cabelos cacheados e olhos castanhos. Ela usava um vestido estampado, muito justo: o vestido parecia um molde do seu corpo todo. Convidei-a à se sentar e ela disparou:

- Você num é filho de fulana, que é prima de beltrana, que é casada com cicrano, que é irmão de fulaninho e que veio do Ridejaneru? Prazer! Meu nome é Geílda.

E foram essas palavras e mais uma série de “Oxi” e “Meu Bom Jesus dos navegantes, como é bom” que me levaram a apreciar o sotaque e as expressões regionais em geral. Afinal de contas um “trilegal”, um “arretado” e um “nóóó” compõe bem a paisagem, estou certo ou estou errado?


Desejo

Vontade de balas de eucalípto às 3:42h da matina? Que está havendo?


Cai o pano

É quando cai o pano que devemos ser fortes, não podemos nos deixar esmorecer, por mais que a dor nos aflija; por mais que o mundo se torne cinza, devemos procurar enxergar as cores ao nosso redor, por mais que nossos olhos estejam embaçados.

É quando cai o pano que devemos reeguer nossos espíritos e voltar a caminhar, procurando em nosso trabalho, em nossos amigos e em nossos amores a luz que nos guia prá fora do escuro; é quando o pano cai que devemos olhar em nossos corações e procurar sorrir e seguir em frente, com fé de que sempre há um lugar melhor para quem se foi daqui.

Força, Aninha. Tudo vai ficar legal!


26.11.02

Olhem bem prá ele



Este é o inimigo e seu nome é socó. Se você o vir na rua, fuja. Não adianta lutar contra ele. Ele come peixes e defeca em roupas recém-lavadas, então fuja. Não há nada que possamos fazer contra ele.


25.11.02

Crossroads

Mais uma vez, estacionei no meio de uma encruzilhada e não sei em que direção seguir. Odeio esse tipo de coisa, odeio ficar sem saber o que fazer.
Recebi uma proposta de uma banda, hoje de manhã. Repertório do meu agrado, músicos de nível profissional e uma agenda relativamente cheia. Tenho apenas que emprestar-lhes a minha voz e meus dedos, decorar algumas letras do Led Zeppelin e estaria tudo certo. Ou quase tudo certo: as datas de ensaio são cruzadas com as das minhas outras duas bandas. E o trabalho com a Tsunami, apesar de não tão engrenado como era quando entrei na banda, está muito legal: as músicas novas, aos poucos, estão tomando forma e as antigas, gradativamente, estão sendo lapidadas.

Eis-me sentado no meio da encruzilhada com um trabalho que não é meu e que pode ser muito lucrativo em uma das mãos e um lento trabalho pessoal na outra. Se alguém tiver alguma sugestão, procure-me na encruzilhada, com meu amigo Willie Brown.


Excuse me

NEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENSE!!!


24.11.02

YYZ

Qualquer palavra diferente de foda é incapaz de descrever o show do Rush.


23.11.02

Paradinha maneira

Clique e divirta-se.


Pelo amor de Deus!!!

Se alguém conhece um bom servidor de comentários, pelo amor de Deus me indique a página. Eu estou ficando cada vez mais puto com o Enation.


Besourinhos

Baixo Hofner, guitarras Rickenbacker e Gretch e muito pique. Não é que garotos de 16 anos podem tocar Beatles?


Rock'n'roll

Black night is a long way from hooooome...


22.11.02

Hey!!!

Hoje é dia do músico. Cadê os parabéns?


Iceberg flutua em direção ao Brasil

E eu sem um uisquinho...


Socós

Aviso a todos os meus 8 leitores que à partir de hoje, eu tenho ódio mortal de socós. Prá que não sabe, o socó é uma ave de grande porte, que se alimenta de peixes e costuma defecar em camisas recém-lavadas.


21.11.02

Vapor Trails

Eu vou, eu vou, pro show do Rush sábado eu vou... trálálálálá, trálálálálá... eu vou, eu vou, eu vou, eu vou!


