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E o pior de tudo...
... é que o maldito cisma de funcionar quando eu faço piada na hora errada. Acho que ele não gosta mais mim.
Viva o progresso!
Agora não tem mais desculpa: é hora de aposentar o ICQ 99. Quando ele começou a impedir que pessoas legais se comuniquem comigo, vi que era hora de me desfazer do meu ICQ 99. Que comece o festival de "authorize me in your list".
Pérolas BBB
"Se merda fosse dinheiro, pobre nascia sem cu"
(André)
E dizem que não existe vida inteligente na TV. E nem ironia fora dela.
Happy Birthday
Não me culpem por fazer do meu aniversário um dia comum. Eu apenas não sou do tipo que faz festas, listas quilométricas de convidados e chama os parentes que moram na Antuérpia: gosto de ficar na minha, com meus CDs enquanto o sol não se põe e com as cervejas até o sol nascer. Na verdade, até omito a data e não comento nada, prá evitar perguntas sobre horário de festa, que tipo de bolo vai ter, o que eu quero de presente e o porque de eu não gostar de comemorar meu aniversário. Sempre tem alguém querendo saber o porquê! Fácil: eu não gosto. Saber isso seria suficiente, mas todo mundo gosta de explicações enormes, como se fossem as mais convincentes, então vamos lá: organizar uma festa é um saco, na minha opinião. Começa pela escolha do lugar, passando pela lista de convidados, chegando enfim nos comes e bebes.
O lugar: o ideal é alugar um salão de festa, pois quem mora sozinho se aborrece com os vizinhos e quem não mora sozinho se aborrece com a família e com os vizinhos. E não é só isso: o espaço conta bastante, afinal de que adianta convidar 300 pessoas se na sua sala não cabe um rádio de pilha? Mas salões também têm um problema: são caros. Bem, esse é apenas o primeiro pepino.
Os convidados: basta abrir a agenda e começar a ligar! Se você é uma pessoa “família”, ligue prá toda a parentada e seus amigos. Se não, diga à sua mãe que vai comprar cigarros e dê no pé. Mas, bem no meio da lista, você lembra que a Júlia e o Silvinho terminaram o namoro brigados e que o Léo tá brigado com o Claudinho. Aí você já começa a ficar na dúvida quanto a quem será convidado e o as conseqüências de não convidar algumas pessoas. Mas ainda tem mais pepino.
Os comes e bebes: todo mundo sabe que a proporção da cerveja para o refrigerante deve ser de 2 engradados para cada garrafa de 2 litros. Você calcula quantos homens e mulheres vão, faz contas e comprar e depois se surpreende com quem bebe além do esperado e com quem parou de beber. E a comida? Não existe festa em que os convidados não reclamem da comida! O bolo estava solado, o brigadeiro mal feito, os salgadinhos eram requentados. Mas ainda tem o pepino-bônus!!!
Os presentes!!! Pilhas e pilhas de quinquilharias completamente sem uso que você tem que aceitar por pura educação. Máscaras de esquiar, livros de piada e pratos dos Muzzarela. E antes que você pergunte: não, nunca vai acabar.
Quer comemorar meu aniversário? Sente-se no seu sofá e faça um brinde! Eu vou ficar muito feliz.
ICQ
Adoro o meu ICQ: primeiro a lista só é reconhecida no ICQ 99. Depois o Add Users para de funcionar e as autorizações parecem feitas em repartição pública. Até aí tudo bem! Mas alterar meu ano de nascimento prá 1982? É por isso que mulher nenhuma me pede mais autorização.
30.3.02
Isso não é algo de que eu me orgulhe...
Qual trapalhão você é ?
29.3.02
Pecado
Sempre que puder, faça um churrasco noturno na véspera da sexta-feira santa. Você vai morrer de rir com as pessoas cuspindo carne vermelha à meia-noite.
28.3.02
Considerações
Ok, as letras de Bob Dylan são maravilhosas. Mas a guitarra de Hendrix em All Along The Watchtower e a voz de Joan Baez em Blowing In The Wind fazem que eu o veja, vez ou outra, como o Peninha americano.
26.3.02
Nova norma da casa:
De hoje em diante os post serão deletados quando me der na telha. Por enquanto é só.
