Alea Jacta Est
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31.7.02

Tenha medo, muito medo!

Lendo a sessão Veja Essa, da Veja (ohhhh!!!) desta semana, dei de cara com estas palavras da bela Ana Paula Arosio:

“Castro bois e cavalos. É uma coisa que no sítio só eu faço.”

Os cavalheiros interessados em aderir à campanha Eu Tenho Medo da Ana Paula Arosio, favor entrar em contato comigo.


Coisas de e-mail II

Olha que SPAM bacana eu recebi hoje:

Com o Sushi master, você não precisa ser um profissional para preparar pratos orientais.

Rápido, prático e gostoso é assim que você, seus amigos e toda sua família poderão fazer sushi e sashimi em qualquer lugar.

Transforme-se em um sushiman para preparar essas delícias.

LIGUE AGORA E ADQUIRA O SEU
POR APENAS R$ 240,00 a vista ou 5X 49,00


Eu ignoro, aviso aos criadores do Sushi Master que eu não como peixe cru ou simplesmente mando um foda-se do tamanho do Maracanã? O final você decide.


Estão vendo este rosto?



É a esperança tricolor de ver o Agnaldo no banco. Ou melhor: de nem vê-lo.

*Foto 100% roubada do jornal O Dia.


29.7.02

Cobrança

Quero sim, quero mais do que o meu Atari, como disse no post pseudo-engraçado: quero de volta todos as tardes avermelhadas da minha infância, quero os jogos de pique e as partidas de futebol. Quero também as dúvidas da minha adolescência – que eu resolvi sozinho; e os primeiros amores: quero o primeiro beijo, aquele da garagem empoeirada, desajeitado e gostoso; e a primeira vez, apressada e visceral, atrás da banca de jornais. Quero de volta os porres e as brigas, as viagens e os churrascos da turma do colégio. Quero a Marineida não entendendo as minhas metáforas e o Joca me dando pontos por eu não sacar porra nenhuma de física.

E aproveitando, eu quero também a alegria de ter passado no vestibular e meu olhar perdido quando me despedi daquele lugar. Quero de volta as festas e os baseados que fumei; quero os versos que perdi entre risadas de colegas que já se foram. E quero de volta esses colegas, rindo e falando as mesmas velhas troças. Quero a rebeldia sob óculos redondos e cabelos desgrenhados e os solos de guitarra em palcos improvisados, em ambientes enfumaçados, em madrugadas de paz e fúria. E quero a responsabilidade do trabalho, das reuniões e dos debates, palestras, congressos. Quero de volta os discursos de esquerda, as garrafas quebradas e as vozes roucas que se xingavam e se cumprimentavam.

Quero mais do que tudo os amores que a vida me negou, quero de volta os meses de Julho e todas as vezes que eu gritei “eu te amo” na chuva forte. Quero de volta os olhos castanhos, verdes, azuis; quero os beijos e os abraços e as noites em claro, sob estrelas e nuvens, os sorrisos e os prantos. E quero também todos os amigos que já caminharam comigo na estrada dos meus dias. Quero até aqueles os quais mandei à puta que pariu.

Quero o colo dos meus pais, quero o sorriso dos meus padrinhos, quero a árvore de Natal, quero os copos quebrados e quero quebrar mais copos. Quero as promessas que não foram cumpridas e quero o futuro, que no presente não está sendo como eu tracei. E quero o mais rápido possível, porque a vida me deve – não só a mim, mas a todos nós.

Mas agora, eu quero mesmo é minha cama, que me conforta os erros do passado e me inspira os projetos do futuro.


Crime

Eu confesso: estou ouvindo Benito di Paula!!! Ninguém é perfeito.


Velharia

Essa semana eu completo três meses de trabalho. Impressionante como o tempo passou rápido... parece que foi na semana passada que eu abri pela primeira vez as portas daquela loja e que, pela primeira vez, eu a odiei.

Só então me dei conta que, estou ficando velho, cada vez mais rápido. Meus amigos estão casando, perdendo os cabelos e os cabelos que ainda não perderam estão ficando brancos. Alguns com filhos e outros já com 2 divórcios. As namoradas virando noivas, as noivas virando esposas, virando mães, avós. E aquele papo de “vamos fazer que vai ser legal” começa a mudar de tempo verbal, começa a virar “você lembra como era bom?”.