Eu me recuso!!!

Declaro aqui que jamais farei paródias com os patinhos da Xuxa, não importa o quanto eu queira falar de futebol.


Sempre Coca-Cola

Clique aqui por sua conta e risco.


19.11.02

Vitor

Ah, se a Globo soubesse o mal que está fazendo prá esse garoto. Aposto que ele passou de criança mais sacaneada da escola prá criança mais sacaneada do Estado.


Virada de mesa

O Flamengo quase foi, o Internacional ficou pendurado e saiu na última partida; o Vasco ficou meio lá, meio cá e acabou não indo. Mas o futebol é uma caixinha de surpresas e não teve jeito: alguns grandes diminuiram e Botafogo, Palmeiras e Portuguesa cairam no abismo da Segundona. Pior que a vergonha de ver as grandes legendas e a possibilidade de uma virada de mesa é grande. Aí você vai dizer “porra, viraram a mesa pro Fluminense duas vezes!”. Tudo bem, você está certo. Mas eu sempre fui contra. Caiu? Deixa se virar! Despencamos lá prá Terceirona e ganhamos. E acho que se tivéssemos disputado a Sengunda Divisão teríamos levado o caneco; afinal, de 2000 prá cá, estamos nas cabeças.

Hoje é drama, mas também é lição: quem cai, se levanta com muito mais força. Vide Grêmio e Fluminense. Mas se a mesa virar, o tombo pode ser pior.


Buraco negro está "viajando" pela Via Láctea

Quem não sabe que muitos astros usam drogas?


Brabeira

Tem gente brincando com coisa séria. Com coisa muito séria.


Sexo...?

Queria eu fazer sexo com a freqüencia que as pessoas acham que eu faço. Ok, eu não tenho uma vida sexual ativa como a de João Paulo II, mas a coisa também não é um show dos Rolling Stones. Acho até que é por isso que a secura anda batendo à minha minha porta: as meninas devem achar no excesso. É em falta, amores; é em falta. ;o)


Quase esqueci!!!

NENSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!


18.11.02

Cachorrinho do mato

- Acorda! Acorda!
- Hmn? Tô acordado... o que foi?
- Que história é essa que você matou um cachorrinho do mato?
- Ah, foi quando eu estava jogando sinuca. Bom, vou dormir. Boa noite!
- Boa noite os colarinhos! Por que você matou o bichinho?
- Tá louca, guria? O que tem de mais?
- Como assim “o que tem demais”, seu canalha? O que o bichinho te fez?
- Ele tentou me atacar, ué.
- E precisava matá-lo? Não dava prá espantá-lo?
- Você não viu o tamanho dele...
- Não interessa! O que você fez foi imperdoável.
- O que você queria que eu fizesse, lindinha? Era eu ou ele.
- Não me venha com conversa fiada. O que você fez foi desumano.
- Deixa de drama, amor. Ele nem sentiu a pancada...
- E você ainda fala isso com essa cara de quem não fez nada? Você é um monstro, sabia?
- Mas eu só matei um cachorrinho do mato!
- Não interessa, seu monstro! Sabia que o cachorrinho do mato podia ser de alguma criança?
- E quem ia ser louco de dar um cachorrinho do mato prá uma criança? A ferroada daquele bicho dói prá caramba!
- Ferroada?
- Ferroada, ué. Cachorrinho do mato é um besouro que tem ferrão e bem maior que o de um marimbondo. O que você pensou que fosse?
- Nada, amor da minha vida, luz que me ilumana, paixão dos meus dias. Volte a dormir.


Joelho

Pode doer o quanto quiser, miserável. Eu fiz 4 gols e isso você não vai me tirar.


I'm back

Bem que eu podia voltar só em Abril, tão boa que foi a viagem. Acho que ninguém ia reparar. ;o)


14.11.02

Adeus

Vou embora, rumo a um lugar onde a cerveja é gelada e a picanha temperada no alho abunda. Onde a mesa de sinuca está vaga, onde todo mundo quer que o mundo lá fora se exploda. Vou para Itaboraí.