Dia santo
Hoje é dia de São Bráulio e eu juro que não vou fazer piadas sobre isso. E por favor não me peçam para que imagens de São Bráulio sejam publicadas.
25.3.02
Braquim, branquim
Odeio quando me dá branco na hora de escrever os posts.
24.3.02
Game Over
O homem sempre foi movido por três combustíveis: a ambição, a paixão e a diversão. Após uma semana repleta de engarrafamentos, pilhas de papelada para resolver, chefe gritando no seu ouvido, cônjuge que briga por causa do controle remoto, etc e tal, qualquer ser humano normal precisa de diversão. Até as crianças sofrem com o stress da semana! Você pode não se lembrar, mas quantas vezes, no meio de um produto notável ou de uma oração subordinada subjetiva, você rezou prá que a escola pegasse fogo e que fosse decretado feriado por um ano. E quando você chegava da escola quem te divertia? O Atari.
O Atari ajudou milhões de crianças a relaxarem naquele período difícil que foi a década de 80, com a Abertura, a morte de Tancredo Neves e as rádios tocando músicas do Wham. Quem não saía correndo da escola prá ligar o Atari antes que alguém decidisse assistir ao telejornal ou novela ou qualquer coisa? Quem não passava o dia inteiro jogando River Raid ou Seaquest ou escondeu embaixo da cama o Sex o’ Man prá que sua mãe não descobrisse e brigasse com você?
Bons tempos, os quando a única preocupação era quando o controle quebrava no meio de uma partida de Decatlon...
23.3.02
Backstage
Hoje vai ser um dia daqueles: botar o pé na estrada sob o sol e carregar amplificares até um palco mal montado, sob o sol. Definir o posicionamento de cada um no palco e fixar a relação de músicas no chão, sob o sol. Testar o P.A. com um técnico de som ignorante que cisma em deixar o volume dos microfones mais baixo que o da bateria, sob o sol. Tocar duas ou três músicas para ver se o retorno (que nunca funciona) está funcionando. Prá variar sob o sol. Esperar 8 horas para subir ao palco e abrir o show para um grupo de forró. Mas no final sempre rolam os aplausos. I love my job.
22.3.02
Até o fim
(Chico Buarque)
Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
"Inda" garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Em bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em Quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim?
Eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu vou
Mas vou até o fim
Como já disse um anjo safado
O chato do Querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de início a minha estrada entortou
Mas vou até o fim.
***
Tem horas que eu escuto isso e acho que Chico Buarque me deve royalties.
Banda morta-viva. Agora eu sei quem patrocina o funk...
Que Banda Morta-Viva Você É?
Será que o Angeli sabia disto?
Qual personagem do Angeli você é ?
21.3.02
Parabéns!!!
Feliz aniversário, moça! Muitos anos de vida e de blog! :o)
20.3.02
On, Sunday, Monday, Autumn pass by me...
O verão acabou, o outono chegou e gradativamente vou poder desligar o ar-condicionado e parar de vender órgãos internos para pagar a conta de luz.
Os pregadores estão voltando!
A gente pensa que venceu o mal, mas ele apenas estava adormecido, reunindo forças para atacar mais uma vez. Sorte das beatas eu estar acordado e de bom-humor.
18.3.02
E é assim que é.
É como fechar os olhos e, em frações de segundo, abri-los e deparar-se uma paisagem bela e desconhecida e observar, curiosa e atentamente, tudo que se move e tudo que está estático, o que é colorido e o que é acromático e maravilhar-se a cada instante por desbravar o que é deliciosamente desconhecido. É como livrar-se dos sapatos e experimentar o frescor da grama sob os pés, como desnudar-se na beira de um lago e sentir pela primeira vez a refrescância da água e submergir cada vez mais, testando os limites dos pulmões e emergir respirando como se o oxigênio fosse o mais valioso dos troféus.