Meu afilhado fez 12 anos, o mais velho. E 10 anos o mais novo. E parece que foi ontem que eu segurei os dois na frente do padre e parece que foi hoje de manhã que eles molharam a minha roupa nova. E amanhã eles vão me perguntar sobre as meninas e vão querer uma grana prá sair com as mocinhas do pré-vestibular.

Putz... eu quero o meu Atari.


Nova proposta

Troco meus dois joelhos (ano 78) por um pacatote de biscoito Goiabinha. Volto diferença.


26.7.02

Instinto

Quando o homem se aproxima dos 25 anos, a natureza o chama e, por mais que o racional relute, o instinto toma conta e o compele a atender ao chamado da natureza: comprar ferramentas. E, por mim, a natureza está sendo bem atendida: essa semana comprei um jogo de chaves de fenda, um jogo de chaves de boca, três alicates e um martelo.

Se eu comprar uma furadeira, podem ter a certeza de que os tambores da selva começarão a rufar.


23.7.02

Coisas do Fuck Off Key

Uma vez saí com um amigo meu prá derrubar algumas cervejas e jogar sinuca num estabelecimento familiar o qual freqüento. Com meu humor azedo como um limão, joguei algumas partidas de sinuca com meu amigo e resolvemos dar um break no jogo e derrubarmos mais algumas cervejas antes de voltar à mesa. Eis que uma das santas senhoritas que estava no bar pendurou-se na mesa com uma amiga e de lá as duas não saíam, falando alto e pedindo prá que pagássemos bebidas para elas (Nota: lembrem-se que eu estava um mimo de pessoa). Em dado momento a senhorita que estava ao lado do meu amigo comentou que estava com uma tremenda coceira em uma das mãos e não sabia o que era aquilo. Então meu amigo disse à ela que algumas pessoas diziam que coceira na mão significavam dinheiro pintando prá quem sente a coceira. Ela riu e disse que se aquilo acontecesse, ela lhe daria uma parte da quantia. Então a outra digníssima dama (Nota: eu estava prá lá de ácido) olha prá mim e pergunta-me, ao pé do ouvido:

- Se coceira na mão é dinheiro, coceira dentro da calcinha é o quê?

Ao que eu respondi:

- Micose, piolho pubiano ou falta de banho. De qual você sofre?

***

É. De vez em quando eu sou rude.


Press Fuck Off Key To Start

Sempre acreditei que, dentro da cabeça de cada um, existe um grande botão vermelho onde lê-se foda-se em letras garrafais, responsável pelas loucuras e absurdos, legais ou não, que cada um faz. Estou pensando seriamente em apertá-lo e passar uns dias em Sampa.


Medo

Na vida você pode contar com três certezas: a de que um dia você vai morrer, a de que um dia você vai entrar em uma fila e que um dia você vai sentir medo; até porque medo é como bunda e Fusca: todo mundo tem.

Medo de altura, medo de lugares apertados, até mesmo medo de discos do Hanói Hanói atormentam a vida das 6 bilhões de pessoas sobre este chão. E não é vergonha assumir os demônios que carregamos, pois nossos medos são como nossas virtudes, fazem parte de nós e temos que aceitar e sermos aceitos com eles. E não é vergonha admitir o medo! Eu confesso ter medo de cães de grande porte e de altura. Conheço gente que tem medo de cair prá trás e até de galinha. Mas são pessoas boa e merecedoras de afeto e respeito, afinal medo é como fantasia sexual: é pessoal, intrasferível e vai da cabeça de cada um.


22.7.02

Refletindo sobre o e-mail

Explicação para o povo sobre o governo brasileiro:

Você tem duas vacas e as duas vão para o brejo.