Bom feriado prá todos! :o)


Canta, sabiá

Adeus, passarinho. Foi melhor assim.


Quem disse que abóbora faz bem?



* Roubei da página do .


13.11.02

Pentacampeão?

Quem é pentacampeão do mundo? O Brasil? O Brasil não é penta: é heptacampeão do mundo. Desde quando a Cisplatina virou outro país? Hehehehe.


Agora eu me mudo!!!

Bem, adeus Rio de Janeiro. Vou prá Sampa que lá tem coisas boas.


Sinistro

Não sei como funciona, mas este lance é muito sinistro...


Teoria sobre a teoria

Muitos anos atrás, algumas notações de duração de nota caíram em desuso: a tremifusa, a breve, a longa e a máxima. Não faço idéia do porquê de tirar de circulação a breve e a longa. Sobre a tremifusa eu sei: seu uso era, realmente, muito raro e poucas pessoas conseguiam executá-la. Quanto a máxima, eu tenho uma teoria: eu acho que alguém previu as gracinhas de compositores que iam surgir nos tempo atuais e resolveram tirar essa arma carregada de circulação. Imagina se vira moda fazer música com notas sustentadas por 32 compassos? Fala séééééééério.


Estereótipo

Eu estava em casa, meses atrás, assistindo Seinfield. O tema do episódio era homossexualismo, e em certo momento do programa Kramer diz que desconfiava que Jerry era gay, por ele ter mais de 30 anos, ser magro e organizado. Todo mundo sabe que isso é um estereótipo, que é um perfil determinado prá certo tipo de comportamento.

Particularmente, não gosto e não acredito em estereótipos: não acho que algum tipo de comportamento seja apresentado por pessoas que possuem determinado tipo de perfil. Será que nosso amigo de 30 anos, magro e organizado deixaria de ser gay se engordasse e começasse a deixar suas coisas espalhadas pela casa? Segundo o estereótipo, sim; ele deixaria de ser gay por não ter o perfil de um homem gay de 30 anos: magro e organizado. E os meteleiros? Camisetas pretas, botas de couro, cabelos compridos... se eles cortassem os cabelos, usassem tênis e camisa polo, será que quebrariam seus discos do Iron Maiden? Será que passariam a ouvir música sertaneja?

Já viram a polícia parando, nas blitzen da vida, um carro com 3 ou mais negros dentro? Ou com um negro dirigindo? As chances do carro não ser parado e os passageiros serem revistados com as mãos no capô do carro são bem altas. Negros são os maiores alvos do estereótipo: um negro numa rua escura é ladrão, um negro de terno e gravata é motorista ou segurança de alguém, um negro fazendo aula de canto quer se tornar cantor de pagode. Já os orientais são sempre donos de pastelaria, trocam R por L, são discípulos de Bruce Lee.

A verdade é que o estereótipo é o maior tipo de cegueira que se pode ter: é não querer enxergar que a moça bonita nunca vai ser uma vigarista, que o rapaz bem apessoado nunca vai ser um viciado em drogas, que o senhor emproado nunca vai molestar criancinhas, que o operário nunca vai ser um bom líder.


Lisboa Online

Começo a achar que a enxurrada de SPAM que recebo todo dia me faz rir mais do que me enchem o saco. Hoje recebi um e-mail com o título “você tem um computador?” e outro intitulado “Você já tem e-mail?”.Bem, se eu não possuísse computador e e-mail, como eu ia receber e ler as mensagens?


12.11.02

AJE Awards

Sei que a entrega do prêmio Putz (agora mesal) é às sextas-feiras, mas essa não deu prá esperar. Clique aqui e veja se o troféu foi merecido ou não.


11.11.02

Aviso

Não adianta vir querendo ver meu passarinho. Meu passarinho é de respeito.