É como caminhar na chuva, sentido as roupas pesadas colarem-se ao corpo e as gotas d’água baterem forte sobre a tez, escorrerem pelo rosto, sumirem pelo tórax. É como se a cada inspiração, o nariz percebesse além do cheiro das rosas, da terra molhada e dos recém-nascidos: é como se tudo ao redor exalasse feromônios, despertando todos os sentidos e suprimindo a consciência. É como pincelar uma tela e ver as cores criando vida e se misturando, criando novas cores e modificando o retrato infinitas vezes, tanto em forma, como em matiz. É como ouvir Caetano dizer na sua cara “você não está entendendo nada” e ao mesmo tempo escutar Gal sussurrar “você me dá sorte, meu amor”. É como parar em frente dos portões do Paraíso e admirar a máxima beleza de longe.
Amor, amor, amor. É como... ah, não tem nada igual.
Quando cruzo a Ipiranga e a Av. São João
Sampa, obrigado por adotar e bem querer este filho carioca!
16.3.02
Pensamento do dia:
Se você der bobeira, hoje amanhã vira ontem.
Alguém me ajuda a entender?
Qual montanha você seria?
Façamos! Vamos amar!
Após ouvir a música de abertura da novela das 7h (Chico Buarque e Elza Soares num excelente dueto), cheguei a uma conclusão: Chico Buarque é uma das poucas pessoas do mundo que sabem falar sacanagem sem perder a linha.
Boa notícia!!!
Amantes do rock progressivo: animai-vos! A Rádio Cidade anunciou ontem que em dezembro ou janeiro o Brasil será visitado pela turnê do Rush, grande trio formado pelos virtuosos Alex Lifeson, Geddy Lee e Neil Peart e prova de que nem só de Celine Dion vive o Canadá. O novo trabalho será lançado brevemente e a turnê deve começar em junho.
Aviso:
Não vejo, não tenho vontade de assistir e me recuso a discutir sobre Casa dos Artistas e Big Brother. Já basta o cotidiano do meu lar, insano lar.
13.3.02
Conselho do dia
Se alguém estiver mexendo com cloro em pó, não respire perto. Seu nariz agradecerá depois.
Apelidos
Todo mundo, mesmo que apenas na infância, já teve um apelido. Desde ao singelo “Môr”, o carinhoso “Doçura” ao maldoso “Cabrestinho”, todo passou por um apelido que, gostando ou não, pegou. E apelido quando pega, prá sumir é pior que mancha de tinta óleo em camurça.
Quantas Marias você conhece? E quantos Joãos? Se ligar alguém prá sua casa e dizendo ser o Marcos, você vai ficar sem saber se é o Marcos do banco, o Marcos da pelada, o Marcos da Rita de Cássia ou o Marcos da academia. Mas se ele ligar prá você e disser “aqui é o Sabugo” você vai saber que é o Marcos que estudou com você no ginásio e que sofreu um triste acidente num milharal. Na verdade, em 31.22% dos casos, o apelido serve para diferenciar você das pessoas que têm o mesmo nome que você. No restante é só prá sacanear mesmo.
Existem três tipos de apelidos: os apelidos baseados em atributos físicos, os baseados em fatos embaraçosos e os apelidos geográficos. Os apelidos baseados nos atributos são os mais comuns. Quantas vezes você, andando na rua, não ouviu algo do tipo “Fala, Quatro-Olhos!”? O bom e velho “Roubaram-Meu-Cavalo” para os de pernas arcadas e “Cabeção” para os destruidores de boné, são exemplos do que há por aí. Já os apelidos baseados em fatos embaraçosos são mais complicados de entender, já que você tem que conhecer as maçadas da pessoa apelidada. Geralmente acompanham uma tonelada de “por que te chamam assim?”. Se você se lembra que o “Sabugo” sofreu um terrível acidente num milharal, já sabe que o chamam de “Sabugo” por causa do acidente e tem uma vaga idéia do que possa ter acontecido naquele milharal. Os apelidos baseados na geografia são muito utilizados durante a vida universitária do apelidado, já que ele sempre é chamado pelo nome do bairro/município onde mora. Eu costumava ouvir papos como este nos meus tempos de UFF:
- Xerém?
- Fala Madureira! O que mandas?
- Você fez o trabalho do prof. Shwörms?
- Fiz, mas está na casa da Grajaú. Aliás saí com ela e a Ipanema. Rapaz... coisa de louco.
Quase ia esquecendo: se seu nome é Glaucinério ou algo similar e você ainda se acha sortudo por não ter apelido, não ria não: apelidos mudam com o tempo e sem trocar documentação.