Coisas de e-mail

Acabei de receber isto aqui:

Explicação para o povo das diferenças entre os regimes de governo

Socialismo: você tem duas vacas, o governo toma uma e dá para seu vizinho.
Comunismo: você tem duas vacas, o governo toma as duas, e dá a você um pouco de leite.
Fascismo: você tem duas vacas, o governo toma as duas e vende à você o leite.
Nazismo: você tem duas vacas, o governo mata você e toma as duas vacas.
Burocracia de Estado: você tem duas vacas, o governo toma as duas, mata uma e joga o leite da outra fora.
Democracia: você tem duas vacas, vende as duas para o governo, muda para cidade e consegue um emprego público.
Anarquismo: você tem duas vacas, mata as duas e faz um churrasco.
Capitalismo Selvagem: você tem duas vacas, vende uma compra um touro e o governo toma os bezerros como imposto de renda na fonte.
Roseanismo: no Maranhão você tem a última vaquinha que resta, seca de fome, mas algum marqueteiro passa uma maquilagem nela ou filma um rebanho no Rio Grande do Sul e passa na novela das oito dizendo como os Sarney estão melhorando tudo por lá. Por isso você acaba votando nela.
FHCismo: você tem duas vacas, o governo privatiza as duas, vende baratinho para as multinacionais e você passa a comprar o leite bem mais caro. Aí a Rede Globo diz que globalização é uma tendência mundial e você acaba votando no Serra.


Descoberta

Fazia eu o meu logon no Blogger quando um nome no menu à esquerda me chamou a atenção: Vergonha É Roubar E Não Poder Carregar. A dona do blog, Nona Monteiro, escreve muito bem. Tá esperando o quê? Vai lá ler, pô.


Promessas

Quem quiser que aponte meus defeitos, pois os sei de cor e salteado: sou inseguro (em certos aspectos), sou; sou genioso e até ignorante, sou; e assumo minha culpa pelos meus pecados. Mas nunca deixei de cumprir uma promessa. Seja ano eleitoral ou não, tudo em que dei minha palavra foi cumprido. E o que não foi, um dia será. Mesmo que eu tenha que transformar oceanos em desertos, mesmo que eu tenha que fazer montanhas de grãos de areia. Que se cumpra a profecia.


19.7.02

Prece

Hey, Cara. Hoje vou Te fazer um pedido: deixa dar certo. Obrigado.


18.7.02

Vende-se

Vendo joelho esquerdo, moreno, modelo 78/78. Aceito ofertas no par.


Frio II

O pior do frio é, com certeza, tentar levantar da cama e descobrir que seu joelho foi transformado em gelatina Royal enquanto você dormia.


Olha ele de novo


17.7.02

Coisas de comments

Ô, minha linda (com todo respeito, compadre): eu não sigo tendências. Nem sabia da São Paulo Fashion Week (até porque eu não sou nem um pouco fashion: sempre vesti calça jeans e camisa Hearing branca), as únicas rádios que escuto são a Nova MPB e a Antena 1, sem falar que eu não vejo o Big Brother e que Tex Avery é meu ídolo. O lance dos comments foi puramente coincidência.

E, por favor, sem desconfianças. Você não vai querer que 1/3 da população feminina de Sampa caia em prantos por causa de um sistema de comments instalado na semana fashion de Sampa, vai? :o)

Ah, obrigado pelo "galã". Depois acertamos a grana. Hehehehe


Peso morto

- Não tente defendê-los! Não tente!
- Mas... defender quem?
- Quem? Ora, quem... os gordos, ué!
- Era só o que faltava. Vamos lá: o que você tem contra os gordos?
- Tudo, oras. Tudo! Os gordos deviam deixar de existir.
- Mas que aversão... nunca vi nada igual.
- E podia ser de outro modo? Gente gorda só faz ocupar espaço... por mim, todos os gordos deveriam ser banidos prá alguma caverna escura e úmida.
- Que é isso rapaz... tem muita gente acima do peso que é gente fina. Aliás, tas as que eu conheço.
- Pois eu não conheço nenhuma pessoa acima do peso que mereça o que come! E aliás, eles comem demais! Alguém devia inventar uma máquina prá que os gordos transformassem sua gordura em alimentos pras populações carentes. Só com o Jô Soares acabaríamos com a fome na Somália.
- Deixa disso, mané...
- Não deixo não. Não deixo mesmo! Gordo só serve prá espremer os outros no ônibus! E digo mais: todo gordo devia ser jogado no porão de um navio cargueiro, prá que ficasse por semanas sem comida em alto mar e acabasse se devorando.
- Agora me responde uma coisa: quanto você pesa?
- Bem... eu peso 92kg.
- E quanto você tem de altura?
- Acho que 1,68m.
- E isso não faz de você um cara gordo?
- Não, isso faz de mim um cara baixo.
- Garçom, a conta please...