Passarinho

No sábado à tarde, saí prá comprar cigarros. Como a padaria fica perto, aproveitei o calor e o sol que estava fazendo prá dar uma caminhada pelo calçadão das Pitangueiras. Bem, não é um calçadão e a praia não tem nada a ver com Copacabana, mas prá quem mora aqui é calçadão e ponto final. Voltando prá casa, vi alguma coisa se mexendo na calçada. À primeira vista, pensei que fosse uma folha seca, mas como os movimentos vieram acompanhados de pios e como todos sabem que folhas secas não piam, cloncluí que estava diante de algum tipo de pássaro. Era um filhote de sabiá-laranjeira.

Peguei-o na calçada e segurei-o entre as mãos , procurando o ninho de onde ele devia ter caído, mas não achei nenhum, apesar de ter olhado em todas as árvores que tinham no local. Então fiquei pensando: se eu o deixar na calçada, ele vai morrer de fome, sede ou pisoteado por algum pedestre. Então resolvi trazê-lo prá casa, até que ele possa voar. Ou até que eu consiga trainá-lo prá virar uma ave assassina que se alimenta de sangue de críticos musicais. O que vier primeiro.


Fome

Acho que alguém se esqueceu de alimentar o Blogger ontem: ele comeu um dos meus posts. Pelo menos foi um dos pequenos...


9.11.02

Tu tu tu tu tu tu

Como todo homem moderno do século XXI, eu possuo um telefone celular. Sò que como sou um homem moderno do século XXI sem um tostão furado no bolso, meu aparelho é do século XIX: é um Motorola tão velho que nem se tem notícia do modelo. É daqueles tijolões. Todo mundo me dizia prá mudar de aparelho, por ele ser obsoleto. Bem, eu nunca ligo se algo é ultrapassado, contanto que seja funcional. Eu tenho máquinas de escrever, tenho toca-discos e até pouco tempo atrás, eu usava disquetes de 5 1/4 . Ok, você deve estar se perguntando se eu já descobri o fogo: bem, é tudo velho, mas é funcional.

Ou era: nesta semana, meu celular deixou de ser funcional. Por algum motivo qualquer ele decidiu que ia se aposentar. Eu até o entendo, coitado. Tantos anos recebendo chamadas, trabalhando, ficando na rua até o fim da sua bateria. Bom, se ele decidiu, esá decidido. Mas que bem que ele podia ter escolhido um jeito melhor e uma época melhor: o telefone apagou todos os números gravados na memória e, não contente, resolveu parar de funcionar em um dia quando 2 pessoas resolveram me contratar prá tocar em eventos. Tecnologia a serviço do homem?

Bem, descanse em paz, Tijolo. Que a linha nunca esteja ocupada, prá onde quer que você for.


Hubble fotografa a morte de uma estrela

Taí uma coisa que poucos paparazzi conseguiram...


7.11.02

Teoria musical

Estive lendo o post que fiz sobre o Village People e vi que, em um trecho escrevi uma notação musical que algumas pessoas não devem conhecer: oitava (“todos cantam ‘In The Naaaaaaaaaaaaavy’ (na mesma oitava))”. Bem, agora o Tio Márcio vai explicar o que é uma oitava.