E eu que me achava um tanto Al Bundy

Qual Serial Killer é você?
SRV
Alguém por favor tire o riff de Crossfire da minha cabeça!
Ufa!!!
Eu não sei quanto a vocês, mas depois de 8 dias de silêncio eu pensei que ela não apareceria mais. Ainda bem que me enganei.:o)
12.3.02
A vida é uma prisão
É só um enlatado dos USA estrear na TV que algum tempo depois surge um "genérico" aqui no Brasil. Então vou dar uma sugestão aos produtores de plantão: que tal um clone de Oz, mas totalmente rodado no Carandirú? Com certeza, ia dar ibope!
11.3.02
E digo mais:
A PM agora só assiste à Rede Globo. Quem viu Botafogo x Santos sabe do que estou falando.
Apostas de torcedor
O futebol mexe mais com o homem que os hormônios da adolescência: basta anunciar na TV que vai passar o jogo do seu time contra o seu maior rival que a festival de sandices começa. Você vai ao armário do seu quarto e pega aquela camisa do seu clube que está com um cheiro insuportável de naftalina, liga prá rapaziada que torce pro mesmo time e marca de assistir o jogo. Depois você liga pro seu amigo, seu chefe, seu pai, qualquer um que você conheça que torça pro time adversário, prá fazer provocações e as inevitáveis apostas de jogo de futebol. Dinheiro quase nunca rola nas apostas, mas a quantidade de “aposto 2 caixas de cerveja” não está no gibi.
O mais legal do clássico é quando você reúne torcedores de ambos os times para assistirem ao jogo juntos. Antes do apito soprar já começam as provocações: “meu time foi campeão em cima do seu”, “lembra do passeio que meu time deu no seu em 1953?” e “você considera a Copa Arranca-Toco título importante? Quantas vezes vocês ganharam o Torneio Bola de Meia?”. E as apostas ficam mais altas! Engradados de cerveja suficientes para alcançar o teto, correr pelado pela Presidente Vargas, passar um mês só bebendo água da torneira, comer um superprato de fígado de ornitorrinco com salada de jiló e até vestir a camisa do adversário. Unhas são roídas, o time adversário ataca mais, o seu time desperdiça chances boas, a defesa adversária parece uma parede e o lateral esquerdo do seu time salvou uma bola em cima da linha. É tensão pura, afinal não é a só a vitória que está em jogo, não são só os três pontos e uma classificação melhor na tabela que estão em perigo: é você, e seja lá o que você prometeu! Você sabe que se o seu time não colocar a bola no fundo da rede, sua segunda-feira vai ser um inferno! É o chefe que sacaneia, o porteiro que joga piadinhas, a faxineira que usa a camisa do time adversário por baixo do uniforme. Nem a sua mãe vai aliviar a barra!
O jeito, então, é apelar para o sobrenatural. Você reza para que todas aquelas caveiras de burro que você enterrou sob a baliza para secar o adversário comecem a surtir efeito. E que não ajam por engano, atrapalhando o goleiro do seu time. Você reza para que Deus ou o vento, o que vier primeiro, desvie a trajetória da bola naquela cobrança de falta memorável. Você reza prá que o centroavante tenha um ataque apoplético no campo, bem na hora de tocar com o bico da chuteira e empurrar a bola pro gol. Você jura que vai levar sua mulher para comprar quantos sapatos ela quiser se o seu time vencer. Mas não tem jeito: o seu time leva um gol aos 56 minutos do segundo tempo, num pênalti prá lá de cavado. Todo mundo encarna em você, você sabe que não vai poder levar seu filho ao dentista de tanta grana que você deve e fica pensando acabou de perder quase um caminhão de cerveja. E não vai beber nem um golinho!
E sabe o pior de tudo? A culpa é sua! Quem mandou torcer prá esse timinho de várzea? Hehehehehe.