16.7.02

Planeta Bola

Na terça-feira passada saí com meu irmão (mundialmente conhecido no bairro como Piquititinhu) e a namorada dele, que levou uma amiga. E antes que as mentes sujas de plantão achem que foi um encontro, não foi: foi apenas um chopp amistoso entre pessoas que estão se conhecendo, sem qualquer fim lucrativo ou sexual. Até porque um amigo nosso pintou por lá e todos sabem que números ímpares significam noite de empate. Menos em caso de ménage a tròis, o que não foi o caso. Pois bom: papo de cá, papo de lá, sacaneia aqui, sacaneia acolá de repente alguém exclamou “Olha o Beto, aquele do Flamengo” e todos começam a olhar prá mesa onde está o rapaz. Eu muito compenetrado no meu chopp, ouvi o seguinte diálogo:

- Putz... olha bem pro Beto: ele não é feio pacas?
- É sim... mas dá uma sacada no Odivan, na mesa do canto, e me diz se ele não é mais feio que o Beto.

E não é que era mesmo o Odivan? Eu comecei a entrar em pânico, afinal eu estava num local cheio de jogadores de futebol! De uma hora prá outra o local poderia ser invadido por uma legião de marias-chuteiras e exames de DNA poderiam ser usados contra gente inocente! Mas enquanto eu me indagava se eu corria dali ou perguntava ao Odivan se ele amarrava o cadarço do seu Kichute na canela ou por baixo do pisante, quando eu percebi que tudo tinha ido pro ralo: olhei por cima de pessoas que se amontoavam num canto do bar e vi dentes, muitos dentes... eu estava cercado de caninos, molares e incisivos quando avistei o dono da arcada descomunal: Ronaldinho Gaúcho. No início, pensei que fosse um sósia dele (talvez o Pé de Pano, o cavalo do Pica-Pau), mas quando a gritaria de “É penta, é penta” começou, eu tive certeza que a vaca tinha ido pro brejo.

Mas no fim, todos se acalmaram e até que a noite foi boa. Foi show. Freakshow, mas show.


15.7.02

Compulsão

Dia após dia, sinto como se eu não devesse estar aqui. É como se o vento frio dissesse prá eu curtir o inverno em outro lugar, com outras pessoas; até mesmo em outras épocas. Parece loucura, mas a minha vontade é comprar uma passagem de ônibus prá qualquer lugar longe de tudo, longe de todos. Apenas minhas botas, meu violão, uma mochila com meia dúzia de roupas e a estrada.

Faz tempo que não pego a estrada... a paisagem correndo pela janela do ônibus, os cigarros fumados nas paradas de ônibus, o cansaço na rodoviária. Cheiro de fumaça e de multidão.

Preciso de asfalto nas veias de novo.


Bláblábláblá

Por que algumas pessoas insistem em usar 7.931.964 palavras quando apenas 5 resolveriam? "Reduza a conta do telefone". Simples, prático, econômico e não requer prática ou habilidade. É difícil?


Chuva de Julho

Lentamente, cai a fina chuva de Julho
E com ela, vêm à tona algumas lembranças
Meu antigo orgulho
Minhas antigas esperanças

Concretizadas pelo milagre do retorno
De alguém que, enfim, deu valor
E que com seu beijo terno, morno
Acabou de vez com a minha dor

As gotas que caem, tão finas
Levam consigo as manchas da depressão
Mesmo as piores, pequeninas
Que às vezes ardem no coração

A chuva fina de Julho foi-se embora
E levou consigo o meu bem
Se puder, não demora
Se não, adeus, até o ano que vem.

* Rimas pobres, eu sei. Mas eu tinha 16 anos, uma garafa de Jack Daniel e a really big sac full of blues. Disso você não sabiam.


Julho

Julho, Julho, Julho... faz frio e o Rio de Janeiro não tem mais o seu ar de Rio 40 graus e de chopp gelado na beira da praia. Na verdade, o céu cinzento e os casacos e calças de moleton dão um clima de serra à orla como eu nunca vi, e gradativamente vai aumentando: as sandálias de dedo dão lugar às meias grossas e sapatos fechados, as bermudas parecem crescer e se transofrmar em calças jeans. Não que isso me incomode: eu adoro frio. Aliás preferia muito mais ter uma casinha simples em Itaipava do que as supermansões que as estrelas compram em Búzios. É, gosto de paz.