Tomemos como exemplo a escala de Dó maior: qualquer criança de 3 anos já ouviu falar em Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si. Pois bem, está é a escala de Dó, muito prazer. Toda escala tem seus intervalos, que medem a distância da tônica aos outros graus da escala. Se a escala é de Dó, então Dó será a tônica. Se o segundo grau da escala, então o intervalo de Dó para Ré é de uma segunda, assim como o de Dó para Mi é de uma terça, e assim por diante. Aí você vai dizer: Tio Márcio, se a escala tem sete notas, como é possível haver um intervalo de oitavas? Fácil: você já viu um piano? Bem,um piano tem 88 teclas. Pense só nas teclas brancas: existem várias teclas com som de Dó, Ré, Mi... são as mesmas notas, com alturas diferentes. Existe o Dó 1, o Dó 2, o Dó 3 (ou Dó Central).e por aí vai. E você vai me perguntar: Tio Márcio, então quer dizer que a escala de Dó é infinita? Sim, meu filho, a escala de Dó é infinita. Por isso, quando a escala de Dó 1 chega no Dó 2, o Dó 2 é a oitava de Dó 1. E então você vai perguntar mais uma vez: Tio Márcio, porque você disse que o solista e os backing vocals estavam na mesma oitava? Bem, vou explicar: um acorde é formado pela tônica, a terça, a quinta e o baixo. Não sacou? Bem... se eu quiser fazer um acorde em Dó, então eu vou ter um Dó, um Mi e um Sol, além do baixo, que é o Dó anterior à tônica. Ou seja: se o acorde tem a tônica em Dó 3, então ele vai ser formado pelo Dó 3, o Mi3, o Sol 3 e o baixo vai ser o Dó 2. Se todos estão na mesma oitava, quer dizer que todos estão na mesma nota!

Se alguém quer mais do que isso, procure um conservatório. Classe dispensada.


Encontrada estátua gigante de esposa de Ramsés II

Grandes coisas. Quero ver alguém encontrar a Jules Rimet...


6.11.02

Leitores e leitoras:

Em nome da AJE Academy venho dizer que, à partir de hoje, a entrega do prêmio Putz passará a ser mensal.

Obrigado,

Márcio Silva.


YMCA

Concordo que a década de 70 foi muito complicada e cheia de acontecimentos ruins, como o fim dos Beatles e o meu nascimento; mas nada desculpa o Village People. Peço que os fãs do grupo me perdoem, mas eu não vejo diferença entre o Village People e o que os gatos enterram. Explico os 2 simples motivos que me fazem não gostar do grupo:

No palco o grupo parece um bando de caras cantando num karaokê de festa de Halloween. Analise bem: são seis pessoas num palco, sendo um solista e cinco figurantes que não fazem nada, exceto repetir algum refrão curto ou trecho de música enquanto executam algum tipo de coreografia. Afinal, como eles quase não cantam e como não tocam instrumento algum, precisavam se mover no palco ou seriam confundidos com amplificadores, estantes de microfone ou até com os rodies. Ok, alguém vai dizer “as meninas gostam desse tipo de coisa”. Como se eu não soubesse disso: o Village People inspirou grupos como Menudos e New Kids On The Block. Então, se hoje você fica zangado quando liga o rádio e as FMs só tocam Backstreet Boys, N’SYNC ou Five, fique sabendo que eles se inspiraram nos Menudos e nos New Kids On The Block, que por sua vez foram inspirados no Village People.

No estúdio eles foram, na minha opinião, os grandes inventores da reciclagem musical. É uma fórmula muito simples: se uma música fez sucesso, pegue-a, edite-a, monte uma letra diferente por cima e voilá: você tem uma música nova. Mas o Village People fez a receita render e transformou um hit em um monte deles. Sou só eu ou todas as músicas do grupo são iguais a YMCA? Há quem diga que o segredo era a batida dançante, mas eu acredito que era o lance dos cinco restantes repetindo o que o solista cantava o que fazia os álbuns venderem. Pegue prá ouvir, por exemplo, In The Navy. O cara canta um monte de coisa e daqui a pouco todos cantam “In The Naaaaaaaaaaaaavy” (na mesma oitava) e o solista volta a cantar um monte de coisas e daqui a pouco todo mundo canta de novo “In The Naaaaaaaaaaaaavy”, e por aí vai. Eu acho que isso é hipnotismo puro! Se alguém tocar as músicas do Village People ao contrário, com certeza vai ouvir “você está sob meu controle e irá comprar todos os nossos álbuns e vai deixar seu bigode crescer”.

Ah! Já ia esquecendo: Macho Man? Fala séééééééééério.


5.11.02

Sumiu!!!

Alguém viu meu catálogo da Fender?