10.3.02
As peripécias de Rogério Água
Roger Waters na Apoteose. O show não foi uma produção "pinkfloydiana", com luzes, lazers e porcos flutuando sobre o palco, mas foi um show com a qualidade dos bons tempos do grupo. Ótimos músicos, ótimo equipamento e principalmente um ótimo repertório. Ao contrário do REM, que quando veio para o Rock In Rio montou um repertório com meia dúzia de hits e o resto de músicas novas e sobras de álbum, Waters tocou sucessos do Pink Floyd, de grandes hits como Time, Wish You Were Here, Another Brick In The Wall a músicas que ficaram esquecidas pelo Floyd, mas não pelo público, como Dogs, In The Flesh? e Welcome To The Machine. Nunca fui muito fã da voz de Roger Waters, confesso que sempre achei David Gilmour melhor nos vocais, mas Waters mandou bem e acertou até quando errou, na atravessada Brain Damage.
Em resumo, foi um show, no mínimo, inesquecível. Ok, faltaram Mason, Wright e Gilmour prá ser um show 100%. Mas Waters merece os louros por atingir 97% sozinho.
9.3.02
Na boa, hein?
Que acessório sexual você é?
Mó barato
Clique aqui e divirta-se com o ovo fujão.
Cadê você?
Primeiro foram as saudades. Agora estou a preocupação com esse silêncio. Não é possível que esse bar feche também...
Prá variar
O Blogger pirou.
O balão vai subindo, vai caindo a garoa...
Mais que uma arte, o balão é um passatempo nacional. Eu sei que você vai resmungar “pô, ele já escreveu um post sobre traição! Tá começando a ficar repetitivo”, mas quero dizer duas coisas em minha defesa: o balão não é a traição, é o que antecede a traição; e repetitivo eu sempre fui, você que nunca percebeu porque estava sempre vendo fotos de sacanagem enquanto lia o Alea Jacta Est.
Mas dizia eu que o balão é o que antecede a traição. O balão originou-se do balão apagado, muito usado na Zona Norte do Rio. Imagine um balão que sobe, sobe, sobre e apaga no alto. Ele cai, obviamente, alterando o seu curso original. Prá você que não entendeu, porque estava vendo fotos de sacanagem, o balão apagado significa dizer para sua cara-metade que vai-se a um canto ou fazer uma coisa e quando a cara-metade acreditar na falácia flácida, ir correndo direto para o oba-oba. Com o tempo deixou-se de lado o apagado e passou a chamar-se só balão. É um lance meio Kid Abelha, entende?
Como em qualquer coisa que se faz na vida, o bom-senso é fundamental para um bom balão. Dizer que vai ao escritório para uma reunião de emergência em pleno carnaval é pedir para assinar os papéis do divórcio. Ou a clássica “amor, estou no trânsito” às 3 da manhã? E além de bom-senso, tem que haver criatividade, é preciso inovar, reinventar o balão de ontem para garantir o balão de amanhã! Frases como “vou comprar cigarros” ou “vou beber uma cerveja com Beltrano” não colam mais. Coisas como “claro amor, eu estou indo agora mesmo prá casa e... espera aí. Amor! Tenho que ir, o Cicrano acabou de bater com o carro e tá todo arrebentado. Mais tarde eu ligo com notícias” é que são a cara do século XXI.
Um amigo meu, F.F.C., especialista em balões e atuante desde que o conde d’Eu não tinha d’Ado, dá dicas para os baloeiros iniciantes e para os que precisam de uma reciclagem: “tenha sempre pelo menos duas desculpas convincentes na ponta da língua, para quando começar o interrogatório; leve sempre um pneu rasgado na mala do carro. Não pode ser furado, porque o furo é difícil de se ver, tem que ser rasgado mesmo; combine com alguém uma desculpa, mas ensaie bem antes, para não haver problema; e por último, não beba: o bafo pode entregar um balão perfeito”. F.F.C. avisa para os perigos do balão mal dado: “se o balão for mal preparado, a bucha pode e vai cair em cima de você”.
O baixinho é o meu novo ídolo
Estou começando a ver a Kaiser com outros olhos: Roger Waters é a primeira atração a vir ao Brasil. E devem vir também U2, Joe Cocker, Yes, Santana, entre outros. Não que eu troque minha Skol por uma Summer Draft, mas é bem melhor que a Schincariol que eu tive que beber no Rock In Rio.
Aliás, já que o papo é rock e cerveja, gostaria de reforçar uma sugestão aos organizadores do Rock In Rio que optaram pela Schincariol: já que o último foi “por um mundo melhor”, façam o próximo “por uma cerveja melhor”.