14.7.02

Frio

Acho que o melhor do frio é abrir a toneira prá lavar as mãos e sentir as articulações enrigecerem.


Theatro Jacta Est

Mais uma vez, você é convidado(a) a imaginar que sua cadeira é a poltrona de um teatro, a do Theatro Jacta Est. Pegue sua pipoca e o guaraná, pois a peça de hoje começa agora.

Cenário: Um bar em um bairro pobre, freqüentado por pescadores.
Personagens: Aldo; Jair, o dono do bar; e Irene, a prostituta.


***

É sexta-feira e Aldo acabou de atracar sua traineira no cais. A pesca foi pouca, mal deu para pagar o óleo e a gasolina do motor. O céu está claro, a lua está cheia, mas venta muito. Sentindo frio, Aldo fecha o casaco e olha para os lados, avistando uma luz 100 metros à frente do ancoradouro: é o bar de Jair, ainda aberto e, pelo barulho, com bastante movimento. Aldo resolve beber alguma coisa antes de ir para casa e encaminha-se para o bar.

A: Boa noite, Jair (encostando-se no balcão). Por obséquio, me dá uma branquinha.
J: Cá está, Aldo (colocando um copo em cima do balcão). E aí, mestre? Como foi a pescaria hoje?
A: (visivelmente abatido) Muito fraco, Jair, muito fraco. O dinheiro que esses peixes vão me garantir não dão nem prá custear a gasolina. E eu preciso fazer uma reforma no barco... mas se os peixes continuarem preferindo as redes dos outros pescadores, não sei como vou arrumar o dinheiro necessário.
J: (servindo mais uma dose) É verdade... sua traineira está parecendo uma banheira velha, Aldo. Com todo respeito claro!
A: (suspirando) Mas é verdade. Não sei o que fazer. (virando o copo rapidamente) Hmmm, cachaça boa. (virando-se para Jair) Eu soube que você casou. Você e a sua esposa, como estão?
J: (olhando para o alto e suspirando) Ah, Aldo... a Lúcia é uma mulher fantástica. Cozinha bem, deixa a casa sempre limpa, quase não sai de casa e quase não me pede dinheiro! Só sai de casa prá ir à igreja e prá fazer compras. (sorrindo timidamente) E ela gosta de mim, ela me compreende, ela me apóia. Lúcia, essa sim, é que é mulher de verdade.
A: (acendendo um cigarro) É, parece que você tirou a sorte grande, Jair. Qualquer dia desses, leve a sua esposa prá almoçar lá em casa e prá eu conhecê-la. (soltando lentamente a fumaça) Depois que a Dalva me largou, eu não quis saber de mulher nenhuma... (rindo maliciosamente) bem, não em tempo integral (risos).
J: (rindo) Você não presta mesmo, cara. Mas você devia começar a repensar a sua decisão, afinal você já tem 43 anos, Aldo. Quer passar o resto dos seus dias sozinho? Você devia arrumar uma boa esposa, como a minha Lúcia.
A: (esticando o copo vazio para Jair) Um dia quem sabe... por enquanto eu não quero saber de casamento: eu quero saber de dinheiro. (olhando para a porta) E parece que vou conseguir algum agora...

Iara entra no bar, fumando um cigarro. Moça bonita, chama a atenção de todos no bar não só pela beleza, mas pela roupa curta para um dia de frio.