Teste, teste, 1, 2, 3, som...

Vamos ver se agora vai. Liga o interruptor.


Conversa vespertina

- Márcio, você devia conversar mais com os mórmons.
- Ué... prá quê, mãe?
- Prá você ficar por dentro das coisas.
- Que coisas, mãe?
- As coisas de Deus, meu filho. Você não vai à Igreja faz um tempão, filho. Eu acho que o fato desses mórmons terem vindo nos visitar foi um sinal de Deus prá você voltar à Igreja.
- Mãe, você acredita em Deus?
- Claro que acredito, filho.
- E acredita que ele é o Criador?
- Claro, Márcio.
- E acredita que ele é a Luz também?
- Claro, meu filho.
- E a senhora acredita, de todo coração, que ele é onisciente?
- Acredito, meu filho. Mas por que a pergunta?
- Porque nenhum ser onisciente ia mandar um adolescente lá do fim do mundo só prá me catequizar? Se Ele quisesse algum resultado teria mandado a mulher do apartamento ao lado, que eu não ia ter como acertar com um objeto pesado quando ela tocasse o interfone de manhã. Estou errado?
- Hereeeeeeeeeeeeege!!!!

Fala séééééééééério, aí.


Mórmons

Minha rua foi invadida pelos mórmons! Ok, eles são gente fina, não tocam o interfone nas manhãs de sábado e mantém conversações fora do motivo principal da visita: pregação religiosa. Ok, sempre contra esse tipo de catequese, mas até que os caras são gente fina.

Na minha rua sempre vêm 4 deles: um gaúcho, dois americanos e um que eu nem sei de onde veio, mas com certeza é produto importado. Nenhum deles tem mais de 18 anos, bebe, fuma, usa drogas, bebe café, Coca-Cola ou fez sexo com uma mulher de cabelos ruivos no banco de trás de um Fusca ’67, mas nem tudo está perdido: eles gostam de futebol. E é permitido pela religião deles.

Sabe, deve ser estranho ser um dos mórmons. Ter que ficar dois anos longe da família (hmmm... ponto pros caras) perambulando por todo canto do mundo, usando gravatas no maior calorão e ter que casar virgem, no fim de tudo. Definitivamente essa vida não é prá mim. Por isso eu digo: sou um herege, mas sou um herege muito feliz.


Inglaterra pode ter remédio de maconha em 2003

Fico imaginando os hospitais em Londres cheios de médicos cheios de dreadlocks dizendo "ei, bicho... respire fundo e diga unzinho".


4.11.02

Mulher passa 10 dias em penitenciária e não é notada

10 dias na ala masculina e ninguém a viu? Devia ser gatinha, não?


2.11.02

Coisa de SPAM

Prá que, diabos, eu vou querer comprar um totem??????


HBO

É estranho ver Paul Newman com um visual Gillette Mach 3 na minha TV. Será que os produtores não tinham grana prá pagar o cachê do bigode?


1.11.02

Musical Chat

- Então você é músico?
- Sou sim, senhor.
- Tem carteira da Ordem dos Músicos?
- Tenho sim, senhor.
- Hmmm... interessante. E você toca que instrumento?
- Eu toco violão, guitarra, contra-baixo e canto, senhor.
- Um multiinstrumentista... e você apenas toca e canta ou também compõe?
- Eu escrevo um pouco, senhor.
- E sobre o que você escreve, rapaz?
- Sobre o que me vem na cabeça, senhor.
- Interessante... e se você fosse escrever sobre o que vem à sua cabeça agora, sobre o que você escreveria?
- Eu escreveria sobre uma pessoa que está bloqueando a passagem pro banheiro, senhor.
- Ops, desculpe-me.


NEEEEEEEEEEEEENSE!!!



Sou tricolor do coração... estou rumo à grande classificação... hehehehehe.


Coisas de família

Se o aniversário do meu pai continuar sendo comemorado desse jeito, acho que a família vai ser unida até na cirrose.