7.3.02
Whose line is it anyway?
O humorista americano Drew Carey conseguiu fazer a platéia se escancarar de rir ontem, ao se estabacar como uma jaca, ao vivo. Tamanha foi a queda que, se fosse Jô Soares a vítima do tombo, a Califórnia sumiria sob terremotos.
Que jogão!
Falta pouco para a Seleção Brasileira enfrentar mais um grande desafio: a Islândia, vencedora de vários títulos e que conta com jogadores de grande expressão no futebol mundial como Gunnlaugur, Olafur Stingsson e Baldur. Vai ser um jogo difícil, já que nossos adversários estão acostumados com altas temperaturas e prometem não se abalar com o clima de Cuiabá, onde o jogo será realizado. A CBF, que deseja testar a Seleção antes da Copa do Mundo, escolheu um ótimo desafio. Possivelmente o Brasil enfrente outros desafios mais à frente, como a Seleção da Libéria, a poderosa Finlândia e o temível Niger. O plantel escalado por Luiz Felipe Scolari será formado por Marcos; Juan, Cris e Anderson Polga; Belletti, Kléberson, Gilberto Silva, Kaká e Paulo César; França e Edílson. Mais uma vez, contrariando a opinião popular, Luiz Felipe não convocou Romário.
Agora é aguardar o início da partida, bebendo guaraná Antárctica, que além, de mais sabor, vem com altas doses de ironia concentrada.
6.3.02
Bons tempos, que dificilmente voltam
Faltam 3 dias e 3 músicos.
Preciso mesmo fazer o retiro espiritual

Agora eu fiquei com medo do poder do stress.
5.3.02
Zen
Preciso fazer um retiro espiritual. Colocar os pés na grama úmida, ouvir o vento soprar por entre as folhas de eucalipto, deixar de lado o stress da vida urbana. O problema é que sem o monetário, o espiritual não encontra a paz. Jai Guru Deva Om.
Trabalho
Esses dias encontrei um amigo que não via desde o tempo que Dercy Gonçalves era aeromoça do 14 Bis. Depois daquele blábláblá de “como está fulano?” e “nossa, sua filha está enorme!”, pegamos uma mesa num boteco, prá ver o jogo do Fluminense e botar o papo em dia. Como o jogo estava uma porcaria, o lance foi colocar o papo em dia mesmo. Mal o garçom serviu o tira-gosto, começaram as reclamações: “não agüento mais o meu trabalho”, “meu chefe não me dá folga”, “tem dois anos que não tiro férias”, e por aí seguiu a conversa. Pedimos a conta, foi cada um pro seu lado, mas quando cheguei em casa fiquei pensando nas reclamações que meu amigo havia feito sobre seu trabalho. Pensei, pensei e cheguei a seguinte conclusão: nascemos trabalhando e morremos trabalhando. Tudo é trabalho, o que muda apenas é a intensidade do trabalho realizado. Desde decorar que (n+1) x (n+1) = n²+2n+1, a aprender como falar e andar, tudo é trabalho. Claro que é muito menos trabalhoso aprender a usar um apontador de lápis que aprender a consertar uma TV a cores. Aí entra a intensidade do trabalho. Para uma criança de 2 anos de idade, aprender a andar é trabalhoso, mas não tão trabalhoso quanto reaprender a andar aos 50 anos, após ter sofrido uma lesão na área do cérebro que coordena as funções motoras. O físico daquela dançarina de axé music? Trabalho, trabalho e mais trabalho. Há trabalho em criar uma receita de bolo, em aprender como se dirige um carro, em criar uma criança, em montar uma pista de autorama.
E você ainda acha que tira férias, de vez em quando...
4.3.02
Coisa de mãe
Realmente não se pode entender as mães: quando eu era menor, ela buzinava no meu ouvido para que eu bebesse mais água e evitasse pedras nos rins. Hoje ela me diz para eu beber menos água e evitar uma sobrecarga renal. Mais fácil aprender japonês em braile...
E é isso aí
Esse foi o mais estranho que eu já fiz.