I: (encostando-se no balcão) Jair, me dá uma cerveja. (virando-se para Aldo) Oi, pescador... nosso trato ainda está de pé (sorrindo para Aldo)?
J: (olhando para Aldo) Fazendo trato com a Iara, Aldo? (rindo) não esquece de usar camisinha...
I: (visivelmente irritada com Jair) Vá te catar, botequeiro... meu trato com o Aldo não tem nada a ver com isso. E se tivesse, não seria da sua conta, palhaço. (virando-se para Aldo). Que horas a gente sai amanhã?
A: (virando o copo rapidamente) Às 10h. O horário está bom prá você?
I: (sorrindo maliciosamente) Claro que está. (jogando fora o cigarro) Vou ao banheiro e depois a gente combina melhor (sai de cena).
J: (sussurrando) O que você tá aprontando com a Iara, homem? Você sabe que ela é mulher da vida...
A: (rindo de Jair) Claro que sei, Jair. Mas não é nada do você está pensando. Bem, pelo menos não com ela (rindo). Nosso trato é o seguinte: ela quer ir a Jurubaíba, prá conhecer a ilha, passar o dia na praia; e como eu preciso de algum dinheiro eu topei leva-la à ilha por R$20,00.
J: (servindo mais uma dose para Aldo) Ah... entendi. Mas só R$20,00 prá passar o dia? Eu acho muito pouco...
A: (acendendo mais um cigarro) Eu também... mas aí é que está o lance: Ela não podia pagar mais do que isso... e como ela vai a passeio, bem... (sussurrando) ela vai levar uma amiga dela prá eu... bem, ‘cê sabe...
J: (olhando para Aldo com reprovação) Ah, deixa disso Aldo. Você, um homem de família boa, honesto, direito, saindo com prostituta? Tome rumo, homem! Isso é coisa prá moleque que nunca conheceu a vida e prá gentinha que não veio de boa origem, como nós, trabalhadores e tementes a Deus.
A: (rindo sem-graça) Tá bom, Jair... mas é que eu sou de carne, compadre. Eu tenho as minhas necessidades...
J: (colocando a mão no ombro de Aldo) Eu entendo. Também sou homem, compadre. Mas o que você precisa mesmo é de uma boa moça, como a minha Lucinha.

Nesse momento, Iara volta do banheiro e encosta-se ao balcão.

I: (virando-se para Aldo) Pescador, 10h está ótimo. E não se preocupe que eu já falei com a Shirley (cutucando Aldo). Ela é um mulherão, Pescador. E ela disse que já conhece você, de vista... viu você saindo prá pescar algumas vezes. E ela te achou um tesão. (rindo maliciosamente) Ela está doidinha prá rolar com você na areia da praia.
A: (estufando o peito) É mesmo... bem e como ela é?

Uma mulata entra pela porta do bar, caminhando timidamente até o balcão, contornando as mesas.

I: (apontando para a moça que acabou de entrar) Pescador, que coincidência! Foi só falar nela que ela apareceu! Repara só nas pernas dela, nos quadris. (cutucando Aldo) Será que você tem espeto prá assar toda essa carne, Pescador (rindo)?
A: Realmente ela é um espetáculo. (virando-se para Jair) E aí, compadre? O que você achou da moça?
J: LUCINHA?!

Cai o pano.


Tenha medo, muito medo

Nunca destrate um garçom e peça uma caipirinha. Lembre-se sempre que, em alguns bares, rodelas limão são jogadas no mictório para disfarçar o cheiro da urina.


13.7.02

Moda

Google! DayPop! This is my blogchalk: Portuguese, Brazil, Rio de Janeiro, Pitangueiras, Marcio, Male, 21-25!


11.7.02

Plagiando o Angeli em 2002

Lá vão mais 2 coisas que eu odeio e uma coisa que eu adoro

- Odeio gente que entra em loja, enseba por 45 minutos, pergunta todas as formas de pagamento e não compra nada;
- Odeio acordar cedo quando está rolando aquele friozinho propício a dormir e fazer saliências;
- Adoro o pudim que minha avó faz.


Vida de redatora

Que a Alessandra Picoli tem ótimas tiradas, todo mundo sabe. Mas ela se superou nessa:

"O datacenter comeu os posts desde 2 de julho, e como eu não tenho nada guardado, fica por isso mesmo. Agora esperamos que a nave-mãe do planeta Anta tenha levado seu mais ilustre representante de volta, deixando as pessoas de bem cuidarem dos seus blogs e seguirem com suas vidas."

Putz... eu queria escrever assim.


Agora entendo o Pelé

Como todo mundo que tem e-mail, eu recebo, todo dia, pelo menos 4 toneladas de SPAM. Mas um que recebi hoje se superou. Dêem uma olhada:

Oi marciosilva_rj@hotmail.com Você sabia que:
· O pênis ereto comum mede apenas 15 cm. Acima de 90% de todos os homens possuem este tamanho.
· 85% de todos os homens não conseguem ter relações sexuais por mais de 3 minutos antes de ejacularem, decido a um mal desenvolvimento do músculo PC.
· 30 Milhões de homens só no Brasil sofrem de Disfunção Eréctil (impotência).
· A maioria dos homens possuem uma má circulação no pênis.
· Mais de 98% dos homens aumentariam seu pênis se soubessem como.
· 93% das mulheres nunca chegaram ao orgasmo durante o sexo e 76% delas admitem estar insatisfeitas com a performance sexual do parceiro.
· 98% dos homens possuem um pênis menos desenvolvido, mais fraco do que poderiam possuir.

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Na boa: malandragem, dá um tempo com esse papo brabo.


10.7.02

Air Tapping

Resolvi checar os e-mails, afinal já fazem 3 dias que não ligo o meu computador. Conexão feita, abre-se o ICQ e uma URL enviada pelo meu amigo Marcos Faria me fez questionar ainda mais sobre o que a mente humana é capaz. Eu já vi concurso de imitadores de curió, de melhor torta alemã e até concurso de maior comedor de salsichas; mas concurso de air guitar é demais. E é demais também pelo fat de estar na sua sétima edição.

Alguns devem estar olhando pro monitor com cara de veado que viu caxinguelê e se perguntando: o que seria air guitar? Não, não é a guitarra do Michael Jordan. Air guitar é a arte gesticular com os braços, como se você tocasse uma guitarra. Se você faz isso sem nuca ter pago uma taxa de inscrição, não se sinta ridículo: 80% das pessoas faz isso... mas se você acha que é bom nas escalas imaginárias, clique aqui e divirta-se. Não custa nada sentir-se Jeff Back sem ter que comprar uma Stratocaster.


8.7.02

Monday, monday

Não, não voltei de viagem, até porque eu não viajei, infelizmente. Não, eu não trouxe lembranças, até porque não tive nada prá ser lembrado. Não, não desfiz as malas, até porque as roupas não foram escolhidas e dobradas. Não, não guardei o canhoto da passagem, até porque eu não tive dinheiro prá chegar ao guichê.


7.7.02

Gelol

Assim que meu braço direito voltarem a funcionar corretamente, eu vou explicar a todos os leitores do Alea Jacta Est porque não é saudável jogar queda de braço numa sala com 12 homens bêbados.


Oh, yes

- Hi, baby... quanto tempo!
- É mesmo darling... faz tempo que a gente não se vê...
- Nem me fale... você continua just the same...
- Que nada, chérre... estou a mesma coisa de antes.
- Mas aposto que você continua muito cute.
- Que nada... 100% bullshit.
- Cê sempre foi muito cute...
- Ah, você que sempre foi um must.
- Falando em must, sabe o que é o novo grito fashion?
- Não sei... o que é, darling?
- É falar português sem estrangeirismos. Isn't that special?


6.7.02

Sábado

Alguém espera que eu passe meu único dia real de descanso postando? Fala sério!


3.7.02

Descobertas

Limo cresce em mictórios.


1.7.02

Dúvida

Será que alguém podia me explicar o cabelo do Ronaldinho?


Pós-Copa...

... fica a cozinha.


Considerações pós-Copa

Prá mim, o jogo de ontem foi o jogo dos desacreditados: o Brasil conseguiu classificação mal e porcamente, assim como a Alemanha; e assim como a Alemanha, não era a equipe favorita, já que todos apostavam suas fichas na França, na Inglaterra e na Argentina. Foi um bom jogo e, por que não dizer que foi uma boa Copa? Ok, não tivemos adversários lá muito difíceis (pelo menos até às quartas-de-finais) e o Romário não jogou. Mas o grupo não era ruim, embora não fosse a maravilha que o Galvão Bueno (sempre ele) endeusava pelos microfones globais. Fiquei feliz com o título conquistado, como todo brasileiro que se preza deve ter ficado. Mas tem uma coisa que me incomoda: saber que o Luizão é campeão do mundo é dose.


Piada sem-graça pós-Copa

A Alemanha tomou no Kahn.


Penta

Não, não sou daqueles que nem sabem que a gasolina e as passagens de ônibus aumentaram. Aliás, eu sei o que causa esses aumentos e fico muito pau da vida quando eles acontecem. Não, não sou daqueles que não vêm que existem coisas muito mais importantes. Eu sei, como muita gente sabe, estipular prioridades.

Mas é verdade: sou brasileiro, sou filho desta pátria amada, salve, salve! E no momento, só posso, quero e vou dizer uma coisa:

É PENTA!

* Este post seria publicado ontem, mas por um problema no Blogger só foi postado hoje.