Volúvel
Vejo a inconstância em cada olhar de mulher
A cada sorriso, um novo labirinto
Um novo enigma, mistério
- Decifra-me ou devoro-te
Qualquer dia vou comprar um dicionário
Para entender o significado de cada palavra
Que me contas a cada gesto teu
Talvez seja burrice
Gostar tanto de algo que não compreendo
Sentir tanta falta de alguma coisa amorfa
Instável, inflamável, volúvel
Como cada sorriso seu.
3.3.02
Acabaram-se as férias
Ainda bem... as boas leituras estão acabando.
A noite vai ser boa, de tudo vai rolar
Ontem eu estava em casa, completamente de bobeira, quando um amigo me ligou:
- Márcio, o que você vai fazer hoje?
- Absolutamente nada, por quê? – Perguntei, meio sonolento.
- Tira o violão da capa que hoje é noite de lual.
Palavra mágica: lual. Na hora o sono se dissipou, afinal lual não é festa americana, não é hi-fi, não petit comité. Lual é praia, vinho, violada, gente bêbada rolando na areia. Na hora, peguei minhas tralhas, passei no mercado e comprei uma caixa de cerveja e fui encontrar o pessoal que ia ao lual. Todo mundo pronto, violões afinados, o isopor lotado de bebidas devidamente colocado na mala do carro, as meninas trajando shorts curtos, vamos à la playa! Barra da Tijuca, aí vamos nós, os Yellows em ritmo de lual.
Chegamos na praia. Ouviamos as vozes das pessoas no lual e já nos empolgamos, pensando nas pessoas bêbadas rolando na areia. Mas chegando na areia, a decepção: cadê as tochas, a fogueira, as frutas, as moças dançando música havaiana? Havia uma mesa, lotada de cachaça, um pratinho de queijo e salame fatiado e alguns talheres de plástico. Havia muita gente, coisa de 70 pessoas, mas em pequenos grupinhos fechados, conversando entre si, sem interação com as outras pessoas. Aliás, pareciam estar não num lual, mas num velório, de tão desanimados que estavam. E só se animaram quando uma digníssima criatura abriu a mala de seu carro e nos brindou com o máximo da pop music, cujo refrão é "Vai, Serginho!", obra primorosa e coalhada de termos chulos.
Quem perguntar se eu gostei do lual tá arriscado a perder a mão.
2.3.02
Pérolas
É regra: em toda prova sempre tem um lazarento que, para alegria da banca de correção e para o desespero dos pais e professores, é digno de sair da sala de prova calçando ferraduras. Essas pessoas, iluminadas pela infinita ignorância, vomitam pérolas que surpreendem não só pela criatividade, mas em alguns casos pela ortografia refinada. Lembro-me que, no meu tempo de vestibular, encontrávamos um “útero grosso e útero delgado” aqui, um “terreno baldinho” ali e se procurássemos bem, um “temos que respeitar as necessidades fisiológicas das pessoas”. Mas hoje em dia tem coisa muito mais elaborada. Confiram aqui algumas pérolas encontradas no ENEM:
- "os lagos são formados pelas bacias esferográficas";
- "o problema ainda é maior se tratando da camada Diozoni";
- "na época de Cristo não haviam hindústrias para poluir e assim mesmo háviam problemas sociais entre os povos";
- "no paiz enque vivemos, os problemas cerrevelam";
- "o que é de interesse de todos nem sempre interessa a ninguém";
- "a natureza foi discuberta pelos homens a 500 anos atrás";
- "não preserve apenas o meio ambiente, mas sim todo ele";
- "o maior problema da floresta Amazonas é o desmatamento dos peixes";
- "nos dias de hoje a educação está muito precoce";
- "hoje endia a natureza não é mais aquela";
- "vamos mostrar que somos semelhantemente iguais";
- "precisamos agir de maneira inesperável";
- "na Amazonas está cendo a maior derrubagem e extração de madeira do Brasil";
- "vamos deixar de sermos egoístas e pensarmos um pouco mais em nós";
- "por isso eu luto para atingir os meus obstáculos";
- "o fenômeno Euninho";
- "a concentização é um fato esperançoso para o território mundial";
- "o serumano no mesmo tempo que constrói também destói, pois nois temos que nos unir para realizar parcerias".
1.3.02
Olha aí o mané
Vamos ver o que esse senhor vai aprontar no dia 9.
Preciso dizer algo?